desopilando ou melhor, xô fantasmas

Hoje a tarde uma amiga me falou que não gosta quando eu fico muito quieto e sem postar aqui no blog. Na verdade, ela tem medo do que pode vir a seguir quando eu resolver escrever,

Perguntei porque e ela me respondeu: “Você vai acumulando coisas e assuntos que percebe e depois vem com uns posts que é um direto em nosso estômago e nos deixa envergonhados.”

Na hora eu ri do comentário dela mas fiquei matutando sobre isso.

A minha intenção não é esmurar ninguem. Cada um é cada um e faz o que quer.

A única coisa que defendo é: respeito e ética profissional.

Mas realmente ela esta certa.

Por absoluta falta de tempo estou acumulando assuntos que poderia explorar melhor em posts separados mas acabo lançando tudo em um só.

Vamos a esse então?

1. Programa do Gugu e o quadro das reformas de casas:

Não só o dele, mas o último dele foi a gota d’água.

Não venham colocar palavras em minha boca e prestem muita atenção no que eu vou escrever ok?

O último quadro foi deprimente do ponto de vista projetual – entra aqui tudo que envolve um projeto, especialmente o programa de necessidades x a realidade do usuário.

Uma família que nao está acostumada ao luxo (a mãe é bóia-fria) de uma hora para outra é enfiada dentro de um palacete. Papel de parede por tudo que é canto, mobiliários caros e com revestimentos sensíveis, pisos laminados numa região bem próxima ao… barro, lustres caros, etc etc etc…

Fiquei imaginando como estará esta residência daqui a um ano. Se mal tinham condições de manter o casebre que tinham, como irão sustentar a manutenção de revestimentos e objetos caríssimos e que merecem cuidados especiais na hora da limpeza?

Aquele piso laminado irá aguentar o entra e sai de pés de barro?

Os mármores das bancadas dos banheiros irão suportar a sujeira e a mania que o povo tem de limpar tudo com água sanitária?

A conta de luz e a menutenção do sistema todo – baseado na quantidade de dicróicas, incandescentesm etc – conseguirá ser paga por uma família que ganha pouco mais de R$ 1.000,00 juntos?

O “seu” Zé afirmou que agora terá como trazer seus amigos pra assistir futebol. Vocês já viram como o povo torce alopradamente durante um jogo e tudo que roda de comes&bebes durante uma partida. Imaginem isso sobre estofados de…. camurça…

Tem ainda muitos outros detalhes deste projeto que eu poderia colocar aqui mas acho que já deu para vocês entender o meu pensamento.

A arquiteta – para quem tudo é especial – só acertou numa coisa: o aproveitamento da luz natural atraves da abertura zenital.

Nem de longe ela se preocupou com a questão da inserção da edificação no entorno urbano. Enfiou ali uma edificação que destoa completamente do restante da região.

Que fique claro: EU NÃO estou dizendo que a família não merece tudo aquilo e sim que o erro aí é da projetista, no caso a arquiteta, e da direção do programa que em nome do “show” acabam cometendo erros crasos.

A preocupação em atender aos fornecedores (na verdade patrocinadores) acaba atropelando questões básicas do projetar e esquecem-se que qualquer projeto deve, antes de tudo, atender as necessidades do usuário. Os patrocinadores não irão fazer uso daquela residência, e sim pessoas muito simples, humildes, que trabalham demais e mal tem tempo de ficar em casa quiçá para mantê-la.

Nesse ponto, o Rosembaum é bem mais atencioso.

2. Formação acadêmica

Pois é, e lá vou eu de novo bater nisso:

Basta de professores em cursos de Design, que não são formados em Design e ficam disseminando suas bestialidades.

Durante minha formação toda tive professores que afirmavam coisas como:

“O curso é Design de Interiores, logo você só poderá mexer no que estiver entre 4 paredes”.

Ou:

“Isso você não pode fazer pois fere o direito autoral do arquiteto que projetou a construção”.

Ou ainda:

“Não, você não pode projetar um banco para uma praça”.

Pois bem, nem vou me ater à primeira e à terceira afirmações pois nem merecem resposta tamanha a sandice desse tipo de afirmações. Mas sobre a segunda digo a estes:

VÃO ESTUDAR SOBRE DIREITOS AUTORAIS, ESPECIALMENTE O QUE O CONFEA FALA SOBRE ISSO.

E mais:

Já passou da hora das IES e da ABD tomarem alguma atitude contra os abusos cometidos por professores que não são designers.

3. Blogs

Não, meu blog não é um mero espaço de re-re-re-re-repetição. Meu blog é sim diferenciado pois não busca ficar replicando o que já foi replicado incontáveis vezes por outros e tampouco tenho tempo disponível para ficar à frente do PC à espera da novidade para fazer posts do tipo Você viu primeiro aqui“.

Não, esta não é a minha intenção e tampouco a forma como gosto de postar.

Também não criei este espaço para competir com ninguém, acho isso infantil demais e já passei da fase do “meu carro é melhor que o seu” ha muito tempo. Se alguém “acha” que está competindo comigo, está perdendo o seu tempo, pois o meu precioso tempo estou gastando com coisas bem mais úteis.

Outra coisa é que também este não é um espaço tipo “vitrina” que apresenta produtos de forma irresponsável.

Ha pouco, numa busca pelo Google, descobri um blog nacional que fala sobre iluminação até então desconhecido para mim. Claro, fui olhar né…

Bah que coisa…

Um vendedor de iluminação, com um blog sobre o assunto, tratando questões projetuais de forma leviana.

O que percebi olhando o blog é que a única intenção ali é apresentar produtos (a maioria caros que certamente devem estar á venda na loja onde ele trabalha) em “estudos de caso” totalmente descompromissados com a usabilidade, manutenção, usuário, sustentabilidade. Porém devidamente escondidos estes detalhes dentro de uma linguagem aparentemente técnica, para “dar valor e credibilidade” às suas sandices.

O pior: tem blogs de profissionais renomados replicando aqueles conteúdos.

Lamentável.

4. Praças, (in)segurança, urbes…

Postei a pouco no face a foto acima acompanhada do seguinte pensamento:

“Porque é tão difícil, aqui no Brasil, termos áreas públicas assim que durem mais que 6 meses???”

Aqui em Londrina ganhamos a pouco mais de um ano uma praça em homenagem à comunidade nipônica. Apesar de eu nao gostar de algumas coisas dela – especialmente o projeto de iluminação absurdo e tosco – valeu a iniciativa e a promessa:

“Mais um espaço público para as famílias e para os londrinenses curtir e se divertir.”

Ok, lindo discurso.

Pouco tempo se passou e as fontes já não funcionavam mais, marginais tomaram conta do espaço, tudo aos poucos, esta sendo destruído.

Porque?

Oras, nem preciso citar aqui pois TODOS vocês já sabem as respostas.

Até quando teremos de aturar tantos discursos e nenhuma AÇÃO????

5. Irresponsabilidade e leviandade. Prefiro a autenticidade

Sim tou falando da cobertura da mídia sobre o infeliz acontecimento na escola do RJ. Mas não só sobre isso.

Também estou falando de muitas pessoas que sigo pelo facebook e pelo Twitter que ao replicar as incontáveis “suposições” jornalísticas (Deus deveria mandar um raio direto na cabeça de cada integrante da Rede Record especialmente!) ou inventaram suas proprias sandices.

Em ambos vejo o mesmo ato criminoso, covarde e irresponsável do assassino.

Também me refiro nesta parte àqueles que defendem uma falsa democracia. Demagosos e hipócritas.

Apoiar Bolsonaro e suas teses absurdas, insanas e irresponsáveis sobre homossexualidade em nome dodireito/liberdade de expressão” é o mesmo que apoiar uma ditadura da pior espécie.

“Ele tem o direito/liberdade de dizer o que pensa”.

Concordo.

Mas nem de longe ele e ninguém tem o direito/liberdade de incitar a intolerância e o ódio contra quem quer que seja. Especialmente se este “pensar” vem de doutrinas, que é o caso das Igrejas, que se esquecem que Deus nos manda “amar ao proximo como a si mesmo”. E neste ao proximo incluem-se todos, não apenas aqueles que concordam com você.

Ao fazer esta simples pergunta no Twitter, descobri que um “amigo” de longa data não é tão democrático assim:

“O que fizeram ao Michel do Volley é “liberdade de expressão”?

E, por tentar um debate aberto sobre o assunto, fui bloqueado, chamado de canalha, coletivista e, acreditem se quiser, um PTista disfarçado.

My God!! ahahahahhahah

O grande abismo entre nós dois é que eu consigo “suspender o juízo” quando necessário para nao ser parcial.

Se você entra num debate com as armaduras e armas de seus dogmas em riste você não quer debate, você quer discussão apenas. E disso, tou fora.

Vieram me criticar diretamente e “pelas costas” dizendo o quanto fui grosso com algumas pessoas e até mesmo por ter utilizado alguns termos “chulos”.

Não, não usei. Preferi utilizar alguns sinais gráficos como por exemplo este >*<

A interpretação é que ficou a cargo das mentes poluídas, depravadas e hipócritas.

Separar o profissional do pessoal? Isso é pra quem tem tempo disponível, ou so vive o lado profissional ou só vive o lado pessoal.

Eu só tenho 1 msn, 1 twitter, 1 facebook, 1 orkut (sem tempo até de eliminar aquela joça). Não enho tempo de ficar fazendo traslados entre contas e também, como bom e típico descendente de iltalianos, sou tão estabanado que fatalmente iria começar a falar com minha mae pelo msn profissional e com vocês pelo pessoal sem me dar conta disso.

Cidadão? Por favor, não me venham com esse papo de que não se deve misturar assuntos profissionais com questçoes de cidadania. Tudo, absolutamente tudo está intrinsecamente e diretamente ligado.

Então sim, quem quiser me seguir terá de me seguir por completo. Eu não gosto de quem quer que seja apenas por causa dos seus belos olhos. Gosto exatamente pela complexidade que forma o ser.

O ser que deseja e tem o direito de simplesmente ser, em sua plenitude.

Durante o final de semana volto e escrevo mais ok?

Abraços

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