Carta aberta ao Senado Federal

Excelentíssimos Senadores e Senadoras da República Federativa do Brasil.

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Venho através desta mensagem solicitar a sua atenção para a regulamentação da minha profissão: Design de Interiores/Ambientes.

Tenho visto com tristeza profissões sendo regulamentadas enquanto a minha parece ser desprezada pelo Congresso Nacional ou não sendo devidamente considerada diante de sua técnica, complexidade e seriedade.

Segundo a Lei, devem ser regulamentadas as profissões que coloquem o usuário (outrém) em risco por causa das ações de seus respectivos profissionais. No entanto tenho visto profissões como palhaços, astrólogos, DeeJays, peão de rodeio, entre outras, sendo regulamentadas desconsiderando o que a Lei determina: risco ao usuário e não ao profissional.

Medicina, engenharia, arquitetura e outras mais são profissões que foram regulamentadas exatamente por isso: colocam o usuário em risco.

Com tristeza percebo que muitos parlamentares confundem Design com Artesanato. E também confundem Design de Interiores/Ambientes com Decoração. Creio que tal confusão ocorra pela desinformação afinal é difícil encontrar tempo suficiente para estar a par de tudo de forma correta.

Gostaria então de auxilia-los corretamente na distinção destas áreas:

O Decorador é aquele profissional formado (ou não) naqueles antigos cursos de finais de semana ou de curtíssima duração (antigos do SENAC, por exemplo). Sua função é a escolha de acessórios como vasos, toalhas, almofadas e afins. Na realidade o seu trabalho acontece depois de tod o trabalho de engenheiros, arquitetos e designers ou seja, após a obra estar finalizada. Ele não está apto a especificar trocas de pisos, lidar com gesso e outros elementos que não são estruturais, mas fazem parte da estrutura ou podem vir a afetar a mesma. Sua atuação restringe-se ao espaço interno de uma edificação.

O Designer de Interiores/Ambientes, além de incorporar as atribuições do Decorador limitadas ao final do projeto, tem por competência profissional elaborar o espaço coerentemente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica além de ser um profissional capaz de captar as reais necessidades, explícitas ou não, dos clientes e concretizá-las através de projetos específicos. A reconstrução do espaço a ser habitado ou utilizado comercialmente através da releitura do layout, da ampliação ou redução de espaços, dos efeitos cênicos e aplicações de novidades tecnológicas, do desenvolvimento de peças exclusivas de mobiliários e acessórios entre outras tantas atribuições deste profissional. A formação acadêmica deste profissional lhe permite atuar fora dos limites internos de uma edificação podendo atuar em paisagismo e iluminação de áreas externas, concepção de praças, clubes e parques. No entanto, sua atuação nas áreas que afetem elementos estruturais, mantém-se, por segurança técnica e respeito à legislação vigente, sob a supervisão/acompanhamento de um engenheiro estrutural e/ou arquiteto.

Tais atribuições do Designer de Interiores/Ambientes constituem um fato inequívoco – mesmo que estas ainda não tenham sido regulamentadas – pois o mesmo teve em sua formação superior conteúdos curriculares suficientes que o  habilitam em conhecimentos técnico-operacionais específicos para desenvolver tais projetos. Segundo a Constituição Federal este é o principal requisito necessário para o exercício profissional.

Para que os senhores e senhoras tenham a exata noção da formação do Designer de Interiores/Ambientes, baseado nas matrizes curriculares e ementários dos cursos de nível superior oferecidos aqui no Brasil, estas são as possíveis áreas de atuação profissional do Designer de Interiores/Ambientes:

Design e decoração de Interiores:
Residencial
Comercial
Corporativo
Espaços Públicos
Eventos
Estandes (concepção e ambientação)
Show-Room
Feiras
Vitrinismo
SET Design (TV, Editoriais e Desfiles de Moda, Cenografia para Teatro)
Acompanhamento de obra

Iluminação:
Residencial
Comercial
Corporativa
Paisagística
Acompanhamento de obra

Design:
Desenvolvimento de Mobiliário
Desenvolvimento de Luminárias
Desenvolvimento de Acessórios
Comunicação Visual (concepção)
Manuais técnicos

Educacional:
Aulas
Palestras
Cursos
Seminários
Treinamentos
Desenvolvimento de material didático
Pesquisa

Porém muitas destas atribuições vem sendo tolhidas ou coibidas através de denúncias a conselhos federais de outras profissões correlatas baseadas em argumentos que demonstram claramente o desconhecimento da formação acadêmica do profissional de Design de Interiores/Ambientes, atentando contra o que prega o que prega a CF, art. 5.º, inciso XIII – “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;”.

Formação acadêmica sufuciente para o pleno exercício profissional nós temos, somente nos falta o reconhecimento Legal através da regulamentação de nossa profissão.

Esta área profissional deve ser regulamentada à parte, respeitando sua identidade própria, de forma específica, pois ela mescla elementos do Design (Desenho Industrial) e da Arquitetura não cabendo então, uma regulamentação conjunta com qualquer destas duas áreas sob risco de perda da autonomia profissional. São áreas correlatas e complementares que se sobrepõem em alguns pontos e se distanciam em outros aspectos. Por isso a necessidade da regulamentação específica e em separado.

Sobre os riscosque a Lei exige para qualquer processo de regulamentação profissional – posso citar alguns exemplos para que V.Excia compreenda a importância específica ao Designer de Interiores/Ambientes , no que tange às suas competências:

1 – SITUAÇÃO: uma residência onde há idosos: o profissional não considera as limitações naturais dos idosos e especifica um piso de porcelanato polido, liso, incluindo nos banheiros e outras áreas úmidas. Também não especifica as barras de segurança dentro do box de banho. Faz um projeto de iluminação onde a luz não é suficiente para atender às necessidades visuais do idoso e também projeta armários altos dificultando o acesso. RISCOS: quedas com fraturas de leves a gravíssimas e até risco de morte.

2 – SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante e especifica móveis com quinas secas (90°), piso liso, móveis ou tampos de vidros, projeta ou especifica mobiliário (estantes e armários) que facilitem a escalada, entre outros itens. RISCOS: quedas, lesões de leves a gravíssimas incluindo o risco de morte.

3 – SITUAÇÃO: uma loja onde há as exigências técnicas e estruturais do local (ex: shoppings e lojas de rua): o profissional não considera nem estas exigências e também despreza as normas da ABNT sobre estruturas e segurança. RISCOS: incêndios, desmoronamento de estruturas por sobrecarga, ferimentos em usuários, etc.

4 – SITUAÇÃO: alterações estruturais: o Designer de Interiores/Ambientes, apesar de possuir conhecimentos suficientes para ler e analisar uma planta arquitetônica/estrutural para conseguir propor soluções visando a melhoria dos ambientes, não tem uma sólida formação em estruturas como ocorre com os engenheiros e arquitetos. Esta prática, portanto, não é de competência do Designer de Interiores/Ambientes e convencionalmente proibida. A regulamentação do Designer de Interiores/Ambientes permite que se estabeleça as devidas competências impedindo que estas sejam ultrapassadas. Para realizar as alterações estruturais o Designer de Interiores/Ambientes deve trabalhar em parceria com engenheiros ou arquitetos que, por competência, são os responsáveis por esta parte na obra. No entanto, alguns profissionais da área de Interiores/Ambientes, não considerando os limites de suas competências profissionais (aproveitando-se da ausência da regulamentação), determinam que os pedreiros derrubem paredes e abram vãos sem o acompanhamento dos profissionais adequados. RISCOS: desabamento de partes da estrutura ou toda ela colocando os usuários em riscos até mesmo de morte.

5 – SITUAÇÃO: projeto de mobiliário: o profissional “desenha” a forma de uma cadeira e simplesmente “larga nas mãos” de algum marceneiro para execução sem atentar para questões como resistência dos materiais, segurança, normas técnicas, insumos, qualidade, etc. RISCOS: esta cadeira que o senhor ou a senhora encontra-se sentado neste momento pode ceder provocando graves ferimentos através das lascas e ferragens que ficam expostas. E isso pode acontecer com qualquer mobiliário.

6 – SITUAÇÃO: mercado de trabalho: temos percebido uma desvalorização do profissional de Design de Interiores/Ambientes por esta profissão não ser regulamentada. Esta desvalorização – e por vezes desrespeito – finca-se na questão da responsabilidade técnica sobre os projetos executados especialmente. A responsabilidade técnica é o equivalente às ARTs que os engenheiros e arquitetos são obrigados a assinar junto ao CREA. Por este documento,  no caso de haver qualquer problema futuro, a justiça irá encontrar e punir os responsáveis. Como ainda não temos um Conselho Federal que normatize e fiscalize a profissão, elaboramos contratos com cláusulas específicas sobre este assunto discriminando claramente até onde vai a nossa responsabilidade sobre o projeto. Isso torna o documento extenso demais. Ressalta-se ainda que os clientes ao perceberem que não temos um órgão fiscalizador acabam optando por arquitetos ou tentam nos obrigar a inserir responsabilidades para as quais não fomos formados e nem temos interesse em atuar profissionalmente. Sem contar que qualquer problema futuro o transtorno é bem maior para ambos os lados pois tudo deve correr dentro da justiça comum, bastante onerosa e demorada. Porém esta prática de acrescentar no contrato tais cláusulas não é uma prática de todos os profissionais. Na verdade são poucos os que agem eticamente nesse sentido.

7 – SITUAÇÃO: eventos: o profissional projeta a ambientação de um evento desconsiderando questões como acessibilidade, circulação e áreas livres de barreiras, segurança e rotas de fuga, mistura e proximidade de materiais e equipamentos, informação visual. RISCOS: incêndios, pânico na fuga, dificuldades de acesso/saída, quedas, atropelamentos, pisoteamentos, etc.

Vale salientar também que por não ser uma profissão regulamentada, somos impedidos de realizar vários projetos em outros segmentos como por exemplo:

Não existem concursos específicos para a área – uma perda considerável tanto para os profissionais quanto para os órgãos públicos e sociedade;

Não podemos lecionar nas IES públicas – pois, por um lado, a maioria das IES não considera ainda estes profissionais aptos por mero desconhecimento real sobre a profissão e, por outro lado, não se reconhece um estatuto epistemológico do Design de Interiores/Ambientes necessário para se implementar cursos de pós-graduação stricto sensu, necessários para a produção de conhecimento na área e  habilitação docente para o ensino superior;

– A grande maioria das mostras de decoração exige o registro profissional no respectivo conselho federal o que nos impede de participar e mostrar as competências e habilidades desta profissão;

– A maioria dos shoppings exigem o registro no CREA por causa das ARTs (responsabilidade técnica) o que nos faz perder clientes importantes.

A mídia não valoriza e nem respeita esta área profissional e acaba sempre colocando profissionais de outras áreas para falar sobre Design de Interiores/Ambientes;

Ainda não somos reconhecidos como pesquisadores/pensadores o que gera uma desacreditação sobre a área e sua produção acadêmica;

As bolsas para iniciação científica não contemplam ou facilitam o ingresso de projetos nesta área mantendo o Brasil praticamente fora dos ciclos científico e editorial mundiais nesta área.

Eu poderia salientar ainda várias outras situações mas creio que esta mensagem ficaria extensa demais.

Lembro também que o Design de Interiores/Ambientes não visa apenas projetos majestosos de ambientes luxuosos e caros mas também pode – e deve – ser aproveitado no social visando a melhoria da qualidade de vida dos menos favorecidos através de projetos voltados para este público. Já existem alguns exemplos deste trabalho sendo desenvolvido por algumas IES através de incubadoras de empresas ou projetos de extensão que tem conseguido resultados excelentes.

Sem a regulamentação profissional continuaremos vivendo em um mercado bastante impreciso e perigoso onde alguns profissionais, ao extrapolar os limites de sua formação e competência, acabam colocando muitas pessoas em risco além de prejudicar os profissionais que atuam corretamente e eticamente, dentro de suas delimitações.

Espero também que não sejam convidadas apenas associações profissionais para debater sobre este assunto,  mas também, e especialmente, profissionais da área, formados em Design de Interiores/Ambientes pois só assim chegaremos a uma visão real do mercado, bem além daquela pretendida pelas associações que insistem em não diferenciar os profissionais.

Assim, espero que V.Excia reflita sobre este assunto com carinho, ética e seriedade que a matéria exige pois é de grande importância para a sociedade brasileira.

Grato pela preciosa atenção, conto com a Vossa compreensão e apoio nesta matéria.

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Paulo Oliveira

Designer de Interiores/Ambientes

Especialista em Educação superior

Especializando em Lighting Design

73 comentários sobre “Carta aberta ao Senado Federal

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  4. Paulo como sempre o maior problema do Brasil em todas as areas é o descaso. E você narra isso em seu brilhante texto.Tenho sim maior orgulho em conhecer uma pessoa como você amigão.
    Sabe que das suas apóio toda.

    • Pois é meu amigo,mas no meu ponto de vista o principal problema não é o descaso e sim o apadrinhamento, as negociatas de bastidores, favorecimentos, distorções de fatos e muitas outras maracutaias que eles usam para tentar disfarçar a roubalheira.
      abs

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    • Valeu Beto ;-))
      Veja bem, enfatizei interiores/ambientes por ser a minha área. Depois de um papo sério que tive com alguns juristas eles me alertaram que, pela complexidade das áreas do Design, vai ser impossível regulamentar o Design de maneira geral. O mais fácil é ir por área e depois juntar tudo num conselho unico com representatividade igual de todas as áreas.
      No meu ver é o caminho mais sensato.
      abs

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    • Valeu Aurélio ;-)
      se cada um que concordar que a regulamentação é urgente fizer um pouquinho, conseguiremos chegar lá com certeza!!
      abs

  7. Essa é justamente uma das razões que eu sou contra essas regulamentações: não é de se esperar que um deputado de brasília, que nunca teve nenhuma relação com nossa profissão, que defina quem somos ou exatamente o que fazemos, ou todas as sutilezas de nosso trabalho. Cabe ao profissional se autoentitular e fazer o seu cliente saber a diferença entre designer de interiores, decorador, arquiteto doméstico ou o que ele mesmo quiser.

    No caso específico citado, muito me assustaria se coubesse aos mesmos deputados de brasília, decidir indiretamente o que eu posso fazer ou deixar de fazer dentro da minha própria casa. Seria eu obrigado a escolher um “designer de interiores” credenciado que seria por sua vez obrigado a colocar móveis em minha casa sem quinas? Quem decide o que é um “risco aceitável” dentro da minha própria casa?

    • Alexandre,
      percebe-se que você não tem a menor idéia de como se faz o processo de regulamentação e tampouco sobre o processo de definições profissionais.
      Isso não é feito apenas pelos parlamentares mas sim através de comissões que fazem muitas reuniões com profissionais da área em questão e o trabalho de confecção do PL é em conjunto.
      “Cabe ao profissional se autoentitular” meu caro? Que medo…
      É exatamente por esta prática que o mercado está a bagunça que está e vemos clientes e mais clientes descontentes e/ou com problemas no pós-ocupação. No entanto, p “profissional” já está bem longe, com seu bolso cheio do dinheiro e o cliente fica a ver navios sem saber ou ter a quem recorrer.
      Quanto a você querer colocar as quinas na sua casa – caso haja crianças – e forçar o profissional a fazer isso tudo bem então, afinal a casa é sua e você faz o que quiser com o seu dinheiro e sua prole. Mas então fique ciente que você terá de ser macho o suficiente para assinar um termo de isenção de responsabilidade sobre este detalhe do projeto para profissional com os detalhes da especificação dele e os motivos dela não ter sido executada: por sua cabeça dura e própria irresponsabilidade.
      Abraços e procure inteirar-se um pouco mais sobre certos processos ok?

  8. Olá Paulo, tudo bem?

    Estou cursando bacharelado em Design de Interiores pela FBV em Recife.
    Desejo muito depois de 4 anos de muito estudo e dedicação poder me formar sabendo que o Senado Federal nos reconhece pela grande responsabilidade que nossa profissão implica. Sermos regulamentados será um grande divisor de águas para quem atua com coesão na área e quer ser respaldado e reconhecido por isso.

    Conte comigo nessa luta!

  9. Caro Paulo, sua resposta ao Anderson é muito interessante. Quando falamos em design nos referimos a quê? a uma luminária “estilosa”? A um banquinho “fru fru”? A uma mesa “com personalidade”? Cansamos de escutar adjetivos infantis e abstratos sobre a forma de um produto, que são mencionadas por qualquer um que faz alguma coisa diferente e que se entitula designer. É muito fácil ter dinheiro e pagar pra um marceneiro fazer os móveis que desenhamos. Mas projetar como um desenhista industrial é o problema, poucos sabem. Design é tudo? É arte? É função? É estética? É artesanato? O termo é IMENSAMENTE abrangente, e precisa ser regulamentado por áreas sim, conforme você falou. Um dos 3 melhores professores que já tive uma vez chegou na sala de aula e perguntou ao “fera” da turma. O que você será quando se formar? – Serei um designer, respondeu. Mas designer de quê? – ahhh… designer de produto. Mas designer de que tipo de produto? – Há professor, depois resolvo. Nem o cara sabia o que faria, pois nosso curso é generalista, aquele que não tem uma temática). Nesse caso, o aluno se forma sabendo um pouco de tudo e um muito de nada. E ainda se diz designer. Mas designer de QUE? Temos que nos organizar aos poucos, por partes. Pois o governo não vai regulamentar uma profissão que tem um nome tão chamativo e “agregador de valor”, sabendo que não há diferença (pelo menos para os leigos) entre designer de móveis, designer de sobrancelhas, designer de luminárias, designer de cabelo…

    • Marco,
      este ponto que você tocou é muito importante.
      Veja bem, muitas pessoas entram numa faculdade de arquitetura pois amam lidar com… decoração… Isso você pode perceber nos posts Cursos e Dúvidas aqui em meu blog.
      Muitas pessoas também entram nos cursos de Design de Interiores pensando que são aqueles mesmos cursos de curtíssima duração de antigamente de decoração…
      Já dentro do curso, percebe-se uma quantidade enorme de acadêmicos perdidos, sem foco profissional e que pensam que depois, já no mercado, conseguirão agarrar o mundo para si.
      Eu sou um forte defensor da especialização: você escolhe o que quer e especializa-se naquilo. As outras áreas serão cobertas com as parcerias profissionais. Isso vale tanto para design quanto para arquitetura, engenharia, etc…
      Quem ganha com isso? TODOS: profissional, mercado, clientes e parceiros.
      Isso no exterior já é uma prática comum há muito tempo, mas por aqui, a cabeça dura e o jeitinho brasileiro parecem prevalecer infelizmente.
      Mas um dia essa mentalidade muda, tenho certeza disso ;-))
      abs

  10. Caro Paulo, parabéns pela iniciativa!!
    Concordo com alguns pontos da Carta, com outros não, e minha colaboração para esta discussão está no livro que acabei de lançar “Um designer sozinho não faz milagres” (Ed. Rosari). No livro dedico bastante espaço para temas como a regulamentação de nossa profissão, formação e a atuação inócua das associações de designers, entre outros.
    Recomendo a leitura a todos. Abraços! SILVIA GRILLI
    + info: http://www.estudesign.blogspot.com.br

    • Valeu Silvia,
      o título de seu livro reflete bem como me sinto às vezes: lutando sozinho por algo que irá beneficiar a todos da nossa área.
      Veja bem, não pretendo colocar tudo isso como verdade e que a regulamentação deva ser feita apenas por isso afinal, existem “n” outros fatores ainda não listados na carta que deverão ser considerados no processo de regulamentação.
      Esta carta na verdade, serve como a abertura de uma diálogo com os Congressistas apenas.
      O que importa é que estou conseguindo chamar a atenção deles para este assunto.
      Então, vamos nos unir e debater com seriedade e sem melindres os pontos chaves que nortearão a regulamentação.
      abs

  11. Paulo,
    Muito boas suas colocações! Nós aqui da Incubadora de Empresas de Design, e eu, em especial estamos apoiando a iniciativa e torcendo para que escutem nossa solicitação!
    Se precisar de algum apoio em especial, estamos à disposição, ok?!

    Abraços, Samantha Cidaley

    • Olá Samantha,
      muito bom saber que vocês também estão conosco nessa árdua luta!!!
      Ajudando a espalhar esta carta já é um grande apoio ;-)
      Vou olhar com carinho o site de vocês, pois creio que falta muito disso nas IES.
      abs

  12. Grande iniciativa, Paulo.
    Passou, há muito, a hora de exigirmos a fatia que nos cabe. Sei que existem muitos interesses envolvidos. Muitas brigas precisarão ser compradas nessas delimitações de papéis no mercado. Mas sei também que, hoje, temos uma representatividade suficiente para incomodar e nos fazer ouvir, principalmente se falarmos todos juntos. Concordo com o teor da carta e sinto realmente que é preciso alguém que nos tire da acomodação. Obrigado. Pode contar comigo, vou repassar ao máximo de colegas que conseguir.

    Paula Quinaud

  13. Olá Paulo,

    sua iniciativa foi de grande valor.Penso que seria mais fácil se tivesse um contato direto com um senador,sei que isso não é simples.Mas a união faz a força.
    Estou a disposição para somar.

    parabéns,

    abraço
    carminha ribeiro

    • Carminha,
      enviei esta carta por e-mail para todos os senadores e também para aqueles que consegui contato via Twitter.
      Coloquei um mailling dos senadores no Portal DesignBR no tópico onde esta carta foi publicada. Assim fica mais fácil para que os designers possam contribuir e encaminhas as suas mensagens também. ;-)
      abs

  14. Paulo,

    Gostaria de sua permissão para colocar sua carta em meu blog (luizecorreadesignerdeinteriores.blogspot.com), caso vc me permita, manda a carta para meu e-mail, para eu colocar no blog.
    Vamos engroçar o coro da regulamentação.
    Vc sabia que mototaxi é regulamentado????? E nós que estudamos tanto.
    Abraços

    • Olá Luize,
      fique a vontade para publicar esta carta onde quiser ok ? ;-))
      Sobre os moto-taxis, a regulamentação foi de grande valor tanto para eles quanto para a sociedade pois estavam ocorrendo muitos problemas envolvendo esta profissão.
      Eu mesmo tenho um conhecido que pegou um moto-taxista na saída de uma boate e foi encontrado no dia seguinte espancado numa data vazia. A ultima coisa que ele se lembra é de estar na garupa da moto.
      Além disso, há o problema da segurança no trânsito para o cliente. Uma vez peguei um moto-taxi e o cara quase me fez infartar na garupa por causa dos excessos que ele cometeu no trânsito.
      Então, era mais que necessária a regulamentação deles. ;-))
      abs

  15. Prezado. eu compartilho do pensamento que a regulamentação moralizaria a profissão que vem carregando alguns estigmas que acho que não fazem sentido hoje. Apesar de achar que decoração, design, composição ou seja lá como chamem é uma questão puramente de nomenclatura. Enfim. acho que não faz sentido a regulamentação pela ótica que vc apresenta. primeiro pq acho que expor a vida a determinado risco é somente uma parte da analise. a segunda e que um conselho profissional não pode ser pensado para beneficiar mercado, mas sim o coletivo. Quer dizer se estão combrando 3 ou 300 é uma questão mercadologica, que cabe ao sindicato ou as associações fomentarem discussões e estratégias de valoração, acho que o conselho deve focar nas questões de beneficios a sociedade e a profissão, não ao profissional.
    bom sobre a questão de envolver riscos a profissão. isso é extremamente paradoxal. pq parte de um principio que é contraditorio na origem: o que causa risco é o projeto. se formos observar todas as questões de risco aí apresentadas perpassam pela questão de uma pré-existencia do projeto. o que significaria que a existencia do projeto é fator fundamental para a regulamentação da profissão: o que leva a crer que que é necessário, no sentido de passar a ser obrigatorio, a exigência de projeto de interiores para toda e qualquer edificação. sob a alegação que a ausencia dele acarretariam tragédias. seria como exigir que para se cozinhar fosse obrigatoria a existencia de uma nutricionista. Noves fora o riscos de fato serem reais dentro da situação abordada (o projeto mal feito), sabemos que toda a produção de espaço na historia da humanidade foi produzida em sua grande maioria – com rarissimas excessões, por profissionais que não são arquitetos, engenheiros ou designers. e continuam a serem produzidas sem esses profissionais. quer dizer, a profissão de gesseiro não é regulamentada, mas são eles os naturais responsáveis pela colocação do forro, e a simples troca de um grampo de fixaçção acarretaria no desabamento do mesmo forro, sendo um bom projeto por tras ou inexistindo o projeto.
    as profissões tenho em mente, são regulamentadas pela sua amplitude coletiva de atuação. que é o que por exemplo justifica a desregulamentação do jornalismo: ou seja se a função é informar, um morador de rua ou um doutor em comunicação informam. acredito que a engenharia ou a arquitetura não tenham sua regulamentação regida pela égide do risco ao usuário, mas sim do impacto na coletividade. quer dizer o que está em conta não é o projeto, mas o impacto da ação gerada: seja na avaliação do impacto ambiental dos poluentes expelidos pelas industrias, seja no mesmo impacto ambiental de um edificio de 40 pavimentos na orla da praia. o criterio de julgamento não são as qualidades intrinsecas do projeto mas os danos coletivos que eles geram: a legislação por exemplo do codigo de obras municipal define diretrizes minimas de salubridade e higiene das edificações mas isso observado dentro de um contexto coletivo, não na edificação como objeto individual e particular.
    bom acho que o design mereça uma regulamentação, mereça uma ferramenta de responsabilidade tecnica – que é um intrumento importante na relação projetista x usuário, pois ali residem as garantias da eficiencia do projeto apresentado. mas não acho que essa regulamentação deva ser por esse lado. se quer uma dica do que eu acho que validaria a regulamentação por exemplo dos designers de interiores, é a nova NBR 15.575. ela regula o desempenho e a eficiencia das especificações. quando for o caso do designer especificar alguma das coisas que amapara a NBR, acredito que aí se vale da regulamentação! bom sucesso e sorte nessa ardua luta pela regulamentação! mas não pense que regulamentar resolve problemas, mas acho que é um passo importante para moralizar a profissão!

    • Bom Cesar, vamos por partes. Demorei em aprovar seu comentario para conseguir respondê-lo coerentemente.
      .
      Não, não é puramente uma questão de nomenclatura. Existe uma diferença gigante entre o Designer de interiores/Ambientes e o Decorador. Isso você pode ver nestes dois posts aqui de meu blog:
      https://paulooliveira.wordpress.com/2008/04/30/diferencas-entre-decorador-designer-de-interiores-e-designer-de-ambientes/
      https://paulooliveira.wordpress.com/2008/04/30/design-de-interioresambientes-x-arquitetura-de-interiores-x-decoracao/
      .
      Pelo que percebo você não entendeu o inteiro teor de minha carta. Em momento algum busco defender “RESERVA DE MERCADO” para os profissionais habilitados e sim defender o mercado da atuação de péssimos profissionais que colocam os clientes em risco ao não considerarem corretamente normas técnicas, por exemplo.
      Sobre os valores de mercado não são as associações e sim os Conselhos Federais que estipulam as tabelas. Ele também faz o papel de defender a sociedade (mercado) e também de promover a área.
      Sobre o profissional, é o Conselho que irá colocar as normas que deverão ser seguidas no exercício profissional, código de ética, etc. Se o profissional não segui-las, byebye.
      .
      Veja bem, “envolver riscos à profissão” e “envolver riscos ao mercado” são coisas bem diferentes.Você fez uma confusão danada nesta parte. Já li várias vezes e não consigo entender a que ponto você quer chegar.
      Todo cliente paga para ter um projeto de Interiores (salvo os que preferem a consultoria). Então não há erro algum em entender que toda edificação merece ter um projeto de interiores. No entanto não é a ausência do projeto que “acarretará tragédias” e sim a má especificação dos produtos e equipamentos.
      Sobre a comparação com cozinhar, sem comentários. Ridículo o que você colocou, parece que você está demonstrando desconhecimento técnico de ambas áreas.
      .
      Na história da humanidade realmente os espaços não eram feitos pelos profissionais que você citou. Na verdade eram feitos por mestres marceneiros/carpinteiros, posteriormente os ferreiros (hoje serralheiros), depois de muito tempo entraram os decoradores dando o toque final e luxuoso. Porém os projetos continuavam nas mãos dos profissionais acima citados. Mas, estes contavam apenas com a formação da vida, não havia formação acadêmica. Nem para os decoradores.
      .
      Sobre o gesso aí que está o problema. como um profissional vai especificar um gesso desconhecendo a carga que será acrescentada à estrutura? Decoradores não tem essa noção e tampouco os gesseiros. Os designers aprendem a analisar estes elementos (estruturas, grampos, amarração, dilatação, etc etc etc) para que o projeto não interfira na estabilidade estrutural. Ele sabe até onde pode ir com segurança para o usuário.
      Os gesseiros, a maioria sem formação acadêmica, vão no “achismo” baseado na experiência profissional e, exatamente por não ser uma profissão regulamentada, que vemos tantos tetos desabando, aparentemente do nada.
      Por isso e necessidade da regulamentação que imporá o projeto de gesso de forma coerente e correta por parte do profissional que a especifica ou que o mesmo seja feito por algum especialista na área – através de parcerias profissionais- e não por leigos.
      .
      Vejo que você não entendeu mesmo a “égide do impacto na coletividade” de minha carta. Sobre o jornalismo, sou contra a desrregulamentação uma vez que temos visto os absurdos jornalísticos que tem sido feitos após isso acontecer. Irresponsabilidade plena, parcialidades desconsiderando o “cliente principal”: a população.
      .
      Impacto ambiental, gerenciamento de resíduos, poluentes… Isso tudo deve ser analisado e considerado sim pelo profissional de Interiores/Ambientes. Ao menos aqueles responsáveis cobrem esta parte. Portanto não entendo a sua colocação como se isso fosse um absurdo ou ato inexistente dentro da área de Design de Interiores/Ambientes.
      .
      As diretrizes dos códigos de obras DEVEM sim ser observadas pelo profissional de Design de Interiores/Ambientes. Se existe alguma IES não trabalhando isso dentro do curso o problema não é da profissão e sim da própria IES que oferece um curso podre, do MEC que autorizou este curso podre e do acadêmico que escolheu esse curso podre.
      No meu curso, por exemplo, lembro-me de ter de estudar todo o código de londrina para conseguir projetar uma boate corretamente no tocante a poluição sonora, tráfego, etc etc etc… ou seja, todo o impacto que o empreendimento iria gerar no espaço urbano coletivo que ele iria ocupar.
      (ironic mode on)
      Acho que você acredita que esign de Interiores/Ambientes é só fazer decoraçãozinha de casinhas né?
      (ironic mode off)
      .
      Não só a NBR 15.575 mas muitas outras que direta ou indiretamente acabam versando sobre os “X” elementos que compõem um projeto de Design de Interiores/Ambientes. Pra você ter uma idéia, tenho um pen-drive de 8 GB carregado dessas normas e não só da ABNT mas também de normas internacionais que sempre consulto quando estou projetando.
      .
      Então, o que você não entendeu mesmo foi que esta carta serve como um grito de alerta, um início de debate com o Senado Federal sobre a importância e necessidade desta regulamentação. Se citei exemplos pessoais em detrimento dos coletivos, foi apenas uma forma de expressar-me e chamar a atenção dos parlamentares para este problema profissional que afeta a coletividade.
      Os padrões e metas serão definidos através de debates com os profissionais formados na área.
      E também para que eles fiquem atentos que o problema é bem maior do que os apresentados pela ABD através de seu projetinho umbiguista de regulamentação que não vai mudar NADA.
      A discussão precisa ser bem mais séria e aprofundada considerando inclusive, critérios para a aprovação de abertura e manutenção/reconhecimento de cursos de formação na área pois existem muitos aí que não valem nem como técnico e oferecem diploma superior.
      .
      São estes e outros pontos que defendo. Acho que você não deve ser um leitor de meu blog e por isso acabou levando esta minha carta de forma leviana. Se conhecesse o teor de meus textos saberia que sempre trato minha área com o devido respeito e seriedade que ela e o mercado merecem muitas vezes, metendo o dedo em feridas graves e profundas que poucas pessoas tem coragem de mexer.
      .
      Sim, não só Interiores/Ambientes merecem uma regulamentação mas também as outras áreas do design e também outras profissões – como gesseiro citado por você.
      Então, a luta é dura e árdua e o mercado merece ser tratado com respeito e seriedade. Isso é a coletividade que você tanto citou em seu texto.
      .
      abs

      • paulo eu acho que de fato vc não entendeu nada do que eu disse. bom não se preocupe pq igualmente tive minha formação em design de interiores numa das mais antigas e tradicionais escolas de design do minas gerais, onde inclusive até meados da década passada o curso se chamava curso de decoração, como em tantas outras – creio que inclusive ainda há escolas que tenham o curso com esse nome ou nomes similares como composição de interiores. hoje estudo arquitetura.
        Desconheço conselhos que estipulem honorários – inclusive por comparação a tabela de honorários da arquitetura foi feita pelo IAB e não pelo CREA.
        Quer dizer vejo que sua preocupação é com os maus profissionais – eu me preocupo tb. Mas o caráter do conselho é de regulamentar a profissão e não o profissional. Existem bons e maus profissionais em toda e qualquer profissão. O conselho regula as áreas de atuação, desenvolvem ferramentas de consolidação da profissão e mecanismos de regulação da atividade tecnica – responsabilizando quem projeta pelo que está projetando. Enfim, isso não impede a existencia de maus profissionais que fazem coisas que vão do questionáveis até o absurdas.
        A comparação que eu fiz de cozinhar é muito simples e perfeitamente aplicavel a situação. Todos cozinham. indiferente de entederem ou não de nutrientes, de dieta balanceada ou de manipulação de alimentos. Todos também ocupam a casa, mobiliam, pintam, escolhem acabamentos, constroem, contratam pedreiros, encanadores, eletricistas (isso estamos falando da parcela que ainda desfruta desses serviços pq há a parcela grande que constrói por ele mesmo, com os materiais disponiveis, em ocupações irregulares e etc). Agora o que me parece claro é que para fazer sentido associar os riscos provinientes do mau projeto e a regulamentação, essas pessoas que constroem ou ocupam espaços, habitam, deveriam contar com esse projeto, ou do contrário não faria sentido regulamentar uma coisa que não existe. entende. onde eu quero chegar? que para regulamentar a profissão (e lógico sua ferramenta que é o projeto) as pessoas deveriam ter uma obrigação de possuir um projeto para os interiores, do contrário não se estaria regulamentando nada se elas podem não ter o projeto.
        enfim. eu falei da nbr justamente por isso. a NBR passa a obrigar que conste nos projetos de arquiteturas todas as especificações (o que já consta) mas faz com que nessas especificações estejam em conformidade com indices de desempenho (termico, acustico, resistencia, durabilidade procedencia e manejo) do que for especificado para sua aprovação nos órgãos como prefeituras. quer dizer, valida a idéia de que é preciso um projeto de parte dos interiores. então se há essa precisão e se há profissionais que trabalharão com isso tb, é justo que eles tb sejam regulamentados para poderem se adequar a norma e prestar um serviço coerente com a legislação não é mesmo?
        sobre as diretrizes ou codigo de obras o fato delas serem ou não observadas por quem projeta não foi o que eu disse, o que eu disse é que elas não regulamentam projetos, mas sim o impacto desses projetos. há um estudo que é feito sob vários aspectos para conceber um plano diretor e ele contempla diretrizes para edificações de uma forma genérica. ele não diz se o a sala tem que ter acabamento em papel de parede ou em pintura texturizada. ele diz que as salas precisam ter uma certa iluminação e ventilação. pq isso é salubridade. só q pra q a sala tenha iluminação e ventilação é preciso que a edificação tenha um certo afastamento para q o ar circule, e isso limita os gabaritos. enfim é todo uma rede de informações ligadas ao coletivo – não há legislação que seja sobre aspectos individuais.
        o design merece ser regulamentado sim, mas sob a esfera da sua implicação no coletivo, estando ligado a importancia da existencia do projeto (que é outra discussão que vem sendo feita desde os anos 60 e ninguém chega a conclusão nenhuma sobre a importancia ou necessidade de projetos) e outras coisas. mas não sob um aspecto como o mercado, proteger o mercado de maus profissionais, ou de criar reservas nele para atuação dos designers. até pq mercado é auto-regulatório no sistema capitalista, e no comunista por exemplo ele não existe. mas estamos na luta por essa regulamentação! é um passo q vc deu importante fazer essa carta e só estou respondendo pq vejo que aqui há como surgir debate interessante sobre esses assuntos e acho que é bom e mais gente debatendo e pensando e colocando argumentos é bom para inclusive consolidar a ideia de regulamentação, o que ela vai estar regulamentando, o que esta na alçada do conselho o que está fora e discutir tb o proprio design de interiores, o contexto que ele esta inserido e tudo mais!!!!
        abraços!

  16. Olá Paulo, participo do grupo CLD Campinas Lighting Designers e recebi um e-mail divulgando sua carta. Li e concordo plenamente com tudo que você colocou. Apesar de ser arquiteta formada e especializada em conforto ambiental e iluminação, sei bem o que vocês passam, pois até com a profissão regulamentada sabemos que existem profissionais sem formação que atuam na área e isso realmente é muito complicado para os profissionais corretos e com formação garantida.
    Divulguei no twitter e no facebook e desejo muito sucesso.

    • Olá Luciana,
      o problema de pessoas não habilitadas é apenas um que enfrentamos no dia a dia. A questão também passa pela irresponsabilidade de alguns profissionais na hora de projetar/acompanhar a obra e também pelas matrizes curriculares dos cursos.
      Não desejamos uma padronização (engessamento) mas critérios que definam as disciplinas e conteúdos obrigatórios.
      abs

  17. Caro Paulo, parabéns pela iniciativa!
    Concordo com muitos pontos de sua carta, não com outros, e minha colaboração para este debate está no livro que acabo de lançar pela editora Rosari – “Um designer sozinho não faz milagres”.
    No livro dedico espaço para temas como a regulamentação de nossa profissão, a atuação inócua das associações de designers, o registro no CREA e outros. Recomendo a todos a leitura!
    SILVIA GRILLI
    http://www.estudesign.blogspot.com

  18. Meus Parabéns Paulo

    No entanto continuará existindo os que estando no nosso meio, formados em nossa área, acham regulamentação desnecessária, e infelizmente não vão tratar de promover mais união para este objetivo ser alcançado.

    Este, se nunca te falei, foi o motivo que me levou em sair da excelente DesignBR, por que não vejo motivo de ficar “tricotando” com designers, coisas diferentes da regulamentação de nossa profissão, e esta ser sobretudo defendida de maneira única.

    Acho que também seria interessante você criar uma carta para as associações e sindicatos de professores nas áreas que o design toca, de todo nosso país, por que vejo muitos professores criando antipatia a avesão pela regulamentação de nossa profissão em seus alunos, na medida em que muitos destes, não percebem que todo o universo que você toca de nossa realidade, seja como real e verdadeiramente esta pobreza que passamos.

    Conte comigo para qualquer ajuda ou apoio.

    • Pois é Fernando,
      sentimos muito a sua falta lá no Portal.
      Esta carta serve de modelo, alerta. E dela podem surgir novas cartas destinadas a outros órgãos como os citados por vc.
      Sobre os professores avessos à nossa regulamentação, creio que você já sabe a minha opinião sobre o assunto. Mas vale ressalta-la aqui novamente:
      Enquanto tivermos cursos onde a maioria dos professores não são Designers e sim profissionais de outras áreas, nos manteremos no lodo no tocante à pesquisa, geração de bibliografia própria, sem identidade ou um estatuto epitemológico, desinformação e deformação da formação acadêmica, entre tantos outros detalhes importantíssimos.
      Vamos em frente lutando pela nossa profissão.
      abs

  19. Paulo,
    parabéns pela carta! Já publiquei em meu facebook. Não seria uma boa abrir um ‘abaixo assinado’ no avaaz.org e coletarmos assinaturas para encaminhar ao Congresso juntamente com sua carta e reforçar nossa solicitação?? Vc tem um canal que atinge um publico grande da área e com nossa ajuda conseguiriamos as assinaturas necessárias para que isso aconteça.
    Abs

    • Patricia, valeu pelo apoio!!! ;-))
      Sobre o abaixo-assinado, creio que seja sim mais uma ferramenta a nosso favor. Assim que eu tiver tempo posso cria-lo.
      Mas seria interessante que tudo não fosse criado apenas por mim e sim que a ação partisse de vários profissionais diferentes.
      abs

  20. Está em meu Facebook. Sou designer de produto, atua com liberação de projeto de mobiliário planejado e vejo no dia a dia um desfile de “designers” que não tem a menor noção do que fazem e ainda invocam para si um título que não os pertence.

  21. Olá Paulo,faço parte da primeira turma de graduação em Design de Interior de Recife e junto com minhas colegas de turma e sócias venho lutando pela divulgação de nosso trabalho,assim como pela regularização da nossa área.
    Conte comigo nessa luta!
    Abs

  22. Oi Paulo, alguns trechos da carta ficaram confusos, quando você começa a escrever sobre situações e riscos, aos olhos de um leigo, dá a entender que o profissional não está habilitado para exercer tais funções citadas, seria melhor reformulá-las. Analisando de um modo geral, achei muito bem colocado de sua parte. Abraço.

    • Olá Caliandra,
      não creio que ficou confusa esta parte do texto e sim que ela expressa claramente alguns problemas REAIS que podem vir a acontecer especialmente com profissionais relapsos.
      A intenção da regulamentação não é apenas proteger o profissional e sim – e antes de tudo – proteger o mercado de profissionais ruins.
      Por isso a necessidade desta explicação ok?
      abs

      • Olá Paulo, parabéns pela carta. Mas eu também achei confuso os termos “o profissional”……, deveria ser o decorador……, pois ficou parecendo que o designer de interiores é que está agindo errado. Ex: SITUAÇÃO: uma residência onde há crianças: o profissional não considera este aspecto altamente relevante ……..

      • Concordo com sua carta, sei bem o que nós profissionais éticos e sérios passamos por conta de deocradores que se entitula designers de interiores. Gostaria de publicá-la em meu facebook e em meu site, peço sua autorização para isso. Abraço e conte comigo nessa luta.

        • Lucimara, fique a vontade para publicar e distribuir ok? ;-))
          Quanto mais pessoas tiverem acesso à esta carta, mais visibilidade teremos para essa nossa causa.
          abs

      • Oi Paulo, muito legal . Também concordo que essa explicação ficou confusa sim , eu estava lendo e de repente tive que voltar no texto para reler e poder entender a situação dos riscos. Ficaria melhor dizer que o “profissional quando não habilitado” colocaria em risco determinadas situações assim… ou assado… e que o “profissional quandod evidamente habilitado” não cometeria estes erros porque tem profundos conhecimentos e estudos dirigidos para avaliar e prever todas as situações.

        abraços.

        • Oie Clô, bom ter vc por aqui ;-)
          Veja bem, o que os designers tem de entender é que a regulamentação profissional e o consequente Conselho Federal não visam proteger apenas o profissional.
          A regulamentação irá definir quem é quem, eliminando a possibilidade dos autodidatas e profissionais de outras áreas adentrarem no mercado sem o devido conhecimento.
          Já o Conselho, além de fiscalizar isso, irá fiscalizar principalmente o mercado e isso inclui a atuação dos profissionais assim como ocorre na arquitetura e engenharia através do CAU e do CREA.
          O Conselho irá normatizar e regular o mercado. Portanto não há erro na explanação que eu fiz.
          Ali, refiro-me aos maus profissionais, aqueles que extrapolam os limites de nossa formação ou aqueles que desconsideram os aspectos e as normas técnicas nos projetos e convenhamos, isso tem de monte não só na nossa área ;-)
          Com a quantidade de “UNIESQUINAS” que estãi aproveitando a moda do tal Design e lançando cursos, muitas vezes sem a estrutura necessária e também com ementários toscos, e também com aqueles alunos que nestas adentram apenas pra “cumprir tabela” e ter um diploma, não é nada difícil encontrar péssimos profissionais atuando no mercado. E são exatamente estes os que mais problemas trazem para a nossa visibilidade, respeito profissional e também – desculpe o termo – são os que prostituem o mercado.
          Como já respondi para alguém aqui nos comentários, esse texto é apenas o início de um processo de conscientização dos parlamentares, da sociedade e do mercado. Não é meio e nem fim… só o começo para chamar a atenção deles para este problema sério.
          Agora, temos de unir os que são favoráveis e continuar batalhando em cima desta causa.
          Só fico triste que isso tenha tido de sair de mim enquanto a ABD continua lá caladinha em seu cantinho ou – se estiver fazendo algo – como sempre agindo no backstage, escondendo informações importantes dos profissionais que como eu, poderiam ajudar e muito no processo de regulamentação…
          Mas é isso, é só o começo ;-)
          Vamos em frente ok???
          abs

  23. Legal a iniciativa, mas acho que tem que englobar o design no geral e não apenas um ramo específico. Faço desenho industrial e sinto como se a minha profissão não existisse, ou fosse relegada a apenas um aspecto estético, que país é esse que pretende dar mais enfâse a inovação se não reconhece os meios que propiciam a mesma.

    Presidente da APDesign diz que solução dos problemas passa pelo design http://bit.ly/frq8qq

    Dilma: Inovação tecnológica pode sustentar crescimento da economia brasileira http://bit.ly/eiQaGU

    Inovação e sustentabilidade são os desafios para Dilma
    http://bit.ly/eE7QYA

    • Anderson, veja bem…
      Eu lutei anos para regulamentar o Design como um todo até que levei um tapa na cara por parte da ABD e do grupinho que está tentando regulamentar o design.
      O grupinho não vê interiores como uma área do design por mero desconhecimento da amplitude da área.
      A ABD por não querer mexer num vespeiro quando será obrigada a distinguir os profissionais nela inscritos entre decoradores, arquitetos decoradores e designers de interiores/Ambientes.
      Conversando com juristas amigos meus estes me alertaram sobre vários pontos e o principal é: enquanto nós designers ficarmos tentando regulamentar tudo junto, não vai sair nada.
      O caminho mais acertado é regulamentar por área e depois juntar tudo num único Conselho Federal ou juntar em blocos os com maiores afinidades.
      Então, estou seguindo o conselho deles. Luto pela minha área sem me esquecer das outras. Quando um designer de produtos, gráfico ou outro lançar uma carta nesse sentido como fiz, pode ter certeza de que terão o meu total e irrestrito apoio, assim como dos demais profissionais de Interiores/Ambientes.
      Sucesso sempre!!!
      ;-)

      • Nossa, seus amigos juristas disseram algo que eu sempre acreditei, nunca entendi pq não se tenta fazer assim…
        Regulamentar por áreas, pq se juntar tudo, no final teremos um “super profissional que nao existe”

    • Ótimo Glaucia, precisamos espalhar isso para conscientização dos parlamentares, do mercado e também de muitos profissionais de nossa e outras áreas.
      abs e sucesso ;-)

  24. Caro Paulo,

    sua carta está corretíssima e mais uma vez você expôs com clareza qual o nosso verdadeiro papel no mercado profissional. Parabéns e gostaria da sua autorização para encaminhar essa carta e divulgá-la. Conte comigo sempre para levarmos essa batalha até a vitória.

    Abraço e sucesso sempre.

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