Mundo hipócrita

Assista ao vídeo a seguir. Depois leia o que coloco.

Pois bem, o vídeo mostra claramente como as pessoas são hipócritas e misteriosamente “deixam de ser” quando há algum interesse particular em jogo.

No vídeo temos duas situações distintas porém semelhantes e que demonstram claramente a hipocrisia que existe no ser humano.

Primeiro, um ser prestativo, ajuda a comunidade num momento de dificuldade inclusive protegendo crianças. Quando a tormenta passa e esta comunidade não precisa mais de sua ajuda, simplesmente deixam aflorar o que há de mais bizarro no ser que se diz humano: o lado animal, irracional, intolerante.

Depois, hipocritamente, o endeusam. Mas em meio a esse “arrependimento” eis que surge outro diferente querendo participar e, assim como o primeiro, o animal selvagem aflora. Hipocritamente as placas, faixas que levantavam ha pouco ainda permanecem em suas mãos no momento do segundo ato bizarro.

Assim, esta é a hipocrisia do ser que se diz humano. E você tem sido um hipócrita ou um animal irracional e selvagem com seus clientes?

Pergunto isso pelo seguinte: me lembro que ainda na faculdade, em um dos trabalhos desenvolvidos, optei por fazer o projeto de uma residência tendo por base um casal de amigos meus de São Paulo. Dois homens já maduros, sérios, profissionais respeitadíssimos em suas áreas e… gays. Amantes da arte, do design, da música de qualidade, etc.

Pra mim não há problema algum nisso, muito pelo contrário e por isso mesmo resolvi encarar este desafio. Como sempre sozinho pois sempre fui arredio com trabalhos em grupos. Confesso que abusei nas artes homoeróticas, porém não havia uma única peça de cunho ou carater pornográfico.

Lembro-me claramente do momento da apresentação. Teve gente que só faltou enfartar dentro da sala enquanto eu apresentava o trabalho. Outros preferiram fechar seus olhos e orar sei lá pra qual deus intolerante eles servem. Mas cumpri o meu papel firme e forte em meus propósitos, idéias e ideais.

Posto isso, me recordo de tempos atrás numa conversa informal com uma arquiteta evangélica, ela ter me falado que tinha pego um projeto para um casal gay. Até aí tudo bem se ela não tivesse proferido suas “bestialidades homofóbicas insanas” com relação aos dois clientes.

Aí pergunto:

1 – O que vale é só o dinheiro ou seus princípios?

2 – Qual a qualidade e qual o atendimento às  necessidades dos clientes neste caso?

3 – Será que enquanto projeta e constrói, não estaria esta arquiteta “azarando ou rogando praga” sobre estes clientes movida por sua intolerância?

Tudo bem que eu não acredito em pragas, isso é coisa de gente fraca que precisa de muletas para apoiar e desculpar as suas fraquezas. O meu Deus é maior que qualquer coisa!

Mas o que me pega mesmo é onde está a ética deste tipo de profissional. Onde está o respeito deste tipo de profissional para com os seus clientes. Pois assim como ela fez este comentário comigo (e foi de forma irada e jocosa) certamente o fez com outras pessoas.

Digamos que para um profissional racista apareça um cliente afro-descendente.

Digamos que para um cliente homofóbico apareça um cliente gay.

Digamos que para um profissional socialista (ECA!) apareça um cliente milionário.

Entre tantas outras combinações possíveis.

Qual será a reação?

Serão estes éticos e agirão de acordo com os seus princípios?

Ou serão animais irracionais como os do filme acima?

E você, que tipo de profissional é?

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