simplicidade

Vejo constantemente nos projetos elementos complexos hora para atender necessidades físicas, hora para atender necessidades estéticas e assim por diante. Sempre há uma justificativa para tudo.

No entanto muitas vezes a opção por coisas mais simples podem resolver um problema que parece difícil. Por exemplo:

Como resolver aquele canto da sala que “sobrou” medindo 1x1m?

Já tenho mesinhas demais, ali não cabe uma poltrona, uma estante ficaria ridículo e assim por diante. Os empecilhos parecem ser sempre maiores que a nossa possibilidade de solucionar o que, muitas vezes, nos levam a fazer coisas que depois de prontas vem aquela sensação: “Não gostei”.

Não sei se sou adepto de um dos motes da arquitetura “menos é mais”. Só sei que não suporto ambientes entupidos de cacarecos. Me dá náusea. Só de pensar naquele monte de bibelôs enfileirados e/ou amontoados me arrepia a alma.

Fico pensando na “praticidade” que será para o/a usuário/a limpar um por um (ou coitadas das empregadas), em crianças correndo histericas derrubando tudo, etc. Sem contar que acho horrorosas, especialmente aquelas miniaturas de vidro/cristal.

Por isso sempre admiro ambientes mais limpos, cleans, fáceis de manter arrumado e limpo além de serem ambientes mais leves.

Pois bem, voltando ao cantinho nojento de difícil solução: o que fazer para não se decepcionar depois?

Uma excelente alternativa é a arte para compor este tipo de canto. Pode ser uma arte clássica ou contemporânea, o importante é que ela tenha alguma ligação com o restante do espaço. E sim, uma arte contemporânea pode conviver tranquilamente com um ambiente clássico e austero. Depende da aplicação.

As imagens a seguir mostram uma das obras do artista Olafur Eliasson, que está com uma exposição no Martin-Gropius-Bau em Berlin, com o nome Arco-Íris Circular:

Pois bem. Múltiplos efeitos, lúdico para observação e contemplação. Uma peça que prende a atenção de quem a vê. Afinal, me digam um foco de luz diferente, com ou sem movimento, que não chame a atenção do olhar humano.

A sutileza e a leveza deste tipo de peça certamente não irá interferir e muito menos pesar naquele cantinho sem graça que sobrou. Pelo contrário, irá valoriza-lo e muito.

Consegue você aplicar este tipo de coisa nos seus projetos? Já tinha pensado nisso?

Agora para finalizar, um exercício: você consegue listar os materiais utilizados para construir esta peça e atingir este efeito?

Bons pensamentos e muita criatividade a vocês.

E muita luz!

Até o próximo post.

2 comentários sobre “simplicidade

  1. OLHA TENHO UM MONTE DESSES BIBELÔS HERDADOS E GUARDAVA NA SALA, QUERIA ME LIVRAR DELES MAS NÃO TINHA CORAGEM, OLHAVA AQUILO FICAVA HORRENDO NA SALA COLEÇÕES E MAIS COLEÇÕES DE MINIATURAS, DAI LI TEU ARTIGO VOU SUMIR COM TUDO!!!!

  2. Pingback: Qual o seu nível de curiosidade/conhecimento? « Design: Ações e Críticas

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