Das cavernas à cadeira…

mainstream

Olhando a imagem acima que encontrei no Brainstorm9, não pude deixar de pensar sobre como vivemos hoje em dia.

Segundo a teoria da evolução, descendemos dos macacos e a evolução se deu conforme a figura. De quatro patas passamos a andar sobre nossos pés, nos colocamos em postura ereta, desenvolvemos habilidades extraordinárias com nossas mãos e corpo e, aos poucos, estamos voltando basicamente àquela posição encolhida, com movimentos mínimos baseados em cliques, coluna arqueada, cabeça abaixada, feição praticamente estática…

É, são as evoluções da vida…

De um vasto mundo cheio de coisas para fazer e descobrir, nos encontramos cada vez mais fechados em mundos particulares por vários motivos. E insistimos em dizer que estamos evoluindo, ainda…

Dentre estes mundos particulares encontramos: o mundo do trabalho, o lar, a escola, a cyber-vida-social. Tudo isso motivado por dois fatores principais: falta de segurança e busca por conforto.

A busca pelo conforto vem por reflexo do dia a dia estressante que vivemos. É mais que aceitável que busquemos o nosso cantinho de paz, onde estamos livres das loucuras do dia a dia.

A busca pela segurança tem a ver também com esta rotina louca, porém ela reflete que cada dia mais as pessoas estão isolando-se pelo simples fato de não querer se machucar ou sofrer qualquer tipo de coisa negativa; seja a violência física, a moral ou qual for. Para isso, buscamos o seguro isolamento de nossos lares.

Estes dois itens nos levam a pensar seriamente em como adequar ou melhorar os ambientes que projetamos para nossos clientes. Aliar conforto e segurança é tarefa árdua especialmente no caso de residências onde a parte física fica totalmente exposta.

Porém, apesar de complicado esta não é uma tarefa impossível. Hoje contamos com recursos e materiais que nos possibilitam realizar esta interação sem perder a estética, aliada fundamental do conforto.

Antes de transformar o projeto numa cela de segurança máxima, conseguimos através destes recursos elaborar projetos conciliatórios entre estes dois mundos necessários.

Porém, ainda penso sobre voltar a ser um ser retraído como o final da figura. Tem solução para isso? Como superar essa limitação de espaço físico e de equipamentos cada dia menores?

Estava dias atras olhando preços de notebooks para comprar e fiquei horrorizado quando tentei testar um netbook. Minhas pequenas mãos não me permitem digitar num teclado de um net de 12′ . Erro tudo, me perco naquele teclado minusculo, a tela é ridiculamente minúscula… fiquei me imaginando tentando usar um autocad nele… surtaria na certa. Optei então por um de 15 mesmo… delicia.. adoooro espaço e liberdade para me movimentar.

Assim devemos também pensar com relação aos projetos de nossos clientes. Por menor que seja o espaço, devemos procurar atender às necessidades básicas do ser humano e, depois as do cliente.

O cliente pode querer um netbook numa mesinha minuscula à frente de uma poltrona? Sim, e vai definhar pro resto da vida ali com seus movimentos robóticos, lesivos, inexpressivos.

Porém, é nosso dever convencê-lo de que o conforto está ligado não somente aos caros materiais, revestimentos e equipamentos, mas sim e antes de tudo, à manutenção e prevenção da saúde dele. E isso inclui pensar formas de fazer com que ele se movimente, interaja com o espaço.

Portanto, levante!!!

E ande!

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