Podemos ser pelo social?

“Boa tarde Paulo,

Admiro esta profissão. Paulo por favor gostaria de saber se existe profissionais desta área que faça este trabalho por um preço mais acessível para familias que não tenham uma renda assim tão gordinha (rs). Veja bem, não querendo desprezar a profissão e muito menos este trabalho maravilhoso, digo isto porque me enquadro na questão. Bem que as faculdades poderiam disponibilizar trabalhos extra-curriculares nesta área no último ano de curso com um precinhos bem acessível para famílias de renda mais baixa… Sou de Curitiba, vc saberia informar quem aqui em curitiba faz esse tipo de trabalho? desde já agradeço a sua atenção.”

Recebi este comentário em outro post e não o aprovei para aproveita-lo aqui neste post. Não sei se devo citar o nome mas por via das dúvidas vou manter como anônimo.

Este assunto é muito pertinente e já escrevi em algum post aqui neste blog de forma mais superficial sobre. Porém agora, quero ir um pouco mais fundo.

É bastante comum percebermos nas conversas profissionais altos papos sobre clientes poderosos e cheios da grana com seus mega projetos. Até mesmo durante a formação academica, é comum realizarmos trabalhos baseados em apartamentos e residências destinados à um público alvo bem específico: aqueles que poooodem!!! A formação é voltada para um mercado restrito e acessível para poucos. Então, esse discurso todo, na maioria das vezes, é puro blablablá pois temos de viver com clientes normais. Os professores geralmente não formam seus alunos para a realidade do mercado. Formam um bando de sonhadores, isso sim.

Muito disso tem a ver com as revistas de decoração e um alter-ego comum na classe profissional (designers+decoradores+arquitetos). E não adianta dizer que não pois é sim uma raça petulante e topetuda essa à qual pertencemos profissionalmente. Talvez por necessidades que podem ser motivadas basicamente por duas situações:

1 – vergonha perante a classe (amigos profissionais) em afirmar que trabalham com clientes de classes menos favorecidas;
2 – desconhecimento de um “terceiro mercado” – brincadeira com o terceiro setor, desvalorizado por muitos.

No primeiro caso, temos a necessidade da classe auto afirmar-se constantemente perante a sociedade de que está bem, tem clientes maravilhosos, está com a conta bancária recheada e tal. Tudo isso baseado numa formação errada aliada à um ego gigantesco, megalomaníaco.

Já vi casos em que profissionais soltam nas colunas sociais de que foram pra europa passear quando na verdade, passaram uma semana escondidos em alguma chacara nas redondezas ou alguma praia fora de temporada. Aí só apresentam fotos dentro de espaços e falam que é um restaurante tipico lá nos alpes suíços e blablabla.

Outra coisa bastante comum é percebermos que todos sempre estão bem, cheios de clientes, conta bancaria cheia, montes de TRs recebidas, etc. A verdade é que é pura balela. O mercado, apesar de forte e crescente tem seus altos e baixos como qualquer outro. Tem suas épocas em que não damos conta do volume e outras em que ficamos contando quantas pessoas passam na rua e torcendo: “vai entrar, esse tem que entrar…”

Mesmo o mercado estando em alta, aqueles clientes que aprendemos a trabalhar na faculdade dificilmente irão aparecer pelo simples fato de que os clientes são normais. Aqueles deuses que me darão um lucro MARAVILHOSO, raramente aparecem na verdade. É um ou outro e quando aparecem mais de dois no ano, você está no lucro.

Porém, trabalhar com clientes normais é muito melhor que com esses tão sonhados graúdos por motivos que às vezes custamos a acreditar no que vemos acontecer.

O cliente graúdo tende a desvalorizar o seu trabalho enquanto profissional (já que nem eu nem você é da roda que frequenta as revistas, etc). Choram horrores sobre o preço do projeto e te fazem na maioria das vezes derrubar o preço em quase (ou até mais que) 50%. No entanto, não medem esforços em pagar R$ 30.000,00 num sofá, R$ 1.200,00 no metro de um tecido, R$ 25.000,00 num lustre da moda ou daquela marca bãmbãmbãm e assim por diante. É comum – falando-se de RTs – que eles, em suas viagens, façam compras e não digam que tem um profissional fazendo o projeto ou que especificou a tal da Eames e, assim, bye bye RTs. Isso sem contar que a maioria acha que sabe e entende de tudo, manda alterar coisas sem consultar  profissional, bate o pé dizendo que as obras de Dali são do periodo da renascença entre varias outras coisinhas. O que te resta é um sentimento de frustração, de ter sido usado e abusado enquanto profissional. Ah, e tem também a posterior indicação do “foi feito por”. Esqueça, raramente acontece.

Num meio termo entre o primeiro e segundo casos, temos os clientes normais. Estes são os que mais irão aparecer e existem muitos profissionais que vivem somente do trabalho para estes. São bem mais fáceis de trabalhar. Não vou ser hipocrita ao dizer que eles não choram também por um precinho mais em conta afinal, seus orçamentos são mirrados, geralmente os projetos vem picados – hoje a sala, depois a cozinha, depois o quarto do casal e assim por diante. No entanto, eles percebem quando estão abusando do profissional aí, no máximo pedirão um parcelamento maior. E pagam certinho, sem atrasos e chororôs.

Estes clientes dificilmente interferem no projeto sem consultar o profissional pelo simples fato de que a pouca verba disponível tem de ser muito bem aplicada. Não gastam com fuleirices. Podem até sonhar com aquela seda para o sofá, porém sabem que as crianças irao destruí-la em pouco tempo e que não terão grana tão fácil para substituí-la tão logo. Suas escolhas são mais conscientes e mais práticas. São excelentes clientes.

No segundo caso especificamente, temos aqueles clientes marginalizados pela classe. São os de baixa renda. Aqui entram em cena duas coisas básicas: o lado humanitário e social versus o topete da classe.

No ano passado fui convidado para ministrar uma palestra numa universidade aqui do Paraná e enquanto esperava dar o horário fui ver uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos do ultimo ano do curso de Interiores. Começava pelos mega apartamentos, claro. Mas, lá para o final da fila estava o que me emocionou, me prendeu a atenção e me fez parar para analisar esta situação específica que escrevo agora: porque não podemos trabalhar com estes clientes? Eles não merecem?

Eram quatro projetos feitos em cima de moradias populares, daquelas de conjuntos habitacionais mesmo. As soluções encontradas pelos alunos para estas micro residências eram mil vezes melhores do que as dos mega apartamentos que eu tinha acabado de ver. Melhores em todos os sentidos, incluindo-se aqui o estético – pra quem pensa que pobre só gosta de coisa feia.

As questões orçamentárias foram esmiuçadas de tal forma que ficava claro que uma familia com renda de R$ 1.500,00 por mês conseguiria dar conta e honrar os investimentos, incluindo os honorários do profissional.

Em um deles, a estudante abriu mão de seus honorários pelo simples fato de perceber a real necessidade da familia em questão e conseguiu, através de doações com empresários, muitos dos materiais – alô Lar doce lar e construindo um sonho!!!

É nesse ponto que escrevo a vocês hoje. Onde está o lado humano e solidário das pessoas?

Em algumas comunidades do orkut, especificamente nas de arquitetura, é comum vermos profissionais sentando o sarrafo nos dois quadros citados acima. O argumento? Nenhum embasado o suficiente que mereça destaque aqui. No entanto, percebe-se que os comentários dizem respeito apenas ao lado estrelinha deles: aparecer na mídia – independente se às custas da desgraça alheia. Lamentável.

Creio que, enquanto profissionais, enquanto seres humanos e pertencentes à uma sociedade temos sim o dever de fazer algo pró bem estar geral, e isto inclui essa parcela da sociedade mais necessitada.

Quantos de vocês já fizeram algum trabalho voluntário para alguma instituição carente? Uma creche ou asilo que necessita de reparos, moveis, equipamentos, etc? Quantos de vocês já se dispuseram, após ter finalizado a compra acompanhando aquele cliente,  chamar o dono da loja e expor alguma situação para ver se e como ele poderia ajudar? Nem que seja com aquele resto de tecido…

Existem mil maneiras de tornar o nosso design algo valioso e que efetivamente seja útil: ajudar a quem precisa. Como podem ver, pode-se doar este trabalho como também cobrar por ele de forma mais branda.

Um outro ponto bastante interessante é que estes micro projetos nos forçam os limites do conhecimento nos obrigando a buscar soluções impensadas em um projeto comum. Pensar uma sala com 12m² é fácil. Pensar em uma com  6m² é muito mais complicado. Pensar e escolher entre varias marcas de pisos e revestimentos pra um cliente que pode pagar é uma coisa. Fazer isso para um cliente que tem o orçamento apertado e que nos força a pesquisar e conhecer novos materiais até mesmo alternativos é outra competamente difrente. Comprar todos os moveis novos é uma coisa. Reaproveitar e restaurar o existente é outra.

Doar eu prefiro  fazer para instituições pois estas realmente necessitam e suas verbas são sempre escassas para cobrir coisas muito mais importantes como por exemplo, remédios, água, luz, alimentação. Até posso doar para alguma família desde que, comprovadamente, estas não tenham a menor condição de pagar pelo trabalho. E tem mais uma coisa: quando estes pagam por algo, valorizam. Quando vem de graça, “cavalo dado não se olham os dentes”.

Você pode cobrar em dinheiro como pode fazer uma permuta: o projeto em troca de algum trabalho que alguém da família sabe fazer.

Você pode realizar um projeto de reforma total ou parcial ou mesmo uma consultoria dando dicas de como melhorar a habitação usando o que eles tem, corrigindo a ergonomia, verificando as instalações e corrigindo os erros.

Isso vai depender de cada cliente, de cada necessidade e de você mesmo. E o melhor: estes clientes sim tem orgulho em dizer que a casa está mais bonitinha, ajeitadinha, aconchegante graças ao seu trabalho, pra qualquer um que perguntar. E, dentro destes “qualquer um”, certamente existem alguns que dispõem de orçamento para um projeto melhor.

Pense sobre isso.

Abaixe o seu topete e deixe o seu lado humano respirar. Se não quer ou consegue fazer sozinho converse com algum colega profissional façam juntos.

9 comentários sobre “Podemos ser pelo social?

  1. Olá Paulo e Gustavo(colega de sala – INAP)

    esta proposta de trabalho solidário, que torna o design acessível às classes menos abastadas, é bábara. Todo o “glamour” da profissão de design acaba nos levando a um esvaziamento das questões humanitárias e este projeto nos recoloca na sociedade como agentes de promoção da qaulidade de vida, onde ainda existe muita penúria. Gostaria de participar deste projeto e fazer da minha profissão, não só uma maneira de ganhar dinheiro, mas o caminho para ser útil à sociedade e fazer a diferença usando minhas ferramentas profissionais.
    Parabéns pela iniciativa! Lívia – BH

  2. Olá, Paulo!

    Ah!
    Como eu amei este texto!
    Concordo em tudo!
    Trabalhei na faculdade de arquitetura como monitora de habitação popular e reurbanização de favelas e esta experiência foi um aprendizado e tanto!
    Clientes como estes realmente valorizam o projeto nos mínimos detalhes, e sempre é bom saber que a gente está fazendo a diferença pra estas pessoas!

    Abraço

    Astrid.

  3. Olá Gustavo,
    fico feliz que estejam empenhados nessa empreitada.
    Estou ansioso para saber qual foi a recepção da idéia pelo seu professor.
    abs

  4. Olá Paulo!
    Gostei deste post, sempre acompanho. Admiro todas as suas proposições, ideias e artigos. Bacana!

    Sou de BH, estudo Design de Interiores pela Faculdade INAP; faço o tecnólogo nesta escola que já tem tradição no ensino de design sendo os professores altamente capacitados (www.faculdadeinap.edu.br e http://www.inap.com.br)

    Apresentações a parte, gostei muito deste post e acendeu-me uma ideia que queria compartilhar contigo: criar um grupo de alunos interessados, com orientação de professores, e desenvolver um Design Solidário para aquelas famílias entituladas como baixa renda. Em BH, vejo muitas empreendimentos ligados ao Minha Casa Vida, Projeto Vila Viva da prefeitura e também pessoas com poder aquisitivo inferior, mas que nem por isso possam faltam-lhe o bom gosto!

    Ainda estou no primeiro período, mas acredito que o que nos está sendo repassado nas disciplinas, poderia mudar significativamente a vida de muita gente. Não falo em um projeto completo, mas em ideias e sugestões para aqueles que não podem pagar por um profissional. Desde a ajuda num tom de cor para parede (disciplina do curso) a uma disposição de mobiliários existentes e acessórios (sofás, camas, mesas, cortinas, quadros, tapetes, organização de espaçõs etc.).

    Praticamente, teríamos um laboratório para colocação em prática daquilo que aprendemos em sala.

    O que acha deste projeto? Seria bom?
    Gostaria de teus comentários a respeito.

    Grande abraço!

    Gustavo Assunção
    BH

    • Olá Gustavo,
      agradeço o carinho e fido feliz que de alguma forma o meu trabalho aqui no blog – mesmo que meio capenga ultimamente – esteja ajudando as pessoas.
      Eu ir comentar sobre isso quando estava respondendo ao comentário da Chris, mas aí começou aqui o temporal e tive de desligar tudo rapidinho.
      Bom, a Camilla colocou no primeiro comentário deste post o laboratório que a UTP oferece lá em Curitiba. Infelizmente, Curitiba tem atualmente – se não me engano – 5 cursos na área de Interiores e nenhum deles oferece esse serviço assim como a maioria dos cursos existentes no Brasil. Até arrisco-me a dizer que nenhum curso de Interiores faz isso lamentavelmente.
      É o que sempre digo, os professores tem de trazer o aluno para o mundo real e não ficar penas sonhando com clientes fictícios.
      Tem de mostrar a necessidade e importância do Design de Interiores/Ambientes para o social para que isso auxilie no processo de regulamentação profissional. A partir do momento em que o governo perceber isso ficará mais fácil tramitar algum projeto nesse sentido sem que os mesmos confundam novamente a nossa área com mero artesanato ou serviço de arrumação de dona de casa.
      É muito interessante esta tua idéia sim e pode ter certeza de que terá o meu apoio no que for necessário para a implantação bem como na divulgação.
      Foi muito bem lembrado o ponto do Minha Casa Minha Vida. Esse é o momento exato para entrar nisso.
      Para tal, vocês poderiam iniciar uma pesquisa de campo sobre como essas pessoas de baixa renda arrumam as suas casas apontando os pontos problemáticos e como o Design de Interiores/Ambientes pode entrar com soluções visando a melhoria da qualidade de vida e bem estar dos moradores. A partir daí, abrir um escritório modelo para prestar atendimento a essas famílias.
      Quem sabe assim, consigamos a tão sonhada visibilidade e respeito profissional.
      abs e sucesso!

      • Olá Paulo!!

        Adorei teu retorno!
        O que estava aceso agora virou uma fogueira!!kkk

        Como em todo projeto, o planejamento é necessário. Para tanto, expus a ideia do Design Solidário e o Escritório Modelo para um colega-amiga de sala que topou na hora!
        Na próxima terça, teremos aula com um professor de História da Arte e que todos adoram devio a sua sensibilidade ímpar, e apresentaremos este projeto – documentado, fica mais elegante e mostra a nossa seriedade.
        Busquei ideias no site da UTP e elencarei no documento.

        Fiquei animado! Mesmo com a correria que é o curso (trabalhos interdisciplinares, meu trabalho, vida pessoal rs…), mas quero levar a diante.

        Obrigado novamente e conto como teu apoio.

        Abraços,

        Gustavo Assunção
        BH
        (maiores sugestões, envie por e-mail!)

  5. Olá Chris
    é a correria que está me mantendo afastado da web… se perceber nem no twitter, orkut, DesignBR estou participando… coisa de doido rsrsrs
    Eu sinceramente não vejo este trabalho voltado ao social como algo que v´desmerecer a profissão. Muito pelo contrário.
    Mas claro que existem as Pattys e Mauricinhos que jamais irão se dignar a esse tipo de coisa. Assim como existem arquitetos de escritório – aqueles que jamais vão sujar seus sapatinhos de verniz nas obras – também existem os designers e tantos outros profissionais.
    Talvez eu tenha errado no texto em não citar mais especificamente o trabalho junto às associações e entidades sociais que necessitam de reformas, reparos e tantas outras coisas. Talvez, nesse tipo de obra, consigamos uma atuação maior já que o “voluntariado” rende pauta e foto nas colunas sociais… aff fui venenoso mas é a real. Tem gente que só se mexe assim.
    Mas realmente, isso deve ser muito discutido em nosso meio e não somente através de associações. Isso ja deve começar dentro das universidades.

  6. Paulo, estava sentindo sua falta e que grata surpresa esta volta!
    Adorei demais este post e concordo com tudo o que você falou.
    O meu interesse em estudar Design de Interiores se iniciou exatamente por causa do Lar Doce Lar. Eu estava com tudo pronto para estudar Design de Moda, mas ao ver casas destruídas transformadas em lares confortáveis e dignos, eu tive a certeza de que era isso que eu queria aprender.
    Claro que eu não estou me preparando para substituir o Rosenbaum e estou muito consciente de que aquele resultado rápido só é conseguido por conta dos patrocinadores dos programas. O que me encantou foi o processo do projeto, a possibilidade de concretizar sonhos, a chance de melhorar a vida e a convivência das pessoas através de um trabalho que une técnica e arte.
    Esta questão dos “tipos de clientes” que somos preparados para receber é mesmo muito complicada. Eu ainda não realizei nenhum trabalho na área (estou no 2° semestre, de 5) e isso já é uma questão que me aflige muito, justamente porque faço parte da parcela da população que nunca teria chances de pagar por um projeto nem muito menos executá-lo.
    Vejo esta aproximação do Design de Interiores com as famíliass de renda mais baixa como um desafio para a minha profissão. Pois, se um dos principais objetivos deste trabalho é o de proporcionar melhor qualidade de vida para as pessoas, não há clientela mais necessitada de nossos serviços que esta!
    Mas como realizar este tipo de trabalho sem comprometer a classe, sem que seja visto como uma forma de “desmerecer”a profissão?
    Acredito que esta resposta deva surgir de uma discussão com participação nacional dos profissionais, com estudos de caso e tudo mais que se possa ter como objeto de pesquisa – o que seria trabalho para uma associação de classe… E é justamente aí que voltamos à estaca zero, não é mesmo?

    A cada dia me torno mais sua fã. Meu voto é seu! ;)

    p.s.: coincidentemente, hoje escrevi um post onde divulgo algumas formas de utilizar a internet como ferramenta para o crescimento profissional e, entre elas, indico o Portal Design BR e seu blog. Agora só tenho mais certeza.
    Abraços.

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