Ponto de Vista: Jethero Cardoso

 Diretor do Centro Universitário Belas Artes fala sobre parceria com o Núcleo de Decoração

A partir de novembro de 2008, o Núcleo de Decoração participará ativamente de diversos eventos realizados pelo Centro Universitário Belas Artes. A parceria entre as duas instituições (empresa e escola) tem por objetivo aproximar os estudantes da realidade do dia-a-dia do mercado de trabalho. A primeira ação deste trabalho aconteceu durante a Semana de Design do Belas Artes, realizada de 3 a 6 de novembro. Durante este evento o Núcleo contribuiu para a realização de quatro palestras. A presidente do Núcleo, Silvia De Tommaso, falou sobre O Designer de Interiores como Empreendedor, a artista plástica e mosaicista Lúcia Dantas abordou o tema “O mosaico na história da arte – da antiguidade aos dias de hoje”, o diretor da Avantime, Daniel Lima, apresentou a palestra sobre Automação e o sócio diretor da Ação Sistemas, José Pires Alvim Neto abordou o tema “Gerenciamento de Escritórios – Software Naves. Ao final do evento, o diretor da unidade da Vila Mariana, Jéthero Cardoso, falou sobre a parceria.

Núcleo: Qual a importância, para o Centro Universitário Belas Artes, desta parceria do Núcleo, que objetiva levar informação técnica aos estudantes do curso de Design de Interiores?
Jéthero: É importante porque não existe a possibilidade da escola formar a pessoa de forma isolada no conhecimento, dada a rapidez com que este se produz e reproduz. Se essas duas instituições (empresa e escola) não estiverem unidas, dificilmente o aluno conseguirá uma formação mais realista, necessária para os novos tempos.

Núcleo: Além de colocar empresários em contato direto com os estudantes, através de palestras como as realizadas na semana de Design, qual será o papel do Núcleo na formação dos futuros Designers de Interiores?
Jéthero: Visando sempre a formação completa do aluno, criamos o laboratório Ceitem – Centro de Estudos de Informações Tecnológicas. É o lugar onde reunimos materiais, informações técnicas, catálogos, folhetos com medidas que podem ser consultados na hora de fazer o projeto. Então, a parceria com o Núcleo, e demais empresas, tem por objetivo alimentar o Ceitem, pois o grande desafio é nos manter atualizados e em sintonia com o que está acontecendo fora do mundo acadêmico.

Núcleo: Como você avalia a importância do trabalho do Núcleo de Decoração?
Jéthero: Os setores de serviços, indústria e comércio ainda estão mal organizados no geral e o Núcleo está mudando esse quadro. Por isso é muito bem vindo para tentar orientar, educar, organizar o meio. Sem contar que estamos falando de uma instituição que tem na sua presidência uma pessoa muito otimista, focada no profissional, que está colaborando e muito para o Núcleo crescer, continuamente.

Núcleo: O Centro Universitário Belas Artes oferece tanto o curso de Design de Interiores como o de Arquitetura e Urbanismo, como o senhor avalia a diferença entre eles?
Jéthero: Este prédio em que está instalada a unidade três do Belas Artes, foi construído em 1927. Antes funcionava uma tecelagem aqui. Você vê uma estrutura com pé direito alto, espaços grandes, com ventilação boa. Tudo muito bem projetado por um arquiteto. E hoje, vê também esse espaço totalmente modificado, graças ao trabalho do Designer de Interiores. Então essa é a diferença, um cuida da estrutura arquitetônica e o outro do recheio.

Núcleo: O que leva alguém a contratar os serviços de um Designer de Interiores?
Jéthero: Se você compra dez sapatos, tem que ter onde guardar. Então quando estamos focados em promover e facilitar a qualidade de vida é maravilhoso. Tenho viajado pelo Brasil e vejo como o país cresce. E diante desse crescimento, em um novo contexto, torna-se necessário alguém para ajudar os brasileiros a viver melhor. Afinal, este é o profissional que trabalha para o ser humano, individualmente, dá dignidade e existência da vida (da criança de dois anos, aos 20, aos 90 anos).

Núcleo: Como o senhor avalia o trabalho dos Designers de Interiores?
Jéthero: Participo do júri do prêmio Olga Krell e este ano o nível de qualidade foi excepcional. Então, em minha opinião, o Brasil é o que mais sabe fazer Design de Interiores. Temos uma cultura miscigenada, japonês – coreano – índio – europeu e nos reconhecemos em todos esses “lugares”, por isso temos um Design de Interiores sofisticado.
fonte: Núcleo de Decoração

5 comentários sobre “Ponto de Vista: Jethero Cardoso

  1. Caaaaaara.. ele é meu professor.. eu estudo na Belas Artes..
    Eu acho q eu tô no meio do caminho entre sonhar e manter os pés no chão..
    A gente entra na faculdade achando q tudo vai ser lindo.. com o tempo parece q as coisas vão ficando mais reis.. e perde um pouco a graça.. rs
    E olha q eu tô no 1º semestre..
    Mas tá sendo super legal até agora..

    Muito bom esse blog..
    Acho q ao longo desses 4 anos eu vô passar muito por aqui..

    Bjão..

  2. Malice,
    realmente temos de tomar muito cuidado nesse tipo de parcerias sob pena de acabarmos fazendo dos alunos e até mesmo da IES refém de fornecedores.
    Creio que essa visao maravilhosa e utópica do mercado é repassada em todos os cursos. Isso tira os acadêmicos do chão e os faz flutuar e pensar que sairão das IES como estrelas do alto escalão – o que nem de longe é verdade.
    Sobre as palestras de produtos: prefiro as feiras! Ao menos lá não temos de ficar aturando blablablás sedutores. Tudo é bem direto e profissional. Lá nas feiras você consegue ter a exata noção da realidade do produto frente ao mercado, aos clientes.
    É por isso que sou favorável à criação de uma associação séria de Design onde uma das áreas trabalhadas é a educação e a forma com a qual esta está sendo desenvolvida nas IES.
    Sonhar é bom, mas com os pés no chão melhor ainda!

  3. Oi Paulo, tudo bom? Sinceramente, vejo essa aproximação do Núcleo com a faculdade uma coisa totalmente comercial e o que é pior: nefasta para as cabeças dos estudantes. Eu já fui estudante em uma faculdade de design onde o mundo era perfeito e todos os Clientes possuíam casas enormes com tudo o que de melhor o mercado poderia prover. E essa “crença” desabou poucos meses depois de formada.

    Ao ler sobre as palestras que os proprietários das lojas do Núcleo promoveram para os estudantes e esta entrevista do Jéthero, um frio percorreu minha espinha: os alunos se disseram “encantados” com o profissionalismo e os produtos disponibilizados pelos afiliados do Núcleo. Só houve um esquecimento: explicar que este tipo de loja e que estes produtos só são consumidos por uma parcela mínima da população brasileira. E que esta “parcela mínima” é atendida por profissionais da mídia. Em resumo, os estudantes se encantam com estas coisas e pensam que elas vão fazer parte do dia a dia deles. Estão redondamente enganados…
    Se alguém explicar para eles este pequeno e importante detalhe, eu ficaria bem feliz.
    Um abraço!

  4. pois é Vinicius,
    eu também fiquei surpreso com as colocações do Jéthero e ao mesmo tempo feliz. Até que enfim alguém grande e respeitado se manifesta sobre o assunto.
    Ele coloca em um parágrafo o que esmiucei numa monografia de especialização em 280 páginas rsrsrs
    Passei a admira-lo e respeita-lo ainda mais depois disso.

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