Uma agenda de eficiência para o novo prefeito

Em uma época de eleições, seria desejável que as diferentes organizações sociais pudessem ter uma agenda de prioridades para apresentá-la aos candidatos e/ou cotejá-la com os seus programas e propostas.

O INEE – Instituto Nacional de Eficiência Energética – entende que em sua área de atuação específica seria interessante verificar o comprometimento dos candidatos às prefeituras com um conjunto de medidas no plano energético que poderia, não só reduzir os custos para os contribuintes e para o país, como propiciar ganhos ambientais extremamente significativos.

Torna-se hoje desnecessário enfatizar a importância da eficiência energética e da questão ambiental nos fóruns nacionais e internacionais especializados. São temas que pelas suas características exigem alta dose de vontade política para sua efetivação. Entretanto, apesar da importância da ação de governo nas medidas de maior impacto, os resultados obtidos nessas áreas dependem da adesão e participação de milhares de agentes, o que enfatiza a relevância da educação.

Da mesma forma que votar é escolher, em qualquer outra atividade econômica ou social a escolha é a chave do processo. E a escolha nessas áreas, como tem sido ressaltado na própria propaganda do processo eleitoral, tem efeito que pode ser dramático por vários anos.

Assim, de uma forma objetiva, desejaríamos que os candidatos se comprometessem, entre outros, com os seguintes propósitos:

1-Implantar na Prefeitura um programa específico que identificasse, de forma matricial e com autoridade, todas as oportunidades de aumento da eficiência no uso da energia na administração direta e indireta da prefeitura;

2-Definir claramente uma política de eficiência energética para o município, onde estivessem consideradas:
Promoção e estímulo às edificações eficientes e ambientalmente corretas, valorizando, especialmente, soluções construtivas que propiciem o melhor aproveitamento da luz natural, minimizem a necessidade de condicionamento ambiental e utilizem materiais de menor impacto energético e ambiental;

Prioridades para a organização do transporte urbano, com estímulo às práticas e equipamentos corretos nos planos energético e ambiental com destaque para os corredores de transporte e de integração, assim como para os ônibus híbridos e elétrico. Estabelecer restrições
efetivas ou mesmo penalidades, em gradações adequadas, aos impactos negativos e deseconomias provocadas pelos projetos e atividades em vias públicas assim como em certos locais e determinadas condições climáticas e ambientais;

Uso da energia em prédios e logradouros públicos municipais, mostrando exemplos e clara adesão do município às práticas corretas;
Introdução sistemática e permanente da educação energética e ambiental nas escolas públicas, aos diferentes níveis;

Uso do poder de compra na aquisição de equipamentos e na contratação de serviços, impondo regras e condições para observância aos princípios energéticos e ambientais do município.

Com a palavra os candidatos!

INEE
24/09/2008

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