CASAS ANTIGAS MERECEM RESPEITO – PARTE I

Por: Arq. Sylvio Nogueira – http://www.snogueira.com/

 

Restaurações de casas antigas, para fins culturais ou de comércio, converteram-se em desafiadoras tarefas para arquitetos, “decoradores”, designers, engenheiros e empreiteiras envolvidas com o chamado “retrofit”. E os resultados finais, nos campos funcional, estético e promocional, são, quase sempre, de inegável e excelente qualidade. A prática em patologias da construção civil urbana tem revelado, contudo, a insistente repetição de algumas intervenções físicas que respondem por problemas capazes de comprometer a longa durabilidade das reformas e, até, a essencial salubridade dessas edificações. Oportuno, portanto, chamar a atenção, do meio profissional, para algumas abordagens que se têm revelado tecnicamente equivocadas e, muito frequentemente, nocivas:

1. TELHAMENTOS

1.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE:

1.1.1 Estruturas de madeira (tesouras ou dispositivos afins).

1.1.2 Telhas de barro, dos tipos marselha (“francesa”), em goivas (”colonial”), etc.

 

1.2 INTERVENÇÕES MAIS FREQUENTES:

1.2.1 Redução de inclinação, nas “águas”, com ou sem troca de telhas.

1.2.2 Pinturas (ou colagem de películas refletivas) sobre as faces expostas das telhas.

1.3 OBSERVAÇÕES:

 1.3.1 Redução de inclinação, nas “águas”:

a) Cada tipo de telha impõe – e exige – um caimento mínimo; e as casas antigas costumam obedecer, de modo geral, tais inclinações.
b) Qualquer redução, dos ângulos originais, poderá gerar infiltrações (fatais goteiras), principalmente sob fortes chuvas.

 
1.3.2 Pinturas (ou películas) sobre faces expostas das telhas:

a) Telhas de mescla (barro, cimento-amianto e afins), devem manter constante troca, de umidade, com o ar ambiente; isto ocorre nas faces expostas a chuvas e nos áticos confinados (umidade relativa do ar), alternando ciclos, relativamente uniformes, de saturação e secagem.

        b) Quando as telhas são “seladas”, na face exposta superior, a troca de umidade passa a ocorrer, apenas, com o ar do ático. Resultado: as telhas tendem a “inchar”, nas faces inferiores, sofrendo “encanoamentos” e aberturas das frestas de encaixe (o que, óbvio, favorece infiltrações), além de se tornarem mais quebradiças sob trânsito.

        c) Conclusão: pinturas precipitadas, sobre telhamentos, ainda que recebam nota dez em Estética, merecem nota zero em Física.

2. FACHADAS

 2.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE:

2.1.1 Paredes portantes de alvenaria, de generosa espessura, erguidas em tijolos maciços ou de 2 (dois) furos, usualmente assentes segundo o “paramento inglês” (alternando 1 fiada com 2 tijolos “ao correr” e 1 fiada “à tição”).

2.1.2 Revestimentos de argamassa convencional, cobertos com caiação, pinturas à base de cimento e/ou de PVA comum.

2.2 INTERVENÇÕES MAIS FREQUENTES:

2.2.1 Descascamento total das faces externas, expondo os tijolos.
ou:

22.2 Restauração da argamassa e aplicação de texturas (ou tintas) acrílicas.

 

2.3 OBSERVAÇÕES :

2.3.1 Descascamento das faces externas :

a) As argamassas utilizadas para assentar tijolos de barro eram – e ainda são – de traço relativamente pobre em cimento, pois isto é condição, básica, para que as paredes possam “trabalhar” de modo mais ou menos homogêneo (o mesmo vale para emboços e rebocos, que devem ter plasticidade compatível com a mobilidade do substrato).

b) Por outro lado, tijolos maciços – ou de dois furos – implicam em “malha”, de argamassa de assentamento, extremamente densa; significa dizer que tais alvenarias possuem alta presença de rejuntes, de argamassa, por metro quadrado. Ora, esta “malha absorvente”, associada à porosidade e aos furos expostos dos tijolos primitivos (“amarrações”), forma superfície particularmente sensível à absorção de chuva. Eis porque edificações antigas, pelo mundo afora (salvo a “fachwerkhaus” alemã e casas similares, nas quais os beirais exerciam proteção pluvial), são revestidas e pintadas.

c) Tais “streap-teases” de fachadas, quando absolutamente inevitáveis (até por pedido, irrecusável, do cliente), devem estar associados, sempre, a uma perfeita hidrofugação das superfícies desnudadas; recomenda-se, para tanto, produtos à base de silano/siloxano, ou de compostos de silício e derivados orgânicos do petróleo. Obs: fluidos repelentes, siliconados, formadores de película superficial, são sensíveis à radiação solar e terão eficácia extremamente curta; mas serão os primeiros – por vezes, únicos – a encontrar em lojas do ramo. Questão, pois, de correta procura.

 2.3.2 Restauração do revestimento e aplicação de texturas ou tintas acrílicas:

a) Os prédios ditos “antigos” – argamassados e caiados; ou pintados com tintas à base de cimento, etc – foram os últimos a “respirar” : umedeciam por todos os poros externos e, também por eles, evaporavam de modo uniforme e com velocidade suficiente para evitar exsudações rumo aos recintos internos.

b) Óbvio que exigiam lavaduras e repinturas mais freqüentes, “incômodo” que vem servindo, há décadas, como “gancho” para justificar os “mantos asfixiantes” que impostos às edificações urbanas, notadamente com o trio de acabamentos formado por “pastilhas de grés” (invariavelmente assentes sem juntas de trabalho), “granilhas” e películas acrílicas, sejam estas texturadas (“grafiattos” e afins) ou lisas.

c) De fato, tais produtos, sendo predominante estanques, não permitem que águas infiltradas por inevitáveis microfissuras (geradas por naturais arrastos térmicos ou mecânicos, retrações, etc) sofram adequada e tempestiva evaporação para o exterior; ora, como as faces internas das paredes de fachada não oferecem grande resistência à evaporação, estas passam a ser as mais costumeiras vítimas de danos (envolvendo emboços, rebocos, pinturas, carpetes, papéis de parede, espelhos, armários, roupas, capeamentos em gesso acartonado, etc, etc).

d) Resumo: os construtores antigos não dispunham dos derivados de petróleo que abençoam (e infernizam) a atual construção urbana; mas sabiam com o que estavam lidando e como erguer uma edificação ecologicamente correta. De fato, parece grotesco elocubrar sobre “feng-shui”, cristais, pirâmides, etc, depois que a casa foi convertida – por simples desinformação técnica – em literal estufa para criar bolores.

 

3 JANELAS DE MADEIRA

3.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE

3.1.1 Caixilhos e folhas, de madeira rija e nobre, cobertos por diversas camadas de tinta, á base de óleo (originais) e/ou de resinas sintéticas ( repinturas posteriores )

3.1.2 Vidros assentes com mescla denominada “massa de vidraceiro”.

3.1.3 Folhas móveis abrindo para o interior e dotadas de “narizes” inferiores, balanceados sobre o peitoril (também de madeira), que possui, com freqüência, canelura e furação para expulsão de águas acidentais (chuvas com ventos fortes).

3.2 INTERVENÇÕES MAIS FREQUENTES:

3.2.1 Remoção da pintura e aplicação de verniz, expondo a madeira – e a “massa de vidraceiro – à insolação direta.

3.2.2 Sobreposição de novos “narizes” (durante reformas de caixilhos apodrecidos).

3.2.3 Tamponamento de furações, no fundo das caneluras de peitoris.

 

3.3 OBSERVAÇÕES :

3.3.1 Remoção total da pintura e aplicação de verniz:

a) Ao encontrar uma rara imbuia, sob antigas camadas de pintura, alguns restauradores costumam ter a idéia de deixar, à mostra, a dita “verdade do material”. Para tanto, não é raro que ignorem quase 100 anos de pintura (e o fato de que em Ouro Preto, no Pelourinho e no resto do planeta não há janelas antigas sem proteção semelhante), e resolvam trocá-la por 8 ou 12 meses de verniz; ou, quando muito, por imunizantes de madeira, pigmentados.

b) Quanto ao verniz: sendo acetinado ou fosco, emprestará baixa proteção contra chuva; sendo brilhante, a radiação solar atravessa o filme e rompe suas cadeias de coesão, gerando o mesmo problema. Embora recentes pesquisas (da BASF e empresas afins) apontem para componentes químicos capazes de aumentar a resistência, à insolação e ao ressecamento por ventos, para até 2 ou 3 anos, vernizes ainda não igualam uma simples e “antiquada” camada de pintura.

c) Os vidros são usualmente fixados, aos quadros das janelas, com auxílio de baguetes (ou, apenas, de pequenos pregos) e mescla de gesso cré, alvaiade, óleo de linhaça e óxido de chumbo (denominada “massa de vidraceiro”), cuja inegável eficácia, no passado, dependia, sempre, do óbvio cobrimento com pinturas (usualmente a óleo ou esmalte sintético; este, em repinturas mais recentes). Com a açodada remoção da tinta, a ancestral e competente massa (seja original ou reposta na reforma) fica exposta ao vento e às insolações, sem qualquer película protetiva; na sequência, não há surpresa:ressecamento, fissuras, retenção de umidade e progressivo descolamento.

  3.3.2 Sobreposição de novos “narizes” de madeira:

a) Ao lados inferiores das folhas tipo charneira – que abrem para dentro – costumavam ser formados por peça única, de madeira, cuja seção se projetava, para o exterior, formando uma pingadeira ou “nariz contínuo” (ou havia justaposição, do tipo sambladura, entre dois perfis).

b) Não é raro encontrar, em janelas hoje restauradas (com “pouca verba”), a simples sobreposição de pingadeiras, aos perfis-base de seção retangular, através de pregos, deixando frestas por diferenciais de deformação das madeiras expostas (busca da “verdade do material”), pelas quais infiltra – e fica retida – a água da chuva.

3.3.3 Tamponamento de furações, no fundo das caneluras de peitoris.

a) Os construtores do passado sabiam (eram, pois, sábios) que as janelas dotadas de folhas que abriam para dentro eram vulneráveis à penetração de chuvas impelidas por fortes ventos. Por isto, costumavam executar caneluras, no perfil inferior da moldura fixa (peitoril), para coleta de tais águas e posterior condução, para fora, por engenhoso “dreno”, obtido por dois furos, na madeira, entre si angulados.

b) Por não perceberem a função de tais perfurações, alguns desinformados reformadores ordenam sua simples obturação; o que dispensa mais comentários.

 

4 PORÕES

 
4.1 CONFIGURAÇÃO EXISTENTE:

4.1.1 Embasamentos “corridos”, de pedra argamassada (operando como baldrames contínuos, usualmente sem estacas), que recebem cargas transmitidas pelas alvenarias, portantes, da edificação.

4.1.2 Vigamentos e assoalhos, de madeira rija, apoiando sobre os mesmos embasamentos (mais comumente, sobre rebaixos corridos ).

4.1.3 Aberturas gradeadas (ditas “gateiras”), logo acima do passeio (e nos fundos, onde possível), para evaporação da umidade do solo, que se encontra usualmente situado, pelo menos, a 70 ou 80 centímetros abaixo das vigas de madeira, formando vazio comumente denominado “cave” ou “porão”.

4.2 INTERVENÇÃO MAIS FREQUENTE:

Eliminação do piso de madeira, seguida de aterramento do porão e assentamento de lastro, de concreto simples, destinado a receber contrapisos e pisos acabados.

 

4.3 OBSERVAÇÕES PERTINENTES:

a) Até o advento do concreto armado, era quase obrigatório que os pavimentos térreos fossem formados por estruturas “voadoras”, executadas em madeira, sob pena de fatal ascensão, até as paredes, da umidade contida no solo.

b) A partir da virada dos séculos 19 e 20, os construtores adaptaram os pisos térreos ao uso do concreto, sob a forma de lastros simples, lançando-os (sobre terreno apiloado e camada de brita) nas molduras formadas por vigas-baldrame. Entretanto, para seguir defendendo as paredes de alvenaria contra a umidade ascendente, tinham o especial cuidado de assentar, sobre as vigas de fundação, largas tiras de papelão alcatroado, cujas abas (4 ou 5 centímetros além das larguras das vigas) serviam para cobrir as frestas capilares geradas pela inevitável retração do lastro. Este procedimento foi literalmente banido da construção civil brasileira; e sua falta responde, hoje, por centenas de milhares de paredes insalubres (faixas inferiores arruinadas) em todo o país. E são muito raras as faculdades onde o processo é, sequer, citado.

  4.3 OBSERVAÇÕES PERTINENTES:

c) Fica evidente que o uso do papelão betumado, à época dos erguimentos das casas dotadas de porão e assoalhos, era simplesmente desnecessário. De fato, a umidade evaporava do solo e não chegava a condensar sobre o madeiramento do piso, pois as “gateiras” respondiam pela tiragem do ar saturado.

                    d) O que acontece, pois, quando algum “espert” (não “expert”) tem a infeliz idéia de aterrar o porão e “lascar”                     um lastro de concreto por cima ?.. Simples: como o novo piso geralmente precisa nivelar com a cota acabada                     do assoalho original, o aterramento fatalmente entrará em contato com a alvenaria primitiva; aí, a casa, que foi                     salubre por quase cem anos, contrai súbita e quase incurável moléstia construtiva. De fato, este fenômeno                             somente poderá ser minimizado, depois, com complicadas (e onerosas) injeções de produtos à base de                             dióxido de silício, argamassas poliméricas ou epoxídicas e semelhantes artifícios. Mas, aí, o autor, de mais esta                     “façanha”, já estará bem longe; e, mais uma vez, “retrofit

18 comentários sobre “CASAS ANTIGAS MERECEM RESPEITO – PARTE I

  1. Olá! Parabéns pelo blog!! Gostaria de saber se vc poderia me orientar quanto a qual a melhor solução para aterrar e colocar piso frio em um comodo que tinha porão de 1m e assoalho. A casa tem 100 anos. Obrigada!

    • Thiele,
      100 anos e você vai destruir isso???
      =0
      Bom, além de não fazer parte de minhas atribuições esse tipo de intervenção (isso é coisa de arquiteto ou engenheiro) prefiro não opinar em respeito ao patrimônio histórico. Por mim, manteria o piso (assoalho) restaurando-o ou trocaria por um novo, IGUAL ao original.
      abs

  2. Achei ótima a dica sobre casa antiga .Por favor como chama aquela forração interna embaixo da janela é de madeira com umas almofadas igual a da porta pq eu estou trabalhando numa rstauração de uma casa antiga mas nem o arquiteto sabe como chama aquele acabamento .obrigado

    • Amanda,
      é improvável que eu faça essa pesquisa para você.
      Mas pesquise ou entre em contato com as secretarias de educação, obras e patrimônio estadual e municipal. Certamente encontrará o que precisa.
      abs

  3. Angela,
    é complicado falar alguma coisa pois nao vi a casa, observei sua estrutura…
    é melhor que você busque algum profissional de design próximo a você pois aí ele terá como opinar com certeza qual a melhor solução para o seu caso ok?
    abs

  4. Estou com uma casa pequena que pretendo reformar, não tem nada de histórico nela, mas foi construida em 1950 com tijolos maciços e, provavelmente, argamassa de saibro, mas não sou especialista em restauração e queria uma idéia sobre a parte hidráulica, porque acho que tenho que simplesmente retirar tudo e fazer de novo, ,mas tenho receio que isso afete as paredes… onde posso encontrar textos sobre o assunto, vc sabe?
    Obrigada

  5. Boa tarde, tudo bem?
    Sou da loja Ary Leite, em Esteio, temos uma casa muito antiga, em ruinas, estamos procurando apoio para restauração, da casa já em condições precárias, em função do tempo, da não utilização; enfim, nossa idéia é montar a “MOSTRA CASA ARY LEITE”

  6. Ol Helen,

    bom, não sei nem o que dizer diante do que você colocou. Lamentável.
    Mas vou deixar teu post aqui para que outros possam ver e, quem sabe, te ajudem a salvar esta edificação que merece sim respeito! Afinal, faz parte da história local.
    Indico a você buscar no Orkut uma comunidade chamada Patrimônio Histórico: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=122527
    Tem um pessoal muito bom e sério por lá.
    Tente também postar isso nas comunidades de arquitetura. O pessoal normalmente se morde, assim como eu, quando vê um desrespeito desse tipo.
    Abs,

  7. Estamos vendendo esta Fazenda e o candidato que demolir a casa para plantar tudo em cana.
    Por favor se vc tiver alguém que tenha vontade de possuir um imóvel deste envie estes dados.

    Certa de sua atenção.

    Helen

    FAZENDA NO MUNICIPIO DE DELFINOPOLIS / MG

    APÓS A BALSA / DO OUTRO LADO DO RIO = SENTIDO FRANCA/SP

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    32 alqueires em café ou 310.000 pés sendo distribuídos seguinte forma :

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    PH alto

    Maquina de secar café

    Máquina de pré limpeza de café

    40 alqueires de área para soja e milho

    08 alqueires em pastagens

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    700 metros de margens da Represa Usina Peixotos

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    Energia Trifásica

    03 terreirões

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    03 barracões

    01 curral grande, para gado de corte e leite

    Tira 500 litros diários de leite,possuindo 50 vacas 3 / 4 – e Reprodutor

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    Almoxarifado

    Uma antena parabolica

    Um córrego que passa apenas 30 metros da casa Sede em água cristalina, com nascente de água dentro da propriedade, potável

    Caixa dàgua

    Com distancia das cidades :

    Franca / Sp 100 km = Ibirací /Mg, 40 km. = Claraval/Cassia /Mg 25 km = Passos/Mg 70 km, e São João Batista do Gloria 50 km

    100 % plana e irrigada

    Vias de acesso : Franca / Ibirací e Cássia são boas e São João Batista do Gloria, em estrada de chão, porem muito bem conservadas

    (*) ATENÇÃO = Não serão negociados implementos, animais, suinos

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