CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL E EDIFICAÇÃO EFICIENTE

Mais um excelente artigo da Mestre Viviam para vocês:

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL E EDIFICAÇÃO EFICIENTE: UMA BREVE INVESTIGAÇÃO SOBRE PREÇO E VALOR

RITTER, Vivian Fetzner (1)

 

As construções sustentáveis e edificações eficientes, onde se inserem, por exemplo, o controle do uso do solo, a aplicação eficiente dos recursos hídricos, a eficiência energética, a gestão dos resíduos sólidos, a preocupação com o ciclo de vida das edificações, com as energias renováveis, a iluminação sustentável e suas aplicações nas edificações, tem relação direta com a busca da eficiência e a conseqüente minimização do consumo de energia, e tais aspectos, antes de um modismo, estão efetivamente relacionados com o futuro da arquitetura, da construção civil e por que não dizer, com o futuro do planeta.

Atualmente entendemos como mera opção as questões vinculadas à sustentabilidade e às possíveis alternativas de construções sustentáveis, algo que não poderá perdurar por muito tempo. Num futuro bem próximo (2), seremos obrigados a projetar as edificações pautadas na sustentabilidade e eficiência energética. Assim, cogitando, como exemplo, o fim anunciado das lâmpadas incandescentes, outras leis deverão legitimar mudanças urgentes e necessárias, apontando para uma necessária alteração de paradigma.

Imediatamente conscientes da maneira pouco sustentável que a maioria orienta suas condutas no âmbito pessoal e profissional, vislumbramos a virada. Virada esta a nos alertar da necessidade de efetivamente mudar nossas atitudes perante o meio ambiente e todos serão chamados a fazer a sua parte. É preciso – e é possível – começar logo, através de atitudes sustentáveis no escritório, na rua, no trabalho, nas obras, nas nossas casas, nos nossos espaços. Uma mudança de concepção. Os erros do passado precisam ser sepultados. Muitos profissionais se vêem desestimulados e acreditam que a sustentabilidade somente poderia ser adotada nas construções totalmente sustentáveis, as auto- sustentáveis. Um equívoco. Uma construção mais sustentável, onde o “mais” é o fio condutor do projeto. Articular, pensar e repensar quais as lacunas latentes e passíveis de intervenção através da engenharia e da arquitetura capazes de tornar determinada construção mais sustentável e energeticamente mais eficiente.

Especificar este “mais” sustentável fará a diferença.

São infindáveis as alternativas que se apresentam, desde a utilização de placas fotovoltaicas nas construções, as válvulas de descarga com fluxo duplo, o reuso da água, a utilização consciente da iluminação natural e as alternativas para diminuir o consumo de energia através dos aparelhos de ar condicionado, cogitar a ventilação cruzada, atentar para o acionamento e desligamento das lâmpadas fluorescentes preservando, assim, sua vida útil. Enfim, definitivamente, há uma multiplicidade de práticas possíveis de serem adotadas pelos profissionais e por todos os quais desfrutam das benesses da natureza, que deveriam ser respeitadas.

Em razão disso, a atividade dos arquitetos, dos engenheiros e dos designers de interiores é de significativa importância na busca de alternativas concretas para alterar a perspectiva sombria derivada da falta de conscientização no sentido da adoção de boas práticas direcionadas à sustentabilidade. Não basta mais o cidadão ter a preocupação de separar seus resíduos domésticos, algo que ainda não foi adotado pela maioria.  É necessário, cada vez mais, que todos se envolvam na busca de soluções para a matriz energética, com a construção de edificações sustentáveis e eficientes vinculadas à preservação do meio ambiente, onde o consumo dos bens legados pela natureza necessita de preservação imediata e efetiva.

O futuro irá depender, sem dúvida, das escolhas que fizermos, pois “[…] enquanto houver a presença da família humana no planeta Terra. Em todo o tempo que durarem as relações homem-natureza, esta questão estará presente, embora num processo contínuo de mudanças e adaptações” (3).

O crescimento da escassez dos recursos encontrados no meio ambiente (4) requer o desenvolvimento de novas técnicas para a sua administração, com o objetivo de evitar o fim dos recursos disponíveis. Nesse sentido, o aumento da escassez exige um crescimento econômico vinculado ao uso ponderado de recurso não havendo dúvida de que o homem, desde os primórdios da humanidade, está destinado ao crescimento econômico (5).

Trata-se de adotar, com consciência, uma visão multidisciplinar que, apesar de alguma complexidade, integra diversas áreas do conhecimento, a fim de reeditar a diversidade que compõe o próprio mundo onde são indispensáveis conhecimentos de arquitetura, das engenharias, do design, dentre outras.

O crescimento da escassez requer o desenvolvimento de novas técnicas para a sua administração, com o objetivo de evitar o fim dos recursos disponíveis. Nesse sentido, o aumento da carência exige um crescimento econômico vinculado ao uso ponderado de recurso não havendo dúvida de que o homem está submetido ao desenvolvimento econômico.   Por isso, na discussão de preço e valor, que envolve, por exemplo, a escolha de uma lâmpada incandescente ou uma lâmpada led, não afasta a logicidade da opção pela segunda, seja por deixar de contribuir com o aquecimento global, proporcionar uma economia de energia de aproximadamente 70% a 80% em relação ao consumo de uma lâmpada incandescente, pela manutenção, por sua durabilidade, insumos estes inerentes ao conceito de sustentabilidade.  Assim, o preço a ser pago por uma construção pautada pela sustentabilidade e eficiência energética, a curto e médio prazo será muito mais econômica, eficiente e adequada à preservação do meio ambiente.

Partindo de tais premissas, concluímos ser fundamental a adoção de componentes teóricos e práticos possíveis de fomentar alternativas destinadas à otimização na utilização dos recursos naturais, com respeito senão absoluto pelo meio ambiente, ao menos próximo daquilo que as demais gerações, num futuro não muito distante, irão agradecer.  Não se pode olvidar que a natureza, como se pode perceber das inúmeras catástrofes, decidiu cobrar um preço que, talvez, por não termos dado o devido valor ao meio ambiente, nunca estejamos preparados para pagar. Quem sabe não seja esta a diferença entre “preço” e “valor” que nunca soubemos administrar.

Vivian Ritter

 (1) Doutoranda em Filosofia, Mestrado em Educação, Especialização em Iluminação e Design de Interiores, graduação em Design de Interiores, Professora de Pós-Graduação perante o IPOG, Coordenadora do MBA em Construção Sustentável e Edificação Eficiente pelo IPOG, graduanda em Direito.  
(2) Por exemplo, o Programa Brasileiro de Etiquetagem em Edificações (PBE Edifica), que avalia as construções  (residenciais, comerciais e prédios públicos) quanto à eficiência energética, como já acontece com os eletrodomésticos da linha branca, e já possui parceria com o Inmetro e com a Adene, empresa de Portugal, exemplo no referente à eficiência energética, hoje facultativa, num futuro próximo irá se tornar uma obrigatoriedade.  
(3) COIMBRA. José de Ávila Aguiar. In Curso de Gestão Ambiental: Arlindo Philippi Jr., Marcelo de Andrade Romero, Gilda Collet Bruna editores – Barueri, SP: Manole, 2004, p. 527.  
(4) Por meio ambiente se considera um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. Meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos  como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo. Para as Nações Unidas, meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.
 (5) PINHEIRO PEDRO, Antonio Fernando e all. Direito Ambiental Aplicado, obra citada, p. 619.

Novo parceiro: Fasa Fibra Ótica

Bom meus amigos, conforme escrevi aqui tempos atrás, tenho novidades para vocês:

Logo_blogA Fasa Fibra Ótica agora é parceiríssima deste blog.

Eu já conhecia a Fasa a bastante tempo e sempre admirei muito todo o trabalho realizado por eles. E essa admiração aumentou quando conheci pessoalmente o mestre Wilson Sallouti e aumentou mais ainda quando tive o prazer de tê-lo como professor em um dos módulos da pós em iluminação (uma perda imensurável a retirada deste módulo da pós do Ipog).

A Fasa é a mais tradicional empresa especializada de iluminação com fibra ótica aqui no Brasil. Foi fundada em 1990 e hoje conta com uma estrutura própria para a fabricação dos sistemas de iluminação com fibra ótica e uma equipe de profissionais capacitados.

Ao longo dos anos a Fasa vem acumulando diversos prêmios:

- Prêmio Abilux 2010 Design de Luminárias

- Prêmio Senai-SP Excellence 2010

- Prêmio Abilux Empresarial de Design 2007

- Prêmio Via Design 2005

- Prêmio Abilux Empresarial de Design 2004

- Prêmio Best Mex de Mídia Exterior

- Prêmio Abilux Empresarial de Design 2002

- Prêmio Top of Business

A Fasa é responsável pelos mais expressivos projetos com fibra ótica no Brasil em diversos segmentos: museus, entretenimento, paisagismo, comunicação visual, e outros.

Vejam algumas imagens:

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Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Carlos Costa ìnto – Salvador/BA

Clique aqui para ver imagens do Museu Homem do Nordeste – Recife/PE

Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Dom Bosco (Museu do Índio) – Campo Grande/MS

Clique aqui para ver um espaço zhen lindo! É, a fibra ótica pode e deve ser aplicada também em piscinas, spas e outras áreas com água!!!

E engana-se quem pensa que a fibra ótica solta luz apenas pela ponta. Olhem esse exemplo de sidelight.

Pode ser usada também para dar um UP no comércio de seus clientes. Olhe aqui e aqui.

O melhor da fibra ótica é que você pode soltar a sua imaginação e criar, criar e criar. Ela dá conta do recado sempre!!!

E fiquem atentos pois vão rolar promos aqui durante este ano tendo como prêmios kits de iluminação doados pela Fasa!!!

Além das promos, o Wilson se predispôs a escrever também aqui para o blog falando sobre a Fibra Ótica.

E que venha 2013!!! Iluminado agora com a Fibra Ótica da Fasa!!!

Quer conhecer mais sobre a Fasa?

Acesse o site> http://www.fibraotica.com.br/

Cursos 2013 – Museu da Lâmpada

cursosMuseuLampada

 

Pessoal, taí a agenda de cursos do Museu da Lâmpada para o primeiro semestre 2013:

 

Cursos de MARÇO

05/mar 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

06/mar 09:00 – 10:30 Prysmian | Cabos elétricos não são todos iguais + DCE – residencial (aplicação e simulação de funcionamento de software de dimensionamento elétrico) :: R$ 20,00

07/mar 09:00 – 10:00  CEMAR | Curso Centrinho de distribuição – conceitos e aplicações :: R$ 20,00

12/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação de Lojas :: R$ 40,00

13/mar 09:15 – 13:30  FASA | Fibra Ótica – A Iluminação além da Imaginação :: R$ 60,00

19/mar 10:00 – 11:30 PEDLED | A iluminação sustentável :: R$ 40,00

20/mar 09:00 – 10:30 PIAL | Noções de regras técnicas e instalações elétricas :: R$ 20,00

21/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação de Hotéis :: R$ 40,00

22/mar 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

26/mar 10:00 – 12:30 Abalux | Conceitos básicos de iluminação e eficiência das luminárias :: R$ 60,00

27/mar 10:00 – 13:00 PHILIPS | Curso Automação em Iluminação :: R$ 60,00

28/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação Residencial :: R$ 40,00

Cursos de ABRIL

02/abr 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

09/abr 09:00 – 12:00  OSRAM | Portfólio da Eficiência Energética  :: R$ 60,00

11/abr 09:00 – 10:00  TIGRE | Linha elétrica – conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

12/abr 09:00 – 10:00  DAISA | Produtos DAISA – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

17/abr 10:00 – 13:00  PHILIPS | Curso sobre LED’s – Tecnologia inovadora  :: R$ 60,00

19/abr 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

24/abr 09:00 – 10:00  STECK | Produtos STECK – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

30/abr 10:00 – 12:30 Intral | Princípios da Luz e Luminotécnica e introdução e aplicação dos leds :: R$ 60,00

Cursos de MAIO

02/mai 09:00 – 10:00  CEMAR | Curso Quadro de comando – conceitos e aplicações :: R$ 20,00

07/mai 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

15/mai 09:15 – 13:30  FASA | Fibra Ótica – A Iluminação além da Imaginação :: R$ 60,00

21/mai 10:00 – 11:30 PEDLED | A iluminação sustentável  :: R$ 40,00

22/mai 10:00 – 13:00 PHILIPS | Curso Automação em Iluminação :: R$ 60,00

23/mai 09:00 – 10:00  3M | Fitas isolantes de baixa tensão – Conceitos e aplicações :: R$ 20,00

24/mai 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

28/mai 10:00 – 12:30  Abalux | Conceitos básicos de iluminação e eficiência das luminárias :: R$ 60,00

29/mai 09:00 – 10:30  Prysmian | Cabos elétricos não são todos iguais + DCE – residencial (aplicação e simulação de funcionamento de software de dimensionamento elétrico) :: R$ 20,00

Cursos de JUNHO

04/jun 10:00 – 13:00  MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00

06/jun 09:00 – 10:30 PIAL | Automação linhas Nereya e BTicino  :: R$ 20,00

12/jun 10:00 – 13:00  PHILIPS | Curso iluminação de Lojas – Conceitos e Tecnologias :: R$ 60,00

13/jun 09:00 – 10:00  TIGRE | Linha elétrica – conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

14/jun 09:00 – 10:00  DAISA | Produtos DAISA – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

19/jun 09:15 – 13:30  FASA | Fibra Ótica – Influências da iluminação com fibras óticas em ambientes clínico-hospitalares :: R$ 60,00

21/jun 09:30 – 10:30 GIMAWA | Reatores  :: R$ 20,00

25/jun 10:00 – 12:30  Intral | Princípios da Luz e Luminotécnica e introdução e aplicação dos leds :: R$ 60,00

26/jun 09:00 – 10:00  STECK | Produtos STECK – Conceitos e aplicações  :: R$ 20,00

Desconto de 50% para pagamentos até 28/02. Aproveite!

Para inscrever-se é só clicar neste link. No calendário ao lado direito da tela busque a data desejada e efetue a sua inscrição no curso de maneira fácil e ágil.

PARTICIPE!

Av. João Pedro Cardoso, 574 | CAMPO BELO, SÃO PAULO – SP

Após a inscrição serão informados por e-mail os próximos passos para a participação.

Pagamento via PAG SEGURO

* Caso haja imprevistos, você será informado com antecedência e todo o valor pago será restituído.

IPOG – Pós-Graduação em Iluminação – Campinas

 

O IPOG – Instituto de Pós-Graduação – inaugura no dia 22 de março próximo, a primeira turma do curso de Pós-Graduação em Iluminação & Design de Interiores na cidade de Campinas.

As aulas acontecerão no seguinte endereço:

Av. Aquidaban, no. 400, Centro.

Coordenado pela arquiteta, lighting designer e designer de interiores Jamile Tormann, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB o curso já está presente em 24 estados do Brasil, através de 85 turmas.

O Curso, organizado nos termos da resolução CES 01/2007 do Conselho Nacional de Educação, tem por objetivos principais: – Formar Especialistas em Iluminação e Design de Interiores capazes de elaborar projetos de iluminação (de interiores, exteriores, pública, de museus, esportiva e cênica) e design de luminárias, de residências e de ambientes comerciais a partir do conhecimento teórico e prático adquirido no Curso; – Qualificar o profissional para a consultoria em iluminação e design de interiores; – Qualificar o aluno para a pesquisa; – Formar profissionais que atenda aos desafios propostos, inserindo a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, com uma visão integrada de projeto e consultoria a empresas; – Capacitar profissionais para a investigação, compreensão e desenvolvimento do projeto de iluminação e design, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.

Público alvo:

Profissionais e alunos com curso superior especialmente nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Design de interiores, bem como iluminadores, fotógrafos, cenógrafos, e outros profissionais com curso superior.

Formação curricular:

História da Iluminação Percepção Visual

Grandezas e Cálculos Luminotécnicos

Fontes de luz artificial

Design de Luminárias

Design de Interiores Residencial

Iluminação de Interiores Residencial

Projetos de Iluminação e Design de Interiores Residencial

Design de Interiores Comercial

Iluminação de Interiores Comercial e Corporativo

Projeto de Iluminação e Design de Interiores Comercial e Corporativa

Iluminação Cênica

Iluminação de Exteriores

Projetos de Iluminação de Exteriores

Iluminação Esportiva

Iluminação Natural e Eficiência Energética

Estratégias projetuais de iluminação natural

A luz sob controle

Metodologia do Trabalho Científico

Gestão de Carreira e Marketing Pessoal

Carga Horária:

480 horas/aula

Certificação:

Será considerado aprovado o participante que cumprir as seguintes exigências:

– Frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária de cada disciplina;

– Nota final igual ou superior a 7 (sete) em cada disciplina;

– Aprovação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Documentos:

Cópia do Diploma de Graduação AUTENTICADO em cartório;

Cópia do RG e CPF;

1 foto 3×4.

Na cidade de Campinas, o IPOG ainda vai oferecer descontos para quem entrar em contato e disser que faz parte do “GRUPO VALMIR PEREZ”. Isso vale para quem é assinante da lista de “Dicas de Iluminação”, do grupo CLD e ex-alunos da disciplina de introdução á iluminação da Unicamp. Eis os descontos:

Valor do Curso sem desconto para pagamento até dia 20 de cada mês.

Inscrição :R$ 250,00 R$

24X de R$ 700,00

Valor do curso com desconto GRUPO VALMIR PEREZ

Inscrição: R$ 250,00

24X de R$ 570,00

Importante :  Benefício de R$ 130,00 de desconto em cada parcela, que equivale a R$ 3.120.00 do valor total do curso, condição válida apenas para pagamento até o dia 10 de cada mês. Além disso, os dois primeiros matriculados do grupo “Valmir Perez” ainda ganharão um exemplar do livro “Luz e Arte – Um paralelo entre as ideias de grandes mestres da pintura e o design de iluminação” – Valmir Perez – De Maio Comunicação e Editora.

Para pré-matrícula e informações detalhadas visite o endereço: http://www.ipog.edu.br/nao-aluno/pos-graduacao/engenharia-arquitetura/iluminacao-e-design-de-interiores

Se preferir, entre em contato através do telefone: (11) 3251 1560 ou envie e-mail para: sp@ipog.edu.br

Iluminação comercial x iluminação técnica

Lancei dias atras (25/5) no grupo Lighting Design Brasil, no Facebook, uma questão simples:

E você?
Sabe a diferença entre iluminação comercial e iluminação técnica?

Não sei se deu nó na cabeça do povo ou o que foi, mas apenas o Ugo Nitzsche ousou escrever algo e o Alexandre (LightingNow) tentou alegando o seguinte:

Uma está ligada ao tipo de atividade/função (Comercial, Residencial, Corporativa, etc…) e a outra estla ligada ao equipamento (Técnica, Decorativa, Emergência, Pública, Natural). A fusão destas “definições” é frequente, pois invariavelmente temos ambientes comerciais e corporativos que tem muitas peça de cunho decorativo e residenciais com peças técnicas para cumprir funções específicas. No final, o que precisamos é ter o resultado projetado e desejado.”

O Alexandre não está de todo errado, mas não é bem isso que eu quis explorar.

Pois bem. Para responder esta questão é preciso esclarecer que no caso em questão, iluminação comercial em nada tem a ver com diferenças entre iluminação comercial, residencial, hospitalar, esportiva, etc. Essas são definições básicas aceitas e divulgadas por grande parte da mídia e até mesmo por profissionais.

No entanto, quando coloquei iluminação comercial x iluminação técnica eu estava focado em meu artigo da pós e, senti a necessidade de fazer esta distinção. No entanto, não encontrei definição melhor que “iluminação comercial” para denominar este segmento.

Iluminação Comercial, para mim, ficou sendo (além daquela já amplamente divulgada pela mídia não especializada) aquela que qualquer um faz. É aquela que aprendemos a fazer em nossos cursos de arquitetura, engenharia, design…

É aquela iluminação que valoriza mais o status (ou o design) que a peça especificada pode trazer ao ambiente que a sua eficiência e atendimento às necessidades dos usuários.

É aquela iluminação “para vender”, digna de lojas de luminárias onde os vendedores (os despreparados e iniciantes) procuram empurrar as peças mais caras.

É também aquela iluminação que aparece nas revistas , tipo “Cafofo da Cráudia”, e que vemos repetida em diversos projetos. Aplicação básica, projetos sempre com a mesma cara (observando a iluminação), sensação de repetição ou cópia por diversos projetistas.

É aquela que aparecem citadas nos boxes de matérias da mídia não especializada como “dicas” de como iluminar os ambientes.

É aquela iluminação que geralmente uso em meus posts sobre erros em iluminação.

É aquela iluminação onde fica evidente que o projetista conhece apenas o que está disponível (e pendurado) nas lojas de iluminação. Nem sabe da existência de catálogos e muito menos a diferença entre catálogo técnico e catálogo de vendas.

É aquela iluminação onde as lâmpadas são , na linguagem corporativa das indústrias,  as comerciais. Aquelas que qualquer um leva de baciada pra casa, encontradas em grandes lojas de artigos de construção.

É aquela iluminação que segue à risca a NBR 5413.

É aquela iluminação onde o projetista fala em automação para criar cenas.

É aquela iluminação urbana tradicional e horrorosa.

É aquela iluminação que o cliente gastou uma fortuna em luminárias para fazer rasgos de luz numa parede e mais ainda num pendente para o mesmo ambiente onde a luz explode para todos os lados apagando os rasgos…

É aquela iluminação feita por um projetista que não faz a menor idéia de como aplicar os equipamentos de cênica em um ambiente.

É isso. A criatividade passa longe. A técnica passa longe. O conhecimento sobre os equipamentos voltados à iluminação resumem-se ao básico.

É uma iluminação feita para vender como coco em beira de praia em alta temporada.

É uma iluminação onde o projetista se acaba em neuroses e dúvidas para finalizar a especificação e, na maioria das vezes corre pedir ajuda a algum vendedor ou “dicas” para algum colega especialista.

Já a Iluminação Técnica tem tudo a ver com o Lighting Design e a sua consequente imposição da especialização e informação constante e diária do profissional que deseja usar o título Lighting Designer.

É aquela iluminação onde as lâmpadas são cautelosamente especificadas baseadas em suas especificações técnicas IRC, TC, IP, soquete, radiação, ° de facho, entre outros.

É aquela iluminação onde as luminárias não consideram em primeiro plano o “dizáine assinado” e sim como a luz projetada por esta irá afetar o ambiente iluminado.

É aquela iluminação onde os conhecimentos sobre psicologoia – relativa à percepção e influência da luz – são aplicados no projeto.

É aquela iluminação onde o uso de filtros de correção de cor faz-se presente sempre que necessário.

Por falar em cor, é aquela iluminação onde percebe-se claramente que a distinção entre cor-luz e cor-pigmento faz parte do conhecimento do projetista.

É aquela iluminação onde o projetista consegue transformar a percepção, cores e estilo do ambiente, sem alterar a sua forma arquitetônica.

É aquela iluminação que baseia-se na NBR 5413 mas o projetista tem consciência dos pontos de necessidade dispensando-a em pontos complementares.

É aquela iluminação que surpreende quem chega a um ambiente não apenas “por ser uma iluminação mais cênica”, mas sim porque seus sentidos são atiçados sem ele perceber o que está fazendo isso.

É aquela iluminação que preocupa-se com reflexos, brilhos, ofuscamentos, refração, aquecimento do ambiente, saúde e segurança dos usuários, entre outros cuidados.

É aquela iluminação onde o projetista aplica os equipamentos e conceitos cênicos tranquilamente integrando-os ao ambiente.

É aquela iluminação onde o projetista fala em controle da luz visando economia, eficiência energética, segurança, efeitos.

É aquela iluminação urbana que visa o embelezamento (valorização através da estética) e segurança (bem-estar através da técnica) nos espaços urbanos.

Em suma, é uma iluminação que depende de um profundo conhecimento sobre o universo da iluminação, muito mais amplo que aquele básico adquirido nos cursos de arquitetura, engenharia e design.

É aquela iluminação onde o projetista diverte-se entre equipamentos e busca levar essa diversão e, sempre que possível, busca levar essa diversão para os ambientes de forma inesperada e inusitada.

Esse é o Lighting Design!

Entenderam agora?

Museu da Lâmpada

Bom, chegando de Sampa, vamos às news!!!!

Tive o imenso prazer de ir conhecer o Museu da Lâmpada.

Apesar de ser um espaço ainda pequeno posso afirmar que é bárbaro!!! Uma grande contribuição e ferramenta para o conhecimento!!!

E importantíssimo ressaltar que é o 1° Museu do gênero da América Latina!!!

Uma breve história:

Dois sócios, Gilberto Pedroni e Wladimir Pedroni, abriram ha 24 anos atrás a Gimawa Materiais Elétricos. Empresa séria e consolidada no mercado paulistano.

Com o comércio de lâmpadas surgiu a curiosidade e paixão pelas lâmpadas. E, na lida com os fornecedores e fabricantes começaram a aparecer as “velhinhas” e a coleção.

Sentindo a falta de um espaço que tratasse com a seriedade e o respeito que este elemento tão importante nas nossas vidas merece, surgiu um sonho de cria-lo. Assim nasceu o Museu da Lâmpada, dentro da própria empresa Gimawa, que é a mantenedora e patrocinadora do Museu.

A marketóloga Bruna Alves, responsável pelo departamento de eventos da Gimawa, é quem assumiu o Museu. Toda a parte de pesquisas, a criação dos vídeos, eixo temático, programação visual enfim toda a parte expositiva e documental ficou sob sua responsabilidade. E cumpriu o papel com primor!!! Olha eu e ela aqui:

Apresentados os responsáveis, vamos rodar pelo Museu da Lâmpada.

Nada mais justo que as estrelas do Museu tenham a sua própria calçada da fama!!! Ficou muito bom isso!!! ;-)

Bom, e tudo começou onde?

Pois é gente!!! Tudo começa lá atrás, ainda na época dos homens das cavernas quando dominaram o fogo. Na verdade,a relação dos seres vivos com a luz sempre existiu. O bicho-homem e outros bichos sempre dependeram da luz natural seja ela a luz da lua, a luz do sol, a luz das estrelas ou a luz do fogo. Esta última foi a que o homem na época conseguiu dominar – com muito trabalho, observação, medo e ferimentos – e nos trouxe ao hoje.

Mas para chegar ao hoje, passamos por muitas fases, tochas, fogueiras, apetrechos, velas, lamparinas, óleos, e um monte de coisas…

Tudo isso (além das várias peças expostas tem muito mais nos vídeos dos diversos monitores espalhados pelo espaço) chegamos ao nosso mestre e “pai” Thomas Edison que está ali presente com a sua lâmpada:

Arrepiantemente hipinotizante olhar para esta lâmpada ao vivo….

Bom, na sequência, viajamos pela evolução da lâmpada até chegarmos aos dias de hoje. A evolução é mostrada por tipo de lâmpada. Temos desdeas primeiras incandescentes até as últimas; das primeiras halógenas até as mais recentes; das primeiras fluorescentes até as mais recentes e assim por diante além de expor todos os tipos de lâmpadas:

Um elemento bastante interessante é o expositor sobre o IRC. Temos três nichos, cada um iluminado por uma lâmpada com um IRC:

Observando-os (na foto não ficou muito visível a diferença) você consegue perceber claramente a importância do bom IRC. Mas tirei essa outra foto mostrando dois deles:

Você sabe dizer qual braço está sendo iluminado por uma lâmpada com maior IRC?

Outro elemento que chama muito a atenção é uma lâmpada fluorescente tubular desenvolvida pela Philips especialmente para o Museu. Trata-se de uma lâmpada comum, porém ela está sem o revestimento de fósforo (aquela “capa” branca que vemos). Assim, quando acesa vemos o fluxo (um risco) do raio ultravioleta em seu interior:

Gente, isso é “lindo de doer”!!!! É para ficar parado na frente dela, olhando, e olhando, e olhando e viajando… Não faz parte da linha de produção e tampouco encontra-se à venda. Também SE – se somente SE – fôssemos aplica-la num projeto, seria para algo meramente decorativo…

Tem também toda a parafernália LED e fibra ótica exposta onde o visitante tem a possibilidade de conhecer o equipamento e visualizar produtos aplicados pelo espaço:

E, claro que não poderia faltar, um espaço para nos fazer refletir sobre a importância da reciclagem das lâmpadas e sobre a sustentabilidade afinal, lidamos e convivemos com produtos agressivos e/ou nocivos ao meio ambiente e à nossa vida:

Enfim, este Museu mostra claramente que A LÂMPADA É

Pois, quem aqui consegue imaginar a humanidade vivendo sem a luz?

Acesse o site do Museu da Lâmpada, agende a sua visita e deleite-se nesse espaço feito para conhecer e para o conhecimento!!!

A Bruninha (olha a intimidade ahahaha) irá recebê-los com esse sorriso lindo e uma simpatia ímpar!!!

E já vou avisando: a Bruna entende muito mais de lâmpadas e iluminação do que muitos profissionais da área rsrsrsrs.

Ah, claro que eu não poderia deixar de citar que o projeto de LD foi feito pelo Everton Cordeiro, projetista da Gimawa.

Um outro detalhe: o sucesso do Museu é tanto que ele mal nasceu e já está prestes à ser ampliado!!!!

Pensam que acabou??

Que nada!!!

Tem mais!!!

A Gimawa, junto com o Museu da Lâmpada ainda montou um auditório onde estão sendo oferecidos cursos de iluminação!!!

Para vocês terem uma idéia, a Philips que teve o LAC (espaço físico) desativado, está começando a oferecer seus cursos lá, a Fasa fibra ótica também e adivinhem???

Fui convidado para ministrar cursos lá também!!!

(UEBAAAA!!!!)

Para ver a grade de cursos já disponíveis acesse esse link.

Finalizando, gostaria – e é mais que necessário – deixar uma nota:

Em nosso mercado brasileiro onde temos empresas (lojistas, fabricantes, etc) nacionais e multinacionais, que movimentam milhões de dólares – algumas mensalmente – ver uma ação desta importância surgir de uma empresa de pequeno porte (se comparada às grandes) deve ser motivo de orgulho não só para ela, para mim, para as revistas e para os visitantes.

Isso deve ser, com urgência, reconhecido pelos governos estadual e federal e também, principalmente, pelas Universidades dando um Título Honorífico à Gimawa Materiais Elétricos dada a importância deste empreendimento que é, aberto ao público e não cobra ingresso, apenas um pré-agendamento pelo site.

Para mim, a Gimawa merece um prêmio diamante, uma distinção de honra e todo respeito e louvor de todos nós cidadãos brasileiros!!!

É motivo de orgulho nacional!!!

Outro detalhe: se você tem filhos em idade escolar e é de São Paulo, a Bruna me falou que eles estão começando a agendar visitas monitoradas para escolas, principalmente as públicas. É só conversar com os professores e direção da escola e pedir para entrer em contato com ela para agendar.

Bom, é isso gente. Não tinha como fazer um post menor. Espero que tenham gostado!!!

Reader: cores e mais cores

É, resolvi fazer um post mais leve baseado em meu reader já que andam me chamando de ranzinza (ah ah ah). Vamos então a um post sobre o uso de cores e outros detalhes interessantes que encontrei em meu reader hoje. Quem vai gostar é a minha amiga mega colorida Joyce Diehl:

foto 1 – woodmat1

Simples, alegre, divertido, customizável nas cores. Adorei!!!

foto 2 – Corian Loves Missoni

Quem já trabalhou com este material conhece bem suas características físicas como a sua resistência e durabilidade. Isso possibilita a sua aplicação em áreas perigosas e problemáticas como os banheiros. Porque não tornar os banheiros mais alegres, usar e abusar dos geometrismos na paginação?

foto 3 – Hot Paper Restaurant

Eu simplesmente amei o detalhe da parede com built-in.

Podemos chamar este elemento de “sanca de parede”?

Para facilitar as coisas, sim.

Como podem perceber, é um ambiente sóbrio. Mas a cor entra sutilmente neste elemento de parede quebrando a seriedade do espaço tornando-o mais leve.

foto 4 – Acne Store

Gritante e berrante sobreposição de tons de vermelhos.

Achou pesado?

Eu não.

Na verdade eu amo estas ousadias que, infelizmente, poucos clientes permitem.

foto 5 – house beautful banheiro

Perceberam a leveza desta cor aplicada neste banheiro? Relaxante e suave.

Outro detalhe é a brincadeira gráfica do revestimento das paredes.

Show!!!

foto 6 – quarto Contemporary Condo

E quem falou que o preto não é cor? (tou brincando ok teóricos chatos de plantão!)

Quem estudou comigo e teve aulas com um determinado professor vai entender esta frase:

“Olhem o lilás das flores….. que lindo… perfeito… é o ponto focal…”

AHAHAHAHARRRRRRRRRRRGH!!!

Agora, parando de brincadeira, sim o preto é cor pigmento. Sóbrio e sério como o perfil de muitos clientes. Porém, culturalmente, aqui no Brasil ele ainda é relacionado com um lado não muito agradável da vida: a morte, o doloroso luto (credo, que incoerência entre os termos vida e morte).

Mas ele é “chique no úrtimo” e a garantia de espaços lindíssimos. Outra prova disso vocês podem ver neste post sobre o ateliê do artista plástico Jadir Battaglia.

Eu adoro!!!

foto 7 – a arte dos dedos mágicos de Judith Ann Braun

Não consigo expressar tamanha surpresa e admiração ao descobrir esta artista. Sugiro que visitem o site dela para conhecer outros trabalhos e mais detalhes sobre a sua arte “digital”

foto 9 – Sala

A beleza está nos detalhes que alegram e personalizam os ambientes.

;-)

As fotos à seguir vieram do excelente Retail Design Blog by Artica que conheci este final de semana. Já entrou para meu reader e para o blogroll aqui do blog!!!

Foto 10 – “SUPER by Dr. Nicholas Perricone” store by Janis Bell Design, Malibu

Duas considerações sobre este projeto:

1 – a deliciosa mistura de cores tem tudo a ver com a empresa: se observarem atentamente irão perceber que cada cor utilizada nos módulos é a mesma que está presente na embalagem dos produtos expostos em cada um deles.

2 – a perfeição do IRC do projeto de iluminação garantindo a fidelidade exata da reprodução das cores do ambiente e das embalagens/produtos.

PERFECT!!!

;-)

foto 11 – Etch Web lamp by Tom Dixon

Luz e texturas ou luz e sombra brincando, dialogando numa perfeita interação.

foto 12 – Aurelia lamp by QisDesign

Luz e cor ou, luz é cor. Não importa.

Observando bem percebemos que esta é uma luminária que, apesar de ter a luz mais aberta (espalha-se pelo ambiente) não interfere tanto em outros efeitos que podemos utilizar no restante do ambiente.

foto 13 – Luxury cladding collection by Lithos Design

Olha o preto aí de novo, mas desta vez sem o seu fiel escudeiro branco e sim acompanhado do dourado…

Confesso que demorei um pouco para entender o que é este revestimento mesmo observando as fotos mas próximas.

Pelo que entendi (em meu inglês nem tão perfeito), trata-se de placas cerâmicas pretas e os círculos dourados são, na verdade, “entalhes”.

Possuem duas opções de cores: preto com dourado e preto com prata.

Vertiginosamente lindo!!!

fotos 14, 15 e 16 – Dent Cube by Teruo Yasuda for Inax

Quando vi este produto me lembrei na hora do revestimento da TWBrazil que usei na mostra e que agora está aqui em casa num painel de TV na sala.

Só que este não é de madeira. Porém ele é um produto muito versátil podemdo ser aplicado de diversas formas e pode ser customizado em suas cores como podem observar nas duas fotos a seguir:

Para os que buscam possibilidades em paisagismo vertical.

Para os que buscam mais alegria e cor nos ambientes.

Finalizando, deixo alguns vídeos para apreciação de vocês.

Primeiro, três vídeos do The Creators Project:

E agora vejam este desfile. Passarela limpa, estrutura simples e um elemento excelente como pano de fundo:

Aproveito para deixar um exercício de observação: estes quadros no piso da passarela, do lado direito, são o que? Projeção, elemento físico (algum material aplicado) ou o que?

Espero que tenham gostado.

Até o próximo post!!!

;-)

Comemoração 1MI: duas bolsas integrais do LightingNow!!!

Pois é, mais um presente para vocês em comemoração à marca de 1MI de acessos!!!

O nosso parceiro LightingNow – Portal de Iluminação, me cedeu DUAS BOLSAS INTEGRAIS para o workshop online “Automação para edificações eficientes“.

Para concorrer basta seguir estes passos:

1 - Participar do grupo Design: Ações e Críticas, lá no facebook;

2 - Participar do grupo Lighting Design Brasil, lá no facebook;

3 - Adicionar o perfil do LightingNow no facebook;

4 - Copiar e colar aqui nos comentários a frase: “Eu quero ganhar a bolsa do LightingNow“.

E pronto.

Depois disso é só torcer e aguardar.

O sorteio que será realizado no dia 20/03/2012 às 20:00 horas.

O sorteio será através do site Random.org respeitando a ordem de chegada dos comentários.

Boa sorte a todos!!!

;-))

.

E os dois sortudos foram:

1ª bolsa vai para a Lisiane

Parabéns!!!

2ª bolsa vai para Rodrigo Mendes.

Parabéns!!!

Solicito aos dois que entrem em contato urgente com o Alexandre do Portal LightingNow (mkt@lightingnow.com.br) para realizar as suas inscrições informando que foram sorteados aqui no blog.

Quem não foi sorteado e deseja fazer o curso é só se inscrever pelo site do curso.

Abraços e até o próximo sorteio!!!

Curso on-line: Automação para edificações eficientes. LightingNow

Você sabe como transformar seu projetos em Espaços Sustentáveis?   Pois o LightingNow traz até você a oportunidade de aprender mais sobre este assunto através de um workshop online.

Objetivo:

O Workshop On-Line tem por objetivo, trazer informações relevantes sobre o tema Automação para Edificações Eficientes, de maneira simples, clara e fácil aos profissionais do mercado, buscando um melhor entendimento sobre o assunto e promovendo cultura orientada à inclusão destes conceitos em seus projetos.

O Instrutor José Roberto Muratori

Engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) com especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas.
Atua há mais de dez anos na área de Automação Residencial e Tecnologias para Habitação. É presidente e membro fundador da AURESIDE, Associação Brasileira de Automação Residencial.

Público-Alvo:

Profissionais da área de Arquitetura, Decoração, Iluminação e Sustentabilidade;
Profissionais da área de automação residencial e predial;
Profissionais da área de energia (geração, transmissão e distribuição);
Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.

O Programa

1º Módulo – Perfil do consumo de energia
Dados quantitativos e qualitativos
Matriz de geração e distribuição
Políticas governamentais
Posição das concessionárias
Smart Grid
Tendências mundiais

2º Módulo – Novas tecnologias e mudança de hábitos
Consumidor de energia x consumidor de tecnologia: comparativo
A aceitação da tecnologia
Mudanças de prioridades
Introdução de novos produtos e serviços
Experiências piloto em andamento

3º Módulo – Oportunidades de novos negócios ligados à eficiencia energética
Projetos inovadores
Serviços inovadores

4º Módulo – Apresentação e discussão de casos
Empreendimentos corporativos
Empreendimentos residenciais
Residências unifamiliares

Formato:

O workshop será ministrado no formato de vídeo-aulas* e está dividido em 4 módulos com início em 26/03 e vai até 20/04 (4 semanas).

A cada semana (segunda -feira) será disponibilizado um novo módulo que o participante pode assistir nos dias e horários que mais lhe agradar.

Durante a semana, o participante pode tirar suas dúvidas sobre o conteúdo exposto com nossos especialistas pelo próprio site.

Todas as aulas ficarão disponíveis para consulta até o final do último módulo.

Mais informações:

Workshop Automação para Edificações Eficientes
Data: de 26/03 a 20/04
Onde: Evento On-Line (internet)
Valor: R$ 49,90

Inscrições: clique aqui.

*Para acessar o conteúdo, seu PC ou Tablet deve aceitar Flash. Faça um teste rápido e veja como será ministrado este curso, CLICANDO AQUI!

2ª Expo Virtual de Iluminação Sustentável – LightingNow

O nosso parceiro Portal LightingNow está lançando a segunda edição da sua Exposição Virtual. Isso demonstra o grande sucesso desta idéia tanto junto aos fornecedores quanto ao público.

A idéia é simples: fornecedores adquirem seus estandes virtuais, montam os mesmos e o público visitam a feira através de sites elaborados especificamente para este fim. Veja um exemplo de estande virtual aqui.

Não há necessidade de instalação de nenhum software. A Expo pode ser acessada de qualquer equipamento conectado a internet, seja ele um computador, tablet ou celular. E ainda tem mais: ela fica disponível 24h por dia!!!

Para vocês terem uma idéia da dimensão deste evento, observem os números da primeira edição:

Os Números da 1ª Edição:
16.000 visitas ao portal
6.791 visitantes na expo
43.745 páginas visitadas
550 profissionais no Workshop

Os Expositores
GE
PHILIPS
BRILIA
LIGHT DESIGN
INTEGRATTA
LEDPLUS
LUME ARQUITETURA
EFILUX
SSL LEDS
UTILUZ
ILUFLEX

Lembrando que todo o público é formado maciçamente por profissionais ligados à iluminação

Quais as vantagens desta exposição virtual?

Benefícios p/ Expositores

Baixo Investimento
Abrangêcia Nacional e Internacional
Sem locação de “Chão” e Montadora
Sem despesas com Viagens e Staff
Sua empresa não “pára” em virtude da Expo
288 horas disponíveis à visitação
Sem produção de Gráfica p/ Visitantes
Sem consumo de Energia Elétrica
Evento Sustentável

Benefícios p/ Visitantes

Visitação com horário flexível (24 horas)
Otimize de seu tempo (visite quando puder)
Sem despesas com Viagens e Hospedagem
Sem a ausência de seu Trabalho ou Faculdade
Material por Download (sem papel)
Interação com os Expositores
Vídeos, Animações e Apresentações
Informações atualizadas em tempo real
Evento ambientalmente correto

O que pode ser disponibilizado no Stand Virtual?

Apresentação de sua Empresa
Catálogos
Folders de Lançamentos
Fotos de Produtos e Institucionais
Cases de Sucesso
Vídeos em Geral
Apresentações em Power Point
Downloads Diversos
Links Externos
Contatos Comerciais e tudo mais que puder ser “virtualizado”

A Feira Virtual é uma oportunidade única para disponibilizar ao público visitante, tudo o que um “Stand Convencional” pode oferecer, porém com um custo infinitamente inferior.

Entre em contato com o Departamento Comercial e conheça a proposta exclusiva para disponibilizar o seu Stand Virtual na 2ª Edição.

Materiais: madeirados e lenhosos II

Dando sequencia à série de posts sobre materiais, vamos finalizar esta parte sobre madeiras e derivados.

Diante de algumas necessidades e demandas do mercado, outros produtos foram sendo desenvolvidos tendo como base a madeira maciça. De questões como valor (barateamento) aos ligados diretamente à sustentabilidade, vários foram os que moveram a indústria à desenvolver novos materiais.

Dentre os principais derivados da madeira atualmente temos:

AGLOMERADO

O aglomerado é uma chapa com miolo composto de resíduos de madeira como pó e serragem. No processo de fabricação são adicionados resina e cola. Após a prensa se transforma em painel de madeira.

Não possui um acabamento dos mais bonitos mas pode receber qualquer tipo de revestimento.

É bastante utilizado na fabricação de móveis de baixa qualidade. Geralmente a montagem é feita com cavilhas e cola pois o uso de pregos e parafusos não é recomendado devido ao risco de ocorrerem rachaduras.

Encontramos no mercado chapas no tamanho-padrão de 2,75 m x 1,83m e espessuras que variam de 0,6 mm a 30 mm .

Material com baixíssima resistência à água.

MDF

MDF é a abreviação de Medium Density Fiberboard ou Fibra de Média Densidade.

É um painel de fibras de madeira e tem composição homogênea em toda a superfície e em seu interior. Bastante resistente e estável, características que tornam possível obter excelentes acabamentos onde quer que este material seja aplicado.

Dentre as chapas, é o material que mais se aproxima da madeira maciça com relação às possibilidade de manuseio e uso, que são muitas: pode ser pintado, laqueado, cortado, lixado, entalhado, perfurado, colado, pregado, parafusado, encaixado, moldurado. Apesar de todos estes processos que ele pode vir a passar, permite sempre um excelente acabamento tanto com equipamentos industriais quanto com ferramentas convencionais para madeira.

Encontramos no mercado chapas que variam em espessura (3, 6, 9, 18, 20, 25, 30 e 35mm). Cada uma tem uma aplicação específica e seu uso depende da observação das características e propriedades de cada fabricante.

O MDF tem nas faces maior densidade que a camada interna.

Se você não sabe como ele é produzido, este vídeo da Masisa irá te mostrar:

De um modo geral temos propriedades em comum entre todos os fabricantes:

Flexão Estática: O mesmo processo da madeira maciça. (ver post anterior)
Tração Perpendicular: O mesmo processo da madeira maciça. (ver post anterior)
Tração Superficial: quando submetemos a superfície à uma força de tração aplicada perpendicularmente ao plano da face, para promover o arranque de uma determinada área da camada superficial.
Arranque de Parafuso: É a resistência que um corpo oferece ao arrancamento de um parafuso, colocado na superfície ou topo, quando submetido a uma força de tração. No entanto, arrancamanto não deve ser confundido com espanamento. Com o tempo, por ser um material poroso, é normal que o buraco comece a aumentar ante o esforço.

Importante:

Este é um material que não resiste à ação da água e nem aos cupins.

Ao absorver a água, as fibras que compõem a chapa incham. Se este for um processo permanente ou que ocorra sistematicamente o material certamente será danificado.

Se o ambiente onde o móvel for instalado estiver contaminado por cupins, estes certamente irão atacar o móvel também pois trata-se de madeira.

O MDF não é mais ou menos resistente que os outros materiais derivados da madeira maciça. O que pode torna-lo mais ou menos resistente são detalhes técnicos: projeto do móvel, execução e ferragens utilizadas.

Como todo material, o MDF também sofre interferências de fatores externos.  Calor e frio provocam o inchamento e achatamento do material. Portanto, muito cuidado ao projetar grandes áreas. Para evitar aberturas nas juntas de placas, o ideal é que se projetem juntas de dilatação ou a aplicação de frisos para escondê-las.

O MDF é encontrado com ou sem revestimento:
- Com revestimento melamínico em Baixa Pressão (BP)
- Com revestimento Finish Foil (FF)
- Ou sem revestimento, pronto para aplicação de Lâminas de Madeira, Laminados de Alta-Pressão ou Pintura e Impressão.

MDP

MDP é a abreviação de Medium Density Particleboard, ou Painel de Partículas de Média Densidade.

Difere-se do MDF por ser formado por partículas de madeira em camadas, ficando as mais finas nas superfícies e as mais grossas no miolo. O processo de fabricação é o mesmo que o do MDF.

O consumo de madeira para a fabricação do MDP é menor que na fabricação do MDF tornando-o, portanto, mais ecologicamente correto.

Suas principais características são:

- Alta densidade das camadas superficiais, garantindo acabamento superior nos processos de impressão, pintura e revestimentos;
- Produção através de 3 camadas: colchão de partículas no miolo e camadas finas nas superfícies;
- Homogeneidade e grande uniformidade das partículas das camadas externas e interna;
- Propriedades mecânicas superiores: melhor resistência ao arrancamento de parafuso e menor absorção de umidade e empenamento; Porém não é imune à ação da água.

O MDP é especialmente indicado para a produção de móveis de linhas retas ou com formas orgânicas, desde que não exijam usinagens em baixo relevo, entalhes ou cantos arredondados. Para estes casos o melhor é o MDF.

Principais aplicações: Portas retas, laterais de móveis, prateleiras, divisórias, tampos retos, tampos pós-formados, base superior e inferior, frentes e laterais de gavetas.

Também não é resistente à água e pode sofrer contaminação por cupins.

O MDP é encontrado com ou sem revestimento:

- Com revestimento melamínico em Baixa Pressão (BP)
-Com revestimento Finish Foil (FF)
- Ou sem revestimento, pronto para aplicação de Lâminas de Madeira, Laminados de Alta-Pressão ou Pintura e Impressão.

OSB

OSB significa Oriented Strand Board, ou Painel de Tiras de Madeira Orientadas. É um produto de grande resistência mecânica, versatilidade e qualidade absolutamente uniforme. Por suas características é tratado como um painel estrutural.

O OSB é um painel de madeira impregnado com resina sintética, feita de três camadas prensadas com tiras de madeira ou strands, alinhados em escamas, de acordo com a EN 300 OSB (Norma Européia).

Dependendo do tipo da liga, ele pode ser usado em condições secas (OSB/2) ou úmidas (OSB/3 e OSB 4), de acordo com o DIN 68800-2 (Norma Alemã) que fala sobre a preservação da madeira. A aplicação de cola líquida assegura um equilíbrio do conteúdo de umidade similar à umidade predominante de 8 +/- 3%.

Vantagens que o OSB oferece:

- inexistência de espaços vazios em seu interior;
- inexistência de nós soltos ou fendilhados;
- sem laminação;
- qualidade consistente e uniforme;
- tem espessura perfeitamente uniforme e calibrada (menos perdas);
- maior resistência a impactos;
- excelentes capacidade de isolamento termo-acústico;
- rigidez instantânea no uso para  “steel-framing construction”;
- preço mais competitivo e atrativo;
- visual esteticamente atrativo  e agradável.

Principais aplicações: paredes, tetos, base de pisos para a aplicação de carpetes, pisos de madeira, ladrilhos, etc; tapumes e barracões de obras; Pallets tipo container.

Encontramos no mercado algumas variedades (de chapas para diferentes aplicações) deste produto. A empresa Global Wood, por exemplo, disponibiliza as seguintes variações:

- LP TechShield são painéis de LP OSB revestidos em uma das faces com foil de alumínio que garante uma menor absorção do calor proveniente dos raios solares. O LP TechShield pode ser aplicado sobre telhados ou em paredes, melhorando o desempenho térmico das construções.
- Top-Form é um painel OSB específico para uso em fôrmas de concreto. Bitolado e esquadrejado, apresenta resistência mecânica e baixos índices de inchamento.
- OSB Canteiro tem o aspecto natural do OSB. Sua alta resistência, à ação das chuvas, assegura durabilidade e boa aparência durante toda a obra.
- OSB tapume é utilizado na montagem de tapumes, barracões de obras e bandejas de proteção.
- OSB Indu-Plac é um painel produzido com resinas potentes. Apresenta uma variedade de espessuras que permitem diversos usos.
- OSB Home Plus Estrutural possui bordas seladas com impermeabilizante, garantindo maior resistência à umidade. Otimiza materiais e mão-de-obra, tendo a opção de encaixe macho-fêmea e garantia estrutural de 20 anos para o sistema steel-framing, além da garantia anti-cupim por 10 anos.

As espessuras das chapas variam de acordo com o tipo das mesmas. Mas de uma maneira geral encontramos chapas de 8 a 30mm.

LAMINADO

Vou deixar para falar sobre eles no post sobre pisos ok?

É bom sempre ressaltar que para a durabilidade da aplicação destes produtos temos de considerar sempre:

- condições térmicas e de umidade do ambiente projetado
- qualidade do projeto
- qualidade e especialização da equipe de produção
- ferragens utilizadas (um dos próximos temas desta série de posts)

Bom pessoal, por hora é isto. Espero que ajude vocês em seus projetos.

Até o próximo post onde falarei sobre os seguintes revestimentos:

- laminado melamínico
- laminados AP, BF e FF
- laminado formplast !!!

See you!!!

;-))

Materiais: madeirados e lenhosos I

Bom, vou começar uma sequência de posts seguindo esta linha: apresentando os principais materiais e outros nem tanto que podemos (e devemos) usar em nossos projetos. Sei que nas universidades muitos professores desta disciplina simplesmente largam os alunos à própria sorte, não compartilham conhecimentos e ainda tem a cara de pau de dizer que os trabalhos estão muito básicos… Como primeiro post da série, entram então os madeirados e lenhosos ou seja: as madeiras maciças.

Madeira maciça

Este é, sem sombra de dúvida, o material mais nobre de todos dentre aqueles usados nos projetos. Porém, dada a sua escassez e, por vezes, proibição legal de corte por causa do desmatamento e da demora de crescimento de novas mudas (reflorestamento), acaba ficando bastante cara tornando inviáveis alguns projetos.

Existem dois tipos de madeira: as coníferas e as folhosas. Lembram-se das aulas de biologia???

Um detalhe interessante à ressaltar é a Higrospicidade, que é a capacidade de absorver umidade do ar e de perdê-la por evaporação, e todas as madeiras são higroscópicas. Daí a necessidade de tratamento correto delas para o uso.

A diferenciação na coloração, durabilidade e resistência mecânica variam muito entre as espécies. Algumas apresentam excelente resistência à tração e torção por serem duras e outras já são mais frágeis. Algumas são mais resistentes à água e outras sofrem sérios danos quando em contato com a menor quantidade dela.

A madeira apresenta duas formas de resistência:

- a mecânica: que é a sua capacidade para suportar cargas ou forças;
- a deformação: que determina em qual proporção a madeira é comprimida, fletida ou distorcida sob carga ou força. Esta pode ser de dois tipos:
- deformação elástica: sofre mudança na forma instantaneamente.
- deformação reológica: sofre mudança com o tempo de aplicação da carga ou força sobre a madeira.

Como a grande maioria dos materiais, ela também sofre alterações provocadas por fatores externos (chuva, sol, vento, etc). A retratibilidade e o inchamento se fazem presentes neste material. E as propriedades mecânicas dependem das direções principais de corte efetuado na madeira.

A madeira apresenta três planos ortogonais de corte principais:

Plano RT (corte transversal) é aquele que evidencia os anéis da madeira.
Plano LR (longitudinal à partir da medula) é aquele que evidencia linhas aproximadamente paralelas.
Plano LT (longitudinal tangente à casca) que evidencia linhas sinuosas superpostas.

A madeira é um material elástico e sempre que sofre sobrecargas, se deforma. Dependendo da carga ela pode ou não romper-se. Quanto maior a carga, maior o risco dela se quebrar, pois os danos na sua estrutura interna foram intensos e excessivos. Quando a carga não atinge o limite elástico da madeira, ainda é possível recuperá-la.

No corte paralelo às fibras, temos uma madeira com maior resistência.

Já no corte na direção normal às fibras, a resistência é bem menor.

Segundo Hellmeister (1982) a densidade (porosidade) é a propriedade física mais significativa da madeira destinada à construção civil, à fabricação de chapas ou à indústria moveleira. Desta propriedade dependem todas as outras três propriedades de resistência da madeira:

- Compressão:
Cargas que provocam o encurtamento do material (Ex: uma prensa).
Na compressão paralela às fibras temos uma maior resistência.
Na compressão perpendicular às fibras temos uma menor resistência.
Esta é, talvez, a maior propriedade da madeira. Blocos de algumas espécies, com umidade controlada e 15cm de espessura podem suportar até 20.000Kgf.

- Tração:
São as situações que exigem o alongamento do material. Estra é a maior propriedade da madeira.
Na tração paralela às fibras temos uma maior resistência.
Já na tração paralela às fibras temos uma menor resistência.

- Flexão:
São as cargas que provocam o encurvamento do material. Nesta ação temos a combinação de compressão e de tração agindo ao mesmo tempo.

A NBR 7190/1997 estabelece a caracterização completa das madeiras pelas seguintes propriedades.

Temos também outras características importantes para a área de interiores e que devem ser observadas, como nos mostra o site Guia do marceneiro:

CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS
As madeiras apresentam algumas características que auxiliam no processo de identificação: são as chamadas características sensoriais, isto é, que podem ser reconhecidas pelo órgãos dos sentidos, como cor, cheiro, sabor e brilho.
Cor - É uma das propriedades da madeira diretamente relacionada ao seu uso, principalmente como elemento decorativo.
A coloração da madeira origina-se normalmente dos pigmentos e outros materiais, como taninos e resinas, que se fixam principalmente no cerne.
A cor é alterada pela incidência da luz solar, pelo teor de umidade e pela exposição ao ar.
A madeira escurece devido à oxidação de componentes orgânicos.
O aspecto acinzentado da madeira velha se deve ao fato de as fibras de celulose da superfície se soltarem.
Isso acontece principalmente quando a madeira não recebeu verniz, tinta ou outro tratamento superficial preservativo.
Para identificação, a cor pode ser observada na superfície do cerne recém-polido com uma navalha.
Madeiras identificáveis por sua cor típica são o pau-rosa, o pau-amarelo e a braúna preta.
Cheiro - A presença de compostos orgânicos determina o cheiro da madeira.
Essas substâncias em geral são encontrada no cerne, o0nde o odor é mais pronunciado.
É possível identificar algumas espécies de madeiras apenas pelo seu odor característico.
Alguns exemplos de espécies com cheiro agradável são os louros e o cedro.
A cupiúba tem odor desagradável.
O piquiá tem cheiro suave de fermento ou vinagre; a cerejeira tem odor agradável, lembrando baunilha.
O cheiro também determina o uso da madeira, pois caixas para embalagens de alimento, por exemplo, não podem ter odor algum.
Sabor - O sabor ou gosto da madeira está relacionado com o seu cheiro e em geral é mais pronunciado em madeiras verdes ou recém-cortadas.
Madeiras com altos teores de tanino, por exemplo, têm sabor amargo.
Alguns exemplos são a peroba-rosa e o angelim amargoso, de sabor amargo; o Pinus elliottii, resinoso; o angico-vermelho, adstringente; a canela-sassafrás, ligeiramente picante; a cerejeira, adocicado.
Brilho - É a propriedade de as paredes celulares da madeira refletirem a luz. Em geral as madeiras são mais brilhantes nas fases radiais.
Espécies consideradas brilhantes são a itaúba e a canela.”

Lâminas

Além da madeira maciça, temos as lâminas de madeira natural que podemos aplicar nos projetos.

Seja para revestir uma parede ou um móvel, ou ainda para criar acessórios aproveitando-se de sua elasticidade, o seu uso deve considerar a base onde este material será aplicado.

Superfícies de materiais que trabalham muito (expansão/retração) não são uma boa área para uso destas lâminas, pois as mesmas podem rachar estragando o acabamento. Também é importante ressaltar que para melhores resultados, as áreas à serem revestidas não devem ser muito grandes. As lâminas podem soltar-se, rachar e, como qualquer madeira, empenar caso não esteja totalmente seca.

Elas são originárias das placas de madeira maciça de onde são extraídas através do processo de descascamento (laminação) e podem ser encontradas em chapas de 2 ou 3mm de espessura.

Sua aparência dependerá da região onde a laminação foi feita.

Se esta vier do caule, temos a lâmina com aparência natural de madeira.

Já a laminação da área das raízes nos fornece a rádica.

Aproveitando a maravilhosa biblioteca que é o site Guia do Marceneiro, vale ressaltar aqui alguns cuidados fundamentais para a escolha e compra de madeiras:

CARACTERÍSTICAS E PRECAUÇÕES
Madeira peluda:
Madeiras com “pelos” nas bordas, também conhecidas como “miolo” ou “bica”, são muito ruins para se trabalhar, além de empenarem muito, ainda há o problema do acabamento, pois, não se consegue um acabamento polido nesse tipo de madeira.
Independente da madeira que se compre, deve-se observar com cuidado esse detalhe em todas elas.
Madeira empenada:
Madeiras empenadas quase sempre apresentam problemas mesmo após o seu aplainamento na desempenadeira.
Algumas vezes elas voltam a empenar, principalmente quando cortadas na serra estacionaria.
Madeira com nós:
Madeiras que apresentam “nós”, quando trabalhadas costumam rachar e até mesmo perder o nó, deixando um buraco no lugar.
Madeira rachada:
As madeiras rachadas não oferecem grande aproveitamento, mesmo se tentarmos contornar as rachaduras podem ocorrer novas rachaduras ou ainda o agravamento de outras .
Madeiras sósias:
Madeiras sósias, ou seja, madeiras que se parecem muito umas com as outras, são muito comuns nas lojas.
Algumas vezes nem mesmo seu vendedor de confiança saberá a diferença.
Um bom exemplo é o mogno, que tem vários sósias bem parecidos tais como o louro rosa, o cedro vermelho, o Jitó e etc..”

Finalizando esta parte sobre madeiras maciças, lembro que de nada adianta você projetar com madeira maciça fazendo seu cliente gastar muito dinheiro, se não educa-lo sobre os cuidados e a manutenção do material. Novamente, dicas diretas do site Guia do Marceneiro:

Como começam os danos?
 Com o passar dos anos a madeira tende a perder suas características, principalmente se estiver exposta aos raios solares e a umidade.
Os raios solares possuem raios ultravioletas que descolorem e ressecam a madeira. Já o excesso de umidade apodrece a madeira.
Buracos feitos por insetos
Para desaparecer com pequenos buracos feitos por insetos, podemos utilizar palitos ou pequenas lascas de madeira para tampá-los.
Para isso aplique cola dentro dos buracos, a seguir enfie os palitos com força e deixe secar.
Depois de seco corte os palitos junto á tábua e lixe com lixa fina para acertar.
Amassados e marcas
Marcas feitas na madeira por objetos pontiagudos podem ser retiradas da seguinte maneira :
Coloque um pano molhado sobre o local marcado, depois passe um ferro elétrico (ferro de passar roupas) bem quente sobre o pano até que a marca desapareça.
Riscos e Arranhões
A madeira quanto mais macia, mais marcada pode ficar com um golpe de uma cadeira ou a queda de um objeto mais duro sobre ela e etc.
Para retirar uma marca quanto mais rápida for a ação mais chances teremos de sucesso.
Comece por retirar o polimento ou verniz do lugar onde foi feita a marca.
Faça uma boneca ( prepare uma bola pequena de algodão, estopa ou pano, coloque dentro de um pano macio e torça podendo mesmo dar um nó para que fique firme e fácil de manipular) .
Prepare com cuidado um recipiente com água fervendo.
Molhe a boneca nesta água e aplique encima da marca, tenha cuidado para que não escorra encima de outros lugares, poderá manchar uma parte do móvel que esta perfeita.
Não deixe a água esfriar, é muito importante que esteja todo o tempo “fervendo”, vá aplicando até que a marca tenha desaparecido.
Deixe secar espontaneamente (pelo menos 12 horas), depois de bem seco passe uma lixa fina para conseguir o nivelamento da região afetada com o resto da madeira em volta. Dê acabamento.
Fungos (mofo), Brocas e Cupins
Prevenir é a única solução, para isso, as madeiras novas devem ser protegidas com imunizantes que podem ser adquiridos nas lojas.
Deve ser aplicados em toda a madeira ou conjunto de madeiras (cadeiras, camas, mesas, etc.) conforme especificação do fabricante.
A aplicação normalmente é feita com pincel ou bomba de spray em todos os lados do objeto.
Trabalhe numa área ventilada, longe de crianças e animais domésticos, proteja os olhos, as mãos e vias respiratórias, estes produtos são muito tóxicos.
Preste muita atenção ás recomendações dos fabricantes.
Fungos (mofo)
Os ataques de fungos, que causam o apodrecimento da madeira, são o resultado da permanência no sol ou na chuva.
Ficar ao tempo é o principal fator para o aparecimento de grandes quantidades de fungos.
Alta umidade e calor também colaboram. Além do empenamento das madeiras pelas constantes mudanças climáticas.
A melhor solução para madeiras expostas são os vernizes, fáceis de aplicar com pincel, isolam e protegem a madeira do tempo, com grande elasticidade acompanham a dilatação retração da madeira.
A manutenção também é extremamente fácil, uma vez que se aplica uma nova camada encima da anterior.
Os vernizes em geral já contém inseticidas e fungicidas.
Brocas
podem atacar todo o tipo de objeto em madeira e papel, fazendo verdadeiras avenidas no interior de moveis ou livros.
A indicação que o lugar esta tomado pelas brocas, é o aparecimento de quantidades de “areia” e “poeira”(de madeira) junto ao objeto infestado.
O cupim
Ele se instala no interior da madeira seca e uma das poucas maneiras de saber que ele esta lá é pelo aparecimento de camada de pó de madeira (parecido com areia) no chão embaixo do local da infestação.
Qualquer objeto pode estar infestado pelos cupins, portas, rodapés, moveis, forros, etc.
Na madeira úmida ou molhada (enterrada) o cupim é mais difícil de ser descoberto.
Afinal tanto podem ter seu ninho feito “com terra” acima como abaixo do piso.
Mas uma maneira eficaz é verificar se existem sinais de terra fresca, em armários de áreas úmidas como na cozinha, banheiro, área de serviço, caixas de interruptores ou tomadas, rodapés, etc.
Se for descoberta uma infestação, e a injeção do produto não for possível no local, é melhor se aconselhar com um profissional da área.
Nos casos mais graves de “infestação” deve-se injetar o inseticida nos próprios orifícios abertos pelos insetos até ficarem saturados ou fazer vários furos com uma broca bem fininha e injetar o produto adequado, com a ajuda de uma seringa comum. Pode-se também mergulhar por um ou dois minutos (ver indicação do fabricante) a madeira no produto.Depois espere secar bem.
Para a aplicação destes produtos a madeira deve estar limpa, seca e livre de qualquer tipo de acabamento.
Depois de dez dias, se a infestação continuar repita a operação.
Descolamento de laminas de compensado e revestimentos
Se o revestimento ou laminado está se descolando, levante com cuidado para não quebrar.
Tente retirar toda a cola já existente no local descolado, pode raspar com uma faca afiada, lixa, espátula ou usar água bem quente para amolecer a cola.
Depois de secar ou limpar o local passe cola branca (PVA) nas partes a serem re-coladas; junte-as e mantenha sob pressão com grampos ou outro meio (um peso, etc.) e espere secar por 24 horas, em ambiente seco.
Rachaduras
Rachaduras nas extremidades de madeira maciça:
Aplique cola branca no local depois enfie uma cunha feita da mesma madeira e no formato da rachadura, aperte bem no sentido horizontal.
Espere secar e corte o excesso, lixe ou raspe para tirar qualquer diferença.
Sumindo com os “Nós”
A resina de alguns “nós” de madeira, continuam correndo por muito tempo. Algumas vezes os “nós” apresentam rachaduras e as vezes se soltam.
A solução é a retirada do nó e no seu lugar colar uma peça no mesmo formato feita da mesma madeira. Para tirar o nó, dê pancadas leves sobre ele com um martelo e uma cunha de madeira.
Cunhando rachaduras
Para colocar uma cunha de madeira em outra madeira seca ou rachada e não correr o risco de rachar ainda mais, faça o seguinte: coloque a cunha (pedaço no formato da rachadura) em água fervendo e ainda quente embutir na outra madeira já com a cola aplicada.
O mesmo se aplica aos “nós” de madeira.
Pisos de madeira | Assoalhos – Laminados – Tacos – Parquetes
Aplicação de madeira na construção ou revestimento de pisos, é uma das TÉCNICAS mais antigas usada para aquecer e dar conforto em ambientes para moradia.
Assoalhos são feitos de réguas de madeira maciça que podem ter comprimento, espessura e larguras variáveis, conforme a necessidade e a geometria.
Geralmente estas tábuas são aplicadas diretamente sobre contra-piso (piso sem acabamento) e fixadas por barroteamento (pequenos pedaços de madeira embutidos no cimento ao nível do piso, nos quais serão aparafusadas ou pregadas).
Lateralmente, as peças são encaixadas de modo a não deixar qualquer espaço vazio.
A colocação pode ser feita também em diagonal e até mesmo de maneira mista, dependendo somente da capacidade de quem o faz. é muito importante calcular bem a espessura do piso e sua relação com o espaço abaixo (a altura) das portas.
Laminados (tapete de madeira), são réguas resinadas de cerca de 8mm de espessura (existe uma enorme variedade de pisos laminados), que tentam reproduzir artificialmente os padrões da madeira.
São fixadas entre si por colagem e encaixe, em geral coladas diretamente no piso preparado, mas também podem ser colocadas em cima de um assoalho já existente, dependendo das condições encontradas.
Nem sempre o resultado é o mais “natural”.
Tacos são pequenas placas de madeira maciça com tamanhos variáveis, encaixadas e coladas entre si, geralmente são aplicados diretamente sobre contra-piso.
Pode-se escolher o tipo e cor dos tacos, permitindo desenhos e nuances na composição do piso.
Parquetes constituem-se de placas compostas por pequenos grupos de tacos colados, formando uma espécie de mosaico.
Colados diretamente sobre o contra piso, por melhor que sejam as colas sempre existirá a possibilidade de descolagem.
Pode-se escolher o tipo de madeira e cor dos parquetes (que são muito variados), permitindo desenhos e nuances na composição do piso.”

E lembrem-se:

Usem apenas madeiras de demolição ou aquelas com certificado de procedência garantindo assim, a vida em nosso planeta.

Bom, espero que tenham gostado. No proximo post desta sequência escreverei sobre os derivados da madeira (MDF, OSB, etc).

Referências bibliográficas:

- HELLMEISTER, J.C. Madeiras e suas características. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E EM ESTRUTURAS DE MADEIRA,I, São carlos, 1983. Anais. São Carlos: USP, SET, LaMEM, 1983. v.I
- DIAS, FABRICIO MOURA. LAHR, FRANCISCO ANTONIO ROCCO. Estimativa de propriedades de resistência e rigidez da madeira através da densidade aparente. In: SCIENTIA FORESTALIS, n° 65. p. 102-113, jun. 2004.

LD> + e + erros

É, vamos analisar mais algumas imagens para entender onde estão os erros cometidos nos projetos de iluminação dos mesmos?

Porém desta vez vou colocar também imagens de projetos nacionais que encontrei pela web. Vou começar a também usar imagens de projetos nacionais pois tem mais a ver com a nossa realidade.

Começando…

Tudo bem que o quarto é grande e blablabla… Mas este mega lustre aí não tem nada a ver (à não ser com frivolidades e falta de bom senso). Fico imaginando a empregada metendo a cabeça nele toda vez que vai arrumar a cama… Além de que, para um quarto, este tipo de lustre gasta um pouquinho demais de energia elétrica. Aliás, aficiência não é o forte deste projeto, basta olhar as luminárias (se conhece-las bem) e perceber as lâmpadas que elas usam…

Ainda sem sair do quarto, esta outra imagem mostra o erro mais comum que deixa claro que o profissional não entende muito bem sobre conforto lumínico e, consequentemente, projetos de iluminação. Já falei várias vezes sobre este erro aqui no blog. Onde está?

*Respondo no final do post (1)

Como estávamos falando, lá no quarto, sobre eficiência energética, não posso deixar de colocar esta imagem aqui neste post. A altura de instalação das luminárias está legal pois não atrapalha a visualização do outro lado da mesa mesmo com as pessoas em pé. No entanto, vocês contaram quantas luminárias tem sobre esta mesa? 4X5=20 luminárias!!! Cada uma com uma lâmpada bipino. Pelo catálogo da Philips, cada lâmpada dessa consome 40W ou 60W.

Logo, temos um consumo de 800W ou de 1.200W, dependendo de qual delas foi usada, apenas sobre esta mesa!!!! Totalmente absurdo!!!

Vamos dar uma chegadinha até o banheiro?

Bizarro isso!!! Bizarramente descuidado e irresponsável!!!

Lembro que as lâmpadas halógenas esquentam demais atingindo temperaturas absurdas durante o funcionamento. É só chegar perto de uma luminária qualquer que use halógena e perceberão isso. E a pessoa que projetou este banheiro vem e coloca uma cortina de tecido a centímetros da luminária… Depois, quando acontece um incêndio a responsabilidade certamente será do eletricista que instalou mau e porcamente a luminária e provocou um curto né??

#AFF

Vamos pras salas???

Qual a lâmpada destas luminárias???

Exato! AR111.

Coitada da pessoa que se sentar nesta cadeira para apreciar a paisagem ou ler um livro… Pode ser uma boa para quem está em busca de “bronzeamento artificial” ganhando, de bônus, um belo câncer de pele…

Não conhecer o funcionamento dos fachos das lâmpadas bem como não se atentar à questões estéticas e técnicas (especialmente afinação da iluminação) resulta nesse tipo de… de… absurdo estético, pra ser bem legal e nada desrespeitoso…

Ok, o projeto de interiores está lindo!!! Mas aqui, a sanca está (apesar de não parecer na foto) causando um sério problema: ofuscamento. É só olhar para ela e imaginar-se sentado numa daquelas cadeiras.

Esta imagem me lembrou de uma matéria que saiu na Lume Arquitetura, na edição n° 52, falando sobre o uso das cores nos projetos. Aqui, além da cor alterar a obra do artista plástico (certamente sem o seu consentimento), os fachos das lâmpadas distorcem a percepção da obra ao criar pontos luminosos onde, originalmente, não existem. Devemos considerar também a ausência da afinação que percebemos ao olhar o alinhamento dos fachos sobre o quadro e no chão.

Reflexos e mais reflexos, e também, reflexões…

Observem, especialmente, o resultado da iluminação sobre o papel de parede metalizado…

Observem também o foco na tela…

Achou pouco? Tem esta outra foto do mesmo ambiente que mostra mais reflexos:

Como se pode ver, um belo projeto de um decorado nacional, destruído por erros crassos de iluminação… A quantidade de reflexos manchando o teto é absurda!!! E quais os materiais que refletem a luz??? Já escrevi sobre isso várias vezes.

De novo, problemas com materiais reflexivos manchando o teto, estragando o projeto. Outro detalhe: impossível não prestar atenção nas sombras projetadas das telas…

Aqui, de cara, já percebemos dois erros: reflexo no teto e ofuscamento na parede atrás da mesa. Ou dminui-se a quantidade de luz que sai da sanca e banha a parede, ou escureça a parede um pouco para quebrar o ofuscamento. Talvez, se a luz tivesse TC um pouco mais baixa essa sensação não aconteceria pois ficaria mais suave.

Bora cozinhar??

Perceberam que não existe um foco de luz direcionado sobre o fogão? Não, a luz embutida sob os armários não é suficiente. Outro detalhe é a luminária sobre a pia certamente, para dar uma “bossa a mais” ao projeto. No entanto, fico pensando no uso de água quente, o vapor subindo e pegando diretamente na lâmpada e na luminária…

Perceberam também que não há uma iluminação geral para facilitar a limpeza do ambiente?

hum…

O terror da falta de noção sobre fachos, estética e afinação da luz…

#EuHeim!!! =0

E para encerrar, um ambiente comercial…

As sancas e os embutidos já resolveriam o ambiente tranquilamente se tivessem uma luz mais baixa. Mas não, o “proficionau equisperti” (sim fui irônico pois percebe-se que não se entende nada de luz nesse projeto) e que quer ganhar mais ainda em cima dos clientes através das RTs, tem de inventar de meter uma “bossa a mais” no projeto e enfiam mais gastos com peças e acabam chegando a um resultado inútil esteticamente e visualmente. Não percebeu? Outra foto:

Agora, volte na imagem anterior e localize estas luminárias. Percebe como o efeito simplesmente desapareceu? Sabe o porque disso? Uma ampla luz banhando a parede onde estão as luminárias (na verdade são balizadores aplicados de outra forma).

#Fail

É, tá difícil convencer os clientes da importância de um BOM projeto de iluminação (LD) e, principalmente, feito por ESPECIALISTAS, quando as referências que eles encontram na web e nas mídias ditas especializadas ou “as melhores ou maiores” apresentam essas cacas como “o must”.

#AAAAAAAAAAAAFFFFF

*Resposta:

(1) deite-se na cama e olhe para o teto…

 

Abaixo o Splash!

Este ia ser o tema de uma de minhas colunas futuras na revista Lume Arquitetura. Mas diante de alguns acontecimentos recentes resolvi cortá-lo da revista para dar espaço a um outro texto mais sério e contundente. Portanto segue aqui no blog o texto sobre o uso do “Splash” na iluminação.

Para quem não sabe, o termo “splash” é utilizado pelos designers gráficos para designar um elemento gráfico que os clientes deles (especialmente os comerciantes) adoram colocar em suas peças:

É isso mesmo… esse espirro que geralmente vem com inscrições como:

- Imperdível!

- Oferta!

- Grátis!

- Promoção!

Dentre outras palavras ou conjunto de palavras que sempre “puxam o olhar e a atenção do observador”. Não podemos negar que realmente chama, mas isso deve-se a vários fatores dentre os quais podemos destacar:

- busca do cliente pelo menor preço;

- aos olhos mais “esteticamente treinados”, pela bizarrice desse elemento.

Sim, é bizarro, feio, emporcalha e estraga o material. Em Design, um elemento mal planejado ou pensado pode estragar todo o projeto. É o caso do “splash”.

Mas o que isso tem a ver com iluminação? Simples, explico: costumo usar este termo para indicar aquelas aplicações de projetores que lavam as fachadas. Verdinho, lilás, azul, vermelho enfim, seja a cor que for deveriam proibir este tipo de iluminação.

Não, “splash” é bastante diferente do “wall-wash”. Splash estraga enquanto o wall-wash valoriza.

Mais que modismo, isso virou uma praga nas cidades. De empresas privadas a espaços públicos, temos assistido ao aumento vertiginoso deste tipo de aplicação. O resultado disso? O enfeiamento das urbes e o descaso com o meio ambiente. E, para piorar a situação, o “projeto” e instalação disso geralmente foi feito por algum eletricista. Mas tem também muito profissional de engenharia, arquitetura e design implantando este lixo pelas cidades.

Observem atentamente a imagem acima. Onde foram parar os relevos e detalhes arquitetônicos desta construção? Perceberam como a construção ficou “chapada”, esmagada pela luz que não valoriza sua volumetria?

Outro detalhe a destacar é o desperdício de energia elétrica e a poluição luminosa que este tipo de iluminação provoca. É só olhar a potência das lâmpadas normalmente utilizadas nos refletores e projetores  que promovem este efeito. Observe também a quantidade de luz vazando para fora do espaço iluminado e afetando o entorno.

Devemos considerar também o risco de acidentes aos usuários afinal, pela alta potência destas lâmpadas, a temperatura das luminárias é sempre muito alta.

Mais um péssimo exemplo do emprego do “splash”. Porém nesta mesma foto percebe-se um elemento interessante sobre o uso desta técnica: observem a parte mais colorida (azul/lilás). Aqui temos um excelente exemplo do que diferencia o “splash” do “wall-wash”: o posicionamento das luminárias e o direcionamento da luz.

Perceberam como a parte alta da edificação está chapada, lisa? E perceberam como na parte baixa conseguimos – mesmo à distância – perceber melhor seus relevos e formas?

Geralmente o “splash” vem de iluminação aérea (aquela instalada em postes pegando a construção de frente) mas não somente assim. É óbvio que qualquer elemento com volume perderá a sua percepção ao olhar pois as sombras desaparecerão. Já no caso de luminárias instaladas lateralmente ou no chão, o excesso de luz pode distorcer as formas.

É bem diferente deste caso:

Conseguem perceber como, apesar da explosão de luzes e cores, conseguimos perceber a volumetria e texturas das árvores? Isso é a técnica do wall-wash aplicada ao paisagismo.

Nesta outra imagem, conseguem perceber a textura do reboco da parede apesar da quantidade de cores? Isso é wall-wash.

Não há a menor necessidade de fazer uma construção explodir em luz para que ele fique perceptível ou bela à noite afinal, a sombra faz parte da iluminação e o olhar necessita dela para perceber as formas.

Assim, proponho com urgência o movimento ABAIXO O SPLASH!

LD> mídia desinformada, de novo.

Recebi este link no facebook da Ro, do Simples Decoração, e não tenho como (#EuNãoAguento rsrsrsrs) deixar passar em branco.

Mais um post falando sobre a mídia que mais desinforma e distorce as coisas atrapalhando cada dia mais o mercado.

A matéria em questão é esta aqui (não colocarei as fotos pois como é uma crítica eles podem ficar bravinhos e querer me processar por DA ahahaha).

Vou então analisar parte por partes (olhem as fotos e textos originais no link e acompanhem a análise por aqui).

Primeiro ponto que eu não consigo entender nessas matérias dessa “mídia sem noção e desinformada” é: porque quando falam de iluminação artificial, as fotos são – em sua grande maioria – diurnas? É o caso desta matéria.

Na abertura da matéria são citadas frases do Guinter Parschalk. No entanto, duvido que ele as tenha colocado literalmente como foram transcritas ou, se foram realmente, seria muita leviandade dele partindo do pressuposto que a grande maioria dos leitores desta revista são leigos em arquitetura e design, quiçá em iluminação e lighting. Acredito na primeira opção. Ele pode até ter dito desta forma, porém excluíram o restante que complementaria e evitaria interpretações dúbias, conhecendo-o como conheço.

A indireta, mais intimista, é boa para quem vai ouvir música. Já a geral clareia o espaço de forma homogênea” – duvido que ele tenha colocado apenas dessa forma.

Aí o jornalista resolve interpretar o restante que ele escreveu (ou disse) e me solta isso:

Para a leitura, basta um abajur ou uma coluna de piso, com foco direto.

Aham, aí a dona Maria (aquela sem curso, metida a decoradora) vai lá e compra uma peça dessas com dicróica, AR, PAR…) e coloca ali para ler… Imaginem a cena de algum familiar lendo com uma dicróica logo acima.

Bom, vamos analisar as fotos e as descrições das mesmas:

FOTO 1 -

O primeiro exemplo é um projeto do Guinter.

Eu, particularmente, não gosto dessa mistureba de luminárias. Mas cliente é cliente, ele quem está pagando e se ele quer assim, que o seja.

Tem uma luminária com PAR30 presa na viga lá no estar.

Perceberam a altura em que foi colocada?

Sabem o porque disso??

Já escrevi várias vezes aqui neste blog sobre as alturas/distâncias mínimas dos usuários/objetos que determinadas lâmpadas exigem. Olhem o PD desta sala.

Perfeito!

Porém o mais irritante desta foto é a janelinha lá no fundo em cima: foto tirada de dia!!!

FOTO 2 -

Plafons de embutir“.

Alguém, por favor, me traduza isso?

Alguém sabe me dizer se é algum modelo novo de luminária?

O fotógrafo se esqueceu de tirar fotos dessas preciosidades raríssimas?

Ou será que os conhecidos EMBUTIDOS ganharam um novo nome mais afrescalhado?

TREZE dicróicas (tem mais com certeza, é só olhar o alinhamento da primeira linha que aparece com o sofá) numa sala dessas é querer montar uma sauna além de fritar a pele dos usuários já que o teto foi rebaixado com gesso..

Ah, mas o split está lá no fundo escondido dentro do armário acima da TV. Ou seja, sustentabilidade ZERO.

Perceberam também que tem uma mancha no teto bem acima da mesinha de centro provocada por reflexo de algum dos objetos sobre a mesinha?

FOTO 3 -

Adorei a solução do rasgo de 60cm próximo à parede. Porém, quem não lê e olha a foto pensa que ali tem uma clarabóia ou algo assim, ficando meio confusa a leitura/interpretação. Na leitura isso é explicado.

Porém, esse elemento, pela quantidade de luz, não evidencia a madeira como diz o texto e sim deforma-a. Percebam a diferença de visualização dela embaixo e à medida em que vamos subindo o olhar pela parede em direção à luz. Fica algo “chapado”. Pela foto dá impressão de ser uma lâmina e não filetes de madeira.

Sobre a mesa, um dos “hits” do design: a luminária bossa. Linda, chique mas tem de saber usa-la.

O tampo da mesa branco lustrado provoca o que?

Reflexão.

Que quando encontra algum objeto no caminho provoca o que?

Projeção de sombra.

Bingo!

Detonaram o ambiente por causa de um dado simples, básico que certamente não foi pensado na hora do projetar.

Um outro detalhe: não sei se é mesmo pois a matéria não fala mas os embutidos, pelo tamanho, devem ser para lâmpadas AR111.

Num teto baixo desses???

=0
G-zuizzzz!!!!

FOTO 4 -

Na sala de jantar, gostei da solução sobre a mesa com iluminação indireta e rebatida no teto. Porém, tem muita luz explodindo no teto.

Para alguém que tem fotofobia (como eu) isso pode tornar um almoço ou jantar extremamente desagradável.

No escritório, oxalá a luminária sobre a mesa não seja de AR111…. parece ser…

O rasgo no corredor está ótimo.

FOTO 5 -

Iluminação simples demais para este ambiente.

Quatro dicróicas de 50W sobre esta mesinha? 200W no total? Tem muita luz aí não?

Segundo o(a) jornalista “wall washing significa “lavar a parede com luz”“. Pelo visto não sabe que palavras em inglês terminadas em “ing” significam gerúndio (arrrrghhhh). O correto nesse texto seria então “lavando” e não “lavar”.

Outro detalhe: o correto na linguagem do LD é WASH e não WASHING.

PD baixo, rebaixado com gesso e “Para realçar as velas e o livro sobre a mesa de centro, há lâmpadas AR 70 de facho concentrado“.

=0
#Murri

(as velas também após derreterem…)

FOTO 6 -

Melhor eu nem comentar a lambança desta foto, muito menos o que o(a) jornalista escreveu…

Só um: não é porque o LD tem suas raízes na iluminação cênica que os projetos de iluminação tem de virar um palco circense.

FOTO 7 -

Pouca luz para o tamanho do ambiente.

Acertaram nos rasgos revestidos com palha.

Mas, “Na estante, há lâmpadas T5 amarelas(…)“.

AMARELAS?
=0

Pelo visto não conhecem  TC (Temperatura de Cor).

Amarelo é isso aqui ó:


Aquilo são fluorescentes com baixa temperatura de cor. Tá, nem tão baixo assim… médio, digamos.

Observem também a quantidade de reflexos e sombras no teto na área da mesa de centro. Deve ser por causa dessa nova lâmpada que eu também desconheço: minidicróicas AR70.

Outro detalhe é que as “minidicróicas AR70“(SIC) “enfocam” desnecessariamente o quadro, já que tem um abajour de luz descontrolada bem na frente dele…

#EuHeim..

FOTO 7 -

Sobre a mesa eu não entendi o que “usa lâmpadas bolinha de 5W“. O lustre ou a sanca??? (Esses jornalistas e redatores… ai ai ai…)

Se for no lustre, deve ter umas 20 dessas dentro dele pois tem muita luz saindo dali…

Se for na sanca, tem muito photoshop nessa foto pois a luz está reta demais…

=0

Ah, a foto do projeto de iluminação artificial foi tirada de dia…

FOTO 8 -

Bom, particularmente, acredito que este tipo de… de… ["plafons de embutir" (SIC), de novo??? =0] embutidos são mais adequados para ambientes comerciais e institucionais, especialmente os grandes como esses (1mX1m).

#NãoCurti

Ainda questiono muito sobre esse tipo de peça ser considerado “iluminação indireta” por algumas indústrias de luminárias o que faz os profissionais e a mídia não especialistas saírem replicando essa informação, como é o caso. A luz sai diretamente dela para o ambiente. Não é porque tem uma “capa” de vidro (ou seja lá o que for) entre a lâmpada e o ambiente (ou objeto) iluminado por ela, que a transforma em indireta.

Sinceramente?

Creio que a idéia do projetista na área das minidicróicas “bugou” (termo usado em jogos online quando dá pau, trava, etc). Percebam como está confusa a visualização das luminárias e do efeito…

FOTO 9 -

Estou com dificuldades de entender o texto da foto (rsrsrsrs). Por isso vou analisar só a foto.

No “abajour gigante” percebem as manchas brancas onde estão as lâmpadas?

No jantar, tudo bem este tipo de pendente que banha de luz todo o espaço já que não há efeitos nas paredes.

Diferente do, provavelmente, home theater onde (de novo) os giga embutidos destróem o efeito das minidicroicas.

FOTO 10 -

Típico projeto de profissionais não especializados em Lighting Design:

Os ícones de iluminação não são específicos (norma)e não trazem as informações da lâmpada (quantidade por luminária, W por lâmpada, etc).

Este tipo de projeto me lembra claramente aqueles que são jogados – por alguns profissionais – sobre as mesas dos vendedores de lojas de iluminação acompanhados de frases como:

Eu pensei em algo assim…

Ou seja, traduzindo literalmente:

“Resolva isso pra mim pois eu não faço a menor idéia do que usar…”

Bom gente, esse é mais um exemplo da mídia “que se diz especializada” que na verdade mais desinforma que informa.

Perceberam que eles trazem na abertura um LD renomado e depois passam para profissionais não especializados?

Lá quase no final – foto 9 – trazem o Maneco (LD, porém ele tem projetos bem melhores para mostrar que este) e retornam fecham com uma pérola dos típicos não especializados na área.

Infelizmente, esta é a mídia nacional que cobre a nossa área.

A sorte é que temos a Lume Arquitetura para nos salvar com matérias de qualidade.

NBRs e o exercício profissional

A Marcia Nassrallah publicou no grupo do blog lá no facebook um link para esta materia sobre a NBR 15.575. (importante que leiam a matéria e consigam a NBR)

Ok. Se com normas o mercado já é uma zona e temos “proficionaus” sambando na cara de todos nós (mercado, profissionais, conselhos e porgãos, etc) fazendo as suas caquinhas, imaginem se não as tivéssemos.

O problema é que, a partir do momento em que você é OBRIGADO a seguir uma norma para o seu exercício profissional, esta deve ser de livre acesso e não paga como acontece com a ABNT.

Sou obrigado a seguir as ditas normas mas tenho de pagar fortunas para ter acesso às mesmas.

Você alguma vez já tentou fazer as contas de quanto ficaria a sua compra de todas as NBRs que você precisa diariamente no exercício profissional? Se não, entre no site da ABNT e faça as contas.

Pois bem, lá fui eu no Google tentar conseguir uma cópia na NBR 15.575 e nada da versão final. Só consegui as versões anteriores e que sofreram alterações no texto final.

Porém, lendo o livro (sim, é enorme) percebi que esta norma pode afetar seriamente a atuação dos Designers de Interiores/Ambientes. Tem dentro dela sérias prerrogativas que podem ser utilizadas judicialmente para diminuir a nossa atuação profissional por pessoas (e entidades) de má fé e que são contra a nossa atuação profissional.

Fiquei bastante preocupado ao perceber que, enquanto a ABD diz estar trabalhando em favor da profissão, deixou passar esse elemento em branco, não informando nada aos seus associados e tampouco intervindo junto à equipe que elaborou o texto desta norma.

As especificações da referida norma sobre conforto acústico, lumínico, partes hidráulicas, assentamento de pisos entre vários outros componentes também da áreas de Design de Interiores/Ambientes me soou como mais uma manobra para uma reserva de mercado para outros profissionais que algo voltado realmente à exigência do cumprimento de padrões mínimos de qualidade projetual.

Acreditem: tem uma parte (usabilidade e acessibilidade) que fala sobre mobiliários. Por exemplo: um quarto de casal DEVE conter uma cama de casal, um armário e um criado no mínimo (todos estes com dimensões minimas especificadas na norma). Para validação/aprovação do projeto, fica a análise projetual (feita por quem?). Aí vem a pergunta: e se o cliente não quiser criado, ou se desejar uma cama tipo tatame (que tem dimensões fora das especificações da norma) entre tantas outras questões que cabem nesse sentido?

Tem também a parte que fala sobre a especificação e assentamento de pisos e revestimentos que, pelo texto que tive acesso (versão 2009) deixa a situação preocupante.

Vejam bem, tempos atrás citei o caso de uma cliente que, visando baixar os custos (sovina que só), comprou um piso diferente do que eu tinha especificado sem me consultar ou meu acompanhamento. O instalador também foi contratado por ela “numa vila qualquer” deixando de lado as minhas indicações, também por causa do preço do serviço. Agora ela está lá (menos de 3 meses depois) com parte do piso estufando e grande parte manchada.

Eu sou o responsável por isso?

Outro ponto que me faz pensar assim é que em muitos pontos, especialmente na parte que fala sobre área construída. Nos dá a impressão que esta norma foi elaborada por construtoras e por trás da imagem de proteção ao consumidor final está, na verdade, a proteção à estas empresas e seus projetos insanos com espaços reduzidíssimos. PD minimo para um banheiro de 2,20m??? Ah vá…

Por exemplo: não há exigências de iluminação natural em corredores e escadas de edifícios. Custa muito para as construtoras colocar um vidrinho???

Tem vários outros pontos ali que fiquei seriamente preocupado. Posso estar escrevendo algumas bobagens aqui, mas isso se deve ao fato de não ter livre acesso à esta norma. Para tê-la na íntegra (6 partes) tenho de desembolsar o total de R$

Qual a legitimidade da ABNT?
A ABNT foi reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992.

Segundo o professor Doutor Bianco Zalmora Garcia:

“O problema é o que se entende por legitimidade aqui. Uma vez assumido como instrumento normativo que obriga, o seu acesso dever ser universal e gratuito. Sob nenhuma hipótese, numa sociedade sob o Estado Democrático de Direito, deve ser constrangido a obediência, a uma norma que não é disponibilizada universal e gratuitamente. Ja pensou se a Constituição Federal fosse produzida por uma empresa e que para cumpri-la tivessemos que compra-la numa livraria ou numa banca de revista ou por uma loja virtual?
A legitimidade também atinge a representatividade. A ABNT apresenta graves déficits de legitimidade neste sentido. Se qualquer cidadão, no seu livre exercício profissional, tem que obedecer uma norma, ele deve reconhecer como legítimos os procedimentos de representação do Forum que apresenta um status normativo. A representação deve ser democrátiva, portanto, representativa dos diversos interesses relacionados com os diversos segmentos a serem representados. Nenhuma entidade, sobretudo de caráter empresarial que agrega lucros de sua atividade, tem qualquer legitimidade senao for constituída, via representação popular.
A legitimidade democrática de qualquer forum representativo deve ser amparada constitucionalmente para ter o poder normativo sobre quaisquer segmentos profissionais ou não da sociedade.
Portanto, a pretensa obrigatoriedade da ABNT não se sustenta por duas vias: a da ausencia de legitimidade institucional (não reconhecemos a ABNT como expressão da representação apoiada nos preceitos democráticos constitucionais) e tampouco pela ausência de legitimidade na imposição de normas tranformadas em produtos de mercado a serem comprados o que afeta os princípios de universidade de acesso e gratuidade.”

Porém, nem tudo é nefasto ou estranho nessa NBR. Algumas exigências vem de encontro ao que eu sempre defendi: o projeto deve ser mais pensado no usuário que no autoral (como aquela velha história do beiral inexistente onde a criança caiu). Ao menos nesse ponto, ela vem para frear as sandices egocêntricas de alguns profissionais.

Tem também de muito bom a questão do fortalecimento e aumento sobre a responsabilidade técnica para os profissionais na especificação dos produtos e na parte projetual (que defendo e muito).

Defendo sempre esse tipo de coisa pois acredito que só assim chegaremos a um mercado realmente sério. Porém, ter de pagar para ter acesso a detalhes que sou obrigado a seguir (com aval do governo federal) é injusto, anti-ético, imoral e antidemocrático.

Workshop On-Line – Iluminação Sustentável

Para maiores informações acesse http://www.iluminacaosustentavel.com.br/

Mais uma realização do

Casa Conceito 2011 – Lounge Externo

Pois é pessoal, vamos falar agora sobre o espaço que me deixou irado e que me levou a escrever este post de desabafo: o Lounge Externo.

Bom, tivemos de fazer mágica para conseguir montar o espaço à tempo para a abertura da mostra. De nada adiantou reclamar com a coordenação da mostra sobre o acúmulo de entulhos e lixo no espaço pois, por mais que elas (Jacqueline e Andreia) tentassem nos auxiliar, o pessoal não respeitava e continuavam a jogar lixo. Pior ainda foi ter de ouvir de uma fulana que estava entupindo a rampa com caminhões que eu precisava compreender a situação pois ela precisava finalizar seu espaço. (que vontade de falar um baita palavrão aqui). Então, montamos o ambiente na sexta feira à noite e sábado pela manhã e tarde até o momento da abertura – 14hs.

A mostra abriu com ele ainda inacabado, infelizmente, e tivemos de fazer sérias alterações no projeto inicial seja por problemas causados por fonecedores ou pelos problemas já citados no outro post.

Aliás, isso não foi um problema enfrentado somente por nós. A arquiteta Alice Prandini fez uma verdadeira mágica em seu espaço depois que o marceneiro a deixou na mão no sábado de manhã da abertura da mostra ao não entregar o mobiliário e ela teve de sair correndo nas lojas “catando” peças para conseguir montar o espaço e posso dizer: ficou show!!!

Mostrou uma maturidade, seriedade e competência profissional ímpar!!! Parabéns Alice!!! ;-))

Well, voltando ao Lounge.

Tenho um roblema sério para resolver com o pessoal da 3DBoard, especialmente o Dyone: pela falta de profissionalismo e responsabilidade do fornecedor que ia fazer a cobertura do lounge acabei não tendo como aplicar o produto deles já que a parede recebe chuva direta e, mesmo com a idéia de usar pintura automotiva, ficamos com receio de aplicar o produto e acabar queimando-o já que não sabemos qual seria o resultado dessa exposição direta às intempéries (sol/chuva). Julguei melhor não aplicar para não correr riscos. Tentei repassar o material para profissionais de outros ambientes sem sucesso (trouxas pois perderam de expor um produto de primeiríssima qualidade e beleza em seus espaços). Então Dyone, tenho de ver se remeto esse produto para você novamente com os mais sinceros pedidos de desculpas por todo o processo envolvido no antes mostra, se pago o produto e aproveito-o aqui em casa ou se você libera para ser sorteado aqui no blog entre os leitores.

Tivemos então a primeira alteração séria no ambiente que acabou afetando também o projeto do muro (Passeio) onde tivemos de tirar uma escultura do Jadir Battaglia e aplica-la na parede onde iríamos usar o 3DBoard. E também alterar a bancada de vidro após a mesma ser danificada “não se sabe por quem”. O Marcelo nos socorreu providenciando uma base e um filete de granito branco que acabou ficando perfeito e escondendo o deslocamento e sustentando o peso. Para esconder as imperfeições causadas pela água jogada na parede com a massa ainda fresca (que provocou bolhas) optamos por usar a mesma tinda do muro, a alumínio, da Hydronort, que escondeu bem os defeitos.

O Oratorium não saiu pois a rampa estava inutilizável até a hora da abertura da mostra. Então, acabamos tranferindo-o para dentro do espaço do lounge tranformando-o num estar. Ficou super legal o espaço onde estamos com os dois protótipos finais de uma peça da LaCasa Design sendo experimentadas e avaliadas pelo público: são dois “pêndulos” que servem para área externa, varandas e até mesmo para salas de estar internas. Estão fazendo um sucesso enorme e tenho de tirar o chapéu para o Renato da LaCasa Design: é surpreendente esta peça. Também neste espaço temos a bancada de madeira de demolição (peroba rosa) fornecida pela EcoDesign que também ficou perfeita no espaço.

Ainda falando em móveis, a mesa do lounge ficou show e também estão elogiando muito a idéia do tramado do tampo com o vazado no centro. E as cadeiras e chaises estão fazendo a alegria do pessoal que senta ali para conversar. Estão elogiando muito também a ousadia da mistura de peças e disposição das mesmas.

O painel de mosaico de teca da TWBrazil que usamos para esconder a janela também é outro detalhe que está chamando bastante atenção dos visitantes e profissionais pela beleza do material. A facilidade de aplicação também é outra característica que está agradando bastante a todos.

A Madeplast entrou com o pisante da escada de acesso/saída. É um produto surpreendente, belo e ecologicamente correto.

As esculturas do Jadir Battaglia estão surpreendendo o pessoal pelas formas orgânicas. Já ouvi muitas palavras na tentativa de traduzi-las mas a mais recorrente é: sensuais. =0 Mesmo sendo “sensuais” estão gostando bastante e muitas pessoas já disseram que retornarão dia 16 quando ele estará por aqui visitando a mostra para conversar com ele.

O mais interessante é que este ambiente foi feito exatamente para mostrar o que a iluminação é capaz de fazer num espaço. Se você passa por ele ainda durante o dia percebe um ambiente bastante simples e limpo, porém acolhedor, confortável. Bem diferente dos outros ambientes requintados, mega detalhados e iluminados da mostra. Quando você passa novamente por ele na saída, já durante a noite, percebe que o ambiente é outro: fruto de um projeto de LD muito bem pensado e planejado.

Outra intenção, como já escrevi também neste outro post, era montar algo usável pelos visitantes. Um espaço onde eles pudessem sentar-se para esperar os amigos ou decansar um pouco após a visita pela casa. É pra usar mesmo e não apenas para olhar com medo de tocar.

Na bancada de vidro da Arti In Vetro, usamos em built-in, uma fita LED RGB fornecida pela Sinalon. A película que acabamos perdendo como já retratado anteriormente, foi trocada por um adesivo automotivo branco, o que realçou ainda mais o efeito RGB dos LEDs.

No muro, aplicamos as arandelas da iLED de maneira não convencional. Invertemos a sua posição e forçamos o Victor a alterar a vedação das mesmas para podermos utiliza-las dessa maneira. Brincando com a luz, desenhando com a luz. A pintura alumínio e a textura original do muro acabaram ressaltando o efeito.

Um detalhe interessante é que uma brincadeira boba que fizemos está fazendo bastante sucesso: a aplicação de uma mangueira LED dentro da grelha de águas pluviais. O desenho de luz e sombra projetado no muro está agradando as pessoas e até mesmo os profissionais dos outros ambientes.

Já surpresa mesmo fica por conta do Hallucination, da Acme. Comprei (já que não consegui nenhum fornecedor) este equipamento especialmente para este ambiente e foi a primeira idéia que tive para o espaço: aplicar um equipamento de iluminação cênica para mostrar que estes podem, e devem, ser utilizados tambem na arquitetura. O efeito está surpreendente.

O que mais ouço das pessoas é: nossa tem que passar pela água?

Ou ainda: trouxeram o lago (Igapó) aqui pra cima?

Ele está instalado embaixo do beiral do telhado (para proteção das intempéries e cobertura do facho) projetando o efeito diretamente sobre o chão. Coloquei-o em stand-by para que não ficasse muito boate então temos um efeito fixo (sem pan ou tilt) onde apenas os gobos estão em movimento dando o efeito de água sobre o chão.

Ele também lava uma das faces das esculturas. Quando você entra (à noite) percebe a silhueta das esculturas levemente iluminadas pela luz das arandelas e grelha. Quando sai, percebe a textura e cor projetada pelo Hallucination que acaba reforçando as formas das esculturas.

O melhor de tudo é que este ambiente é todo iluminado por LEDs com exceção do Hallucination que usa uma dicróica. Mais eficiente, impossível ;-)

Bom, taí o resultado do espaço problemático.

Independente de termos feito sérias alterações no projeto, mandamos o nosso recado, fizemos o que quisemos e estamos sendo bastante elogiados tanto pelo trabalho como pela ousadia de lançar um ambiente bastante “simples” logo na entrada da casa.

É o que eu sempre digo: montar um ambiente com R$ 100.000,00 e com fornecedores desesperados para aparecer em seu ambiente por causa de seu “nome profissional” é fácil. Qualquer um faz.

Difícil é montar um ambiente com fornecedores te deixando na mão por causa de outras “estrelinhas” e sofrendo todo tipo de desrespeito por parte de alguns profissionais e também, com um orçamento bastante apertado já que tivemos de dividi-lo entre 3 ambientes.

Apresentando: Madeplast

Meio Ambiente

Quando o assunto é Meio Ambiente é preciso ficar atento, pois nem sempre é atribuída a devida importância a este tema. Uma questão importante é saber a diferença entre produtos recicláveis e reciclados.

Produtos sustentáveis são aqueles cuja matéria prima utilizada em sua composição não foi extraída da natureza, e sim, reaproveitada a partir de resíduos. Esses resíduos reciclados são os que se transformam em produtos sustentáveis, pois contribuem para a limpeza do meio ambiente, evitam a exploração dos recursos naturais e ainda geram renda. No Brasil apenas 11% dos resíduos sólidos urbanos são reciclados, portanto, são produtos sustentáveis apenas aqueles produzidos a partir dessa porcentagem.

No âmbito da preservação do meio ambiente, a MADEPLAST impacta diretamente na redução do extrativismo florestal, na medida em que usa resíduos de madeira proveniente da indústria de transformação e também impacta indiretamente na redução do passivo ambiental pelo uso de plástico reciclável, impedindo sua deposição no meio ambiente.

Mesmo na própria planta industrial da MADEPLAST, a preservação do meio ambiente é mantida. Na medida em que os resíduos de compósitos de seus processos podem ser recicláveis na própria indústria, não gerando qualquer resíduo prejudicial ao meio ambiente.

Produto

A MADEPLAST tem como foco principal oferecer ao mercado um produto inovador e ambientalmente sustentável, denominado “madeira plástica”. É um produto que apresenta características visuais e mecânicas idênticas às da madeira convencional, com os benefícios físico-químicos do plástico.

O produto substitui a madeira convencional, com significativas melhorias, pois é possível serrar, cortar, pregar, parafusar e trabalhar utilizando as mesmas ferramentas e máquinas da madeira convencional, com ganhos funcionais, de acabamento e de sustentabilidade ambiental, representando um melhor custo benefício.

É um produto ecologicamente correto, pois tem como matéria-prima principal os resíduos plásticos, sendo possível também a incorporação dos resíduos de fibras vegetais. É também reciclável, pois o descarte do produto pode ser reincorporado à linha de produção.

Vantagens da Madeplast

Madeira ecológica na Cor Teca ou Mogno;
Produto sustentável, pois utiliza como matéria-prima resíduos de plásticos e madeira, evitando desmatamento das florestas tropicais;
Aparência similar à da madeira com a resistência do plástico;
É imune a pragas como cupins e fungos;
Sem manutenção, pois não necessita aplicação de verniz, antifungo e selador;
Pode ser cortada, parafusada, pregada e colada como a madeira convencional;
Pode ser trabalhada com as mesmas ferramentas aplicadas na madeira natural;
Não racha, não solta farpas e aplicada corretamente não empena;
Resistente a abrasão e elevadas cargas entre os vãos de apoio.
Facilidade de escoamento da água;
Baixa absorção de água e umidade;
100% reciclável e reciclada;
resistente à corrosão natural;
pode ser lavada com água e sabão;
10 anos de garantia.

Contatos:
Rodovia Curitiba – Ponta Grossa BR 277 nº 3903 Mossunguê – Curitiba – PR
http://www.madeplast.com.br/
madeplast@madeplast.com.br
Fone: (41) 3045-4050

Análise da iluminação… mais do mesmo: erros

Bom, vamos lá analisar mais algumas imagens de projetos.

(E foda-se se são ambientes de pseudas estrelinhas das revistas).

Começando por erros crassos cometidos com o uso das lâmpadas AR111 e 70.

Vocês acreditam realmente que estas plantas (especialmente as orquídeas e bromélias) não irão sentir essa luz e tudo que ela carrega em si (radiação e calor)? Fala sério… Sem contar ainda que o “destaque” pretendido não foi alcançado (prefiro acreditar nisso que na péssima estética projetual) seja por erro de especificação de luminária/lâmpada ou de instalação.

Bah, num ambiente desse, com esse pé direito, apresentar um projeto desse porte carregado de AR111 é de doer heim? Não digam que é por ser uma mostra e que o “conceito” é que manda pois esse erro é cometido repetidas vezes em diversas obras por aí.

Já disse e repito: sim, a luz das ARs é linda e os efeitos alcançados com o uso delas é único. Porém, creio que cliente algum deseja ter o seu inve$$timento destruído ou manchado em pouco tempo por causa de danos provocados por uma iluminação errada. Isso sem contar que o ambiente fica insuportavel, especialmente onde a luz incide diretamente sobre os usuários.

Conseguiram perceber a belezura da luminária sobre a mesa???

DEZ (10) AR111 sobre essa mesa… Talvez não seja uma mesa e sim um fogão ou forno… É só colocar os pratos ainda crus ali em cima, deixar por algumas horas e depois chamar o povo pra sentar-se e comer. Seria isso um conceito sobre a facilidade que a vida atual exige??? Também a família e convidados aproveitam para “pegar um bronze” enquanto se alimentam… Vai saber…

Depois acham ruim quando o cliente liga reclamando que as peças que são expostas estão ficando manchadas, desbotadas ou os tecidos enfraquecidos, queimados, etc… Ah, os manequins também estão “entortando”… Sempre tem um cheiro estranho de queimado dentro da loja, etc etc etc etc etc…

Essa está ÓTEMAAAA!!!!

Descontando a quantidade de reflexos, fico imaginando como estes materiais – especialmente as imagens – estarão daqui a uns 6 meses…

Saindo das ARs, vamos a outros erros também crassos:

Gente do cecéu!!! Quem vai limpar a gordura e sujeira que fatalmente vão emporcalhar estas peças???

.

Ai, pelamor!!! Luzinha verdinha na plantinha???

Pior que isso só isso aqui ó:

Pra quê essa mistureba de cores??? Pra que alterar de forma tão estúpida a cor natural das plantas? Pra que essa variedade de cores???

Mas tem gente que ainda consegue fazer pior:

Splash de luz já é ridículo, pior ainda quando usa a mesma luz para iluminar as plantas.

Mas tem quem consiga fazer pior que isso:

O splash numa cor já é ridículo, usando duas então…  Irão dizer que isso é um walwash em uplight?

Noooooooooooooooo!!!! Olhem os refletores no chão. É splash mesmo!!!

Melhor nem escrever mais nada sobre essa foto…

Esse tipo de coisa só contribui para o EMPORCALHAMENTO URBANO!!!.

Olhem isso agora:

Que efeito, digamos, interessante não? (Uma bosta mesmo!)

Que é isso???

Ah, não posso deixar de apontar também as ARs…

“Ah, são peças caras…”

Problema do cliente que escolheu isso por conta própria ou pior: do projetista que especificou isso.

Quer “status-cús” ou gordas RTs, dá nisso…

Por falar em gordas RTs, o que dizer disso:

Aham… montar um projeto chiqueterrérrimo desse é fácil quando os clientes são cheios da grana e querem ambientes pra esfregar na fuça dos “amigos”. E também para o projetista encher os bolsos com poupudas RTs.

Energeticamente ineficiente, ergonomicamente instável, com relação à manutenção é bastante complicado e ao uso volto à velha questão: sentado até que tudo bem (tirando o peso sobre a cabeça das pessoas) mas em pé, são obstáculos visuais para lados opostos da mesa.

Luz direta sobre os travesseiros???

G-Zuiz!!!

Bom, paro este post por aqui… Tem ainda várias fotos que eu poderia colocar neste post mas fica para os próximos ok?

Observem as imagens. Atentem para as críticas que faço e as relacionem com o uso. Imaginem as pessoas usando estes ambientes no dia a dia.

Como bem colocou o Oz Perrenoud nesse ultimo modulo da pós (este exercício que faço tem tudo a ver com este modulo), pensem a iluminação já no inicio do projeto, se possível, iniciem pela luz e o seu uso diário.

JAMAIS deixem a iluminação para o final e muito menos se deixem seduzir pelo “status” de luminárias.

É a luz que tem de ser SENTIDA, PERCEBIDA pelo usuário e não a luminária cara. Deixe o caro, o “status” para mobiliarios, revestimentos, etc.

Só assim estes erros serão eliminados nos projetos.

E claro, muito conhecimento sobre iluminação.

Abraços e até o próximo post!!