Ontem enquanto estava acompanhando pelo facebook as manifestações pelo país me deparei com um texto intitulado “Ei, reaça, vaza dessa marcha!”. Claro, é de um bloguezinho mequetrefe da esquerda. Não citarei a fonte para não dar ibope, mas se alguém quiser vomitar é só fazer a busca no Google.
Pois bem, vamos aos fatos.
O texto em questão deixa bem claro o típico pensamento dessa esquerda brasuca… ¬¬
Em suma: se você não está do NOSSO lado, levantando as NOSSAS bandeira, votando no NOSSO partido, você é um “reaça” desgraçado, maldito fruto da elite dominante e por aí vai.
A questão é que eles estão conscientes que perderam (já há umas 4 edições da manifestação) as rédeas da coisa. O PSTU, PSOL & cia (extrema esquerda, os xiitas) não conseguem conceber que eles não mandam mais nisso. Eles não tem mais o direito de reivindicar qualquer autoridade sobre o que está acontecendo atualmente. A questão do “passe livre” já era, ou melhor, agora não passa de apenas mais uma dentre tantas reivindicações de toda essa massa de povo brasileiro que finalmente acordou para a triste realidade que se transformou o nosso país.
Mas também não é uma “massa de reaças, das elites” querendo derrubar o atual governo. Nem de longe o que estamos vivendo nestes dias aqui no Brasil resume-se a uma guerra ideológico-partidária. Está bem acima disso, muito além dessa pequenez de pensamento na verdade.
O Brasil acordou para questões muito mais importantes do que a levantada inicialmente e, sendo bem “blasé”, a questão da tarifa foi apenas a gota d’água. Era apenas o que faltava para o barril explodir. Barril este milimetricamente projetado e construído pelos políticos que estão no poder há muito tempo.
Agora esse é um movimento do povo, pelo povo e para o povo, pelo bem de nosso país!
Não sabe como ou ainda não entendeu? Vou citar algumas coisas:
- Licitações: este sempre é um problema nos órgãos públicos e é onde a corrupção acontece de forma deslavada. No transporte público não é diferente.
- Copa e olimpíadas: lamentavelmente o povo só se tocou disso depois de toda a merda feita. Quiçá esse povo tivesse saído às ruas à aplaudir quando o país foi eleito para a realização destes eventos. Se pegarmos o dinheiro público que foi lançado apenas no novo estádio do “Curintia” e o revertesse em subsídios para o transporte público, certamente isso tudo não estaria acontecendo agora. Teriam dinheiro para subsidiar por anos o problema. E assim com toda a dinheirama jogada literalmente no LIXO com esses estádios que não vão trazer absolutamente NADA de retorno efetivo para o país, para o nosso povo.
Ontem ainda vi um amigo (que respeito muito) fazendo uma comparação no mínimo estranha: comparando os estádios com o sambódromo do RJ. O erro dele foi deixar passar um pequeno gigantesco detalhe: no sambódromo, fora do carnaval, o espaço todo vira uma ESCOLA PÚBLICA. Os camarotes são transformados em salas de aulas e por aí vai. Já nos estádios, só a FIFA, CBF e os times poderão aproveita-los.
- Educação: observem a caquética situação e qualidade da educação em nosso país minha gente. Figurar entre os últimos num ranking mundial é mais do que motivo de vergonha. Nossas escolas estão sucateadas, destruídas, sem infraestrutura básica, professores recebendo salário de miséria, a qualidade do ensino uma extrema piada de mau gosto jogando para fora de seus muros alunos com o diploma que mal sabem ler, escrever e contar coisas básicas.
-Saúde: SUSto! Precisa dizer mais alguma coisa? Alguém aí tem coragem de dizer que a população é bem atendida, que não morre ninguém por falta de leitos, medicamentos entre tantos outros problemas sobre o tema? Em países sérios existem Centros de Controle de Zoonozes (que cuidam de animais) que fazem nossos hospitais parecer verdadeiros chiqueiros.
- PEC33 e PEC37: Não! O povo brasileiro não aceita este covarde, ilegítimo, safado e inescrupuloso golpe em nossa Constituição e Estado de Direito. Fruto de um grupo de politiqueiro condenados por crimes contra o erário público e que agora querem se safar a qualquer custo de suas condenações. E também daqueles que estão envolvidos e que ainda não foram pegos/denunciados e pretendem, com isso, continuar a sua vida fácil, corrupta, ligando o foda-se para o povo que os elegeu. Entram aqui também os empresários canalhas que participam destes circos.
- Segurança: alguém se sente seguro nas ruas e, até mesmo dentro de suas casas? Nossas policias dispõem de estruturas e meios efetivos (também de efetivo) suficiente para garantir a nossa segurança? Nosso sistema prisional comporta a atual demanda? Os presídios tem estrutura? Nosso código penal está correto e coerente?
-Sistema Eleitoral: outro grande problema que os politiqueiros não querem, convenientemente, resolver. É um sistema falido que só favorece os grandes, as raposas e ratazanas já estabelecidas. Quando estes aparecem falando algo sobre o assunto, é sempre na contramão do que a sociedade deseja e, também sempre, na tentativa de garantir ainda mais facilidades para as suas próprias vidas parlamentares.
- Carga Tributária: é insana! Trabalhamos mais de 3 meses apenas para arcar com a carga tributária atual. Os governos arrecadam “zilhões” com os impostos que simplesmente desaparecem e não são revertidos, ou devolvidos, de maneira justa para a população.
- Doações e empréstimos: engraçado que “nunca tem dinheiro pra nada”, mas para fazer caridade com o chapéu alheio, sempre tem. É um tal de doação pra um, empréstimos para outros (que na verdade nunca sabemos se foram realmente devolvidos) e assim tocam o barco. Enquanto vão fazendo isso, não tem dinheiro para acabar com a fome do povo que anda comendo terra (não é nem barro pois até a transposição do São Francisco está empacada enquanto o dinheiro jorra para os bolsos de alguns e o povo morre de sede), para construir escolas e hospitais onde não existem, deixar a malha rodoviária decente, ate mesmo nas grandes cidades existem pontos sem qualquer saneamento básico, etc etc etc etc etc etc etc etc etc ¬¬
- Estado Laico: sim, este também é um dos motivos desta insatisfação do povo. Todo país que tem a sua democracia tolhida por religiões estão vivendo literalmente na MERDA. Vejam os fundamentalistas do oriente médio. Se você não segue o que a “bíblia” diz você tá ferrado meu irmão. Lembram-se da Malala que apenas queria estudar? Pesquisem e vejam as atrocidades cometidas por religiões em países que conseguiram dominar. Se queremos realmente viver numa democracia, a religião deve colocar-se no lugar dela e não pode dominar absolutamente nada, politicamente falando. E isso, não é o que temos visto aqui no Brasil onde uma “bancada cristã” (pra mim satanista tirando por suas ações) formada especialmente por membros de grandes igrejas QUE TEM TOTAL ISENÇÃO FISCAL anda dominando a cena dentro do governo.
- Corrupção: e tudo isso, e muito mais que deixei de citar ainda, tem sua fundamentação nessa palavrinha asquerosa, fruto de gentalha inescrupulosa que na verdade não estão nem aí para mim, para você, para o povo brasileiro.
Elenquei estes motivos (causas) como principais, mas sabemos muito bem que existem muitos, mas muitos outros ainda.
Ok!
E o que isso tudo tem a ver com o Design? O que esse momento tem a ver conosco?
Sim, a regulamentação profissional é uma reivindicação justa também e precisamos aproveitar esse momento para nos unirmos em favor dela. Assim como existem grupos reivindicando A, outros B, outros C, alguns reivindicando A+B+C e assim por diante, porque não podemos também colocar esta nossa questão na pauta?
Não vi até agora (e olhem que estou analisando freneticamente as imagens e vídeos) qualquer cartaz nas manifestações abordando o tema.
Tá, diante da problemática toda e mais séria que o atual momento apresenta – na verdade escancara – este pode ser um tema pequeno, porém não pode e nem deve ser esquecido por nós.
Acompanho muitos profissionais e estudantes de design, de todas as áreas e são poucos os que usaram suas redes sociais para defender isso aproveitando o momento. Muitos, sequer compartilharam uma mínima foto ou frase sobre a manifestação até agora.
E aí?
Vai ficar “deitado eternamente em berço esplêndido” até quando?
Tenho recebido alguns questionamentos sobre os erros conceituais contidos no PL (Projeto de Lei) de regulamentação profissional proposto pela ABD. Alguns deles (inclusive de uma diretora regional da ABD) referem-se ao fato de que no texto do PL não há qualquer menção ao objeto arquitetônico, de modo que, aparentemente, exclui-se a vinculação deste com a área de Design de Ambientes.
Outras questões também são levantadas como responsabilidade técnica, por exemplo. Vamos então analisar mais uma vez a proposta que pode ser lida aqui neste link.
1) Termo “Interiores”
O termo “interiores” encontra-se presente em todo o texto do PL sem qualquer cuidado semântico o que leva equivocadamente leigos e outros profissionais a uma compreensão distorcida e reducionista de que o profissional a que se refere a PL somente pode trabalhar com espaços internos.
2) Formação
Artigo 4°, inciso II.
Exigir apenas dois anos para quem não tem formação na área (nem em outra área do Design) como meio de ser “reconhecido” como Designer de Ambientes. Tem muita gente não formada em Design trabalhando com Decoração de Interiores, mas com Design de Ambientes, conta-se nos dedos e olha que sobram dedos.
3) Das atribuições:
Artigo 5°.
Inciso I: OK.
Inciso II: OK, mas ainda penso que cabem outros elementos.
Inciso III: “projetos de interiores”, fala sério. O jardim e a piscina não são objeto da atuação profissional quando integrados a ambientes a serem projetados?
Inciso IV: a partir do momento que podemos PROPOR alterações estruturais visando a melhoria dos espaços/ambientes, estes devem ser lançados no projeto. Vejam bem que PROPOR não quer dizer EXECUTAR. Para avaliar a viabilidade da proposta, determinar as respectivas condições técnico-estruturais para sua exequibilidade e, por fim, executar as alterações específicas apresentadas pela proposta compreende-se a participação/parceria de profissionais de engenharia civil. À medida que se amplia a complexidade de um determinado projeto, torna-se inconcebível prescindir, na sua elaboração e execução, de um rigoroso tratamento multidisciplinar concretizado na forma colaborativa de parceria multiprofissional. A parceria se torna uma exigência de qualidade e segurança.
Inciso V: você manda comprar e instalar tudo isso e o cliente/usuário que se exploda para aprender a lidar com a parafernália toda? Nesse ponto é fundamental que passe a ser adotado, de maneira obrigatória) um “Manual do usuário” para ser deixado com o cliente. No entanto é bom relembrar um detalhe: o cliente, de um modo ou de outro, tem que participar efetivamente de todas as etapas da elaboração do projeto.
Inciso VI: OK, mas ainda cabem mais elementos que merecem ser debatidos abertamente.
Inciso VI: OK, mas ainda cabem mais elementos que merecem ser debatidos abertamente.
Inciso VII: Tenho sérias restrições à este item uma vez que temos muitos profissionais que sobem os valores dos produtos (seja através das RTs ou da revenda). Isso também envolve a questão dos orçamentos onde alguns profissionais já alteram os valores antes de apresentar aos clientes. Isso deve ser analisado com muito cuidado diante da realidade do mercado.
Inciso VIII: OK. Inciso IX: o inciso inicia com o termo “planejar” e em seguida barra as propostas de alterações estruturais. Existem muitos projetos que a única solução – ou a mais viável – envolve a alteração de algum elemento estrutural. Portanto, deve-se eliminar essa barreira do texto. Lembro mais uma vez que PROPOR é uma coisa, EXECUTAR é outra. Planejar envolve a proposição de alterações estruturais, de acordo com a complexidade do projeto. Neste caso, considerando a complexidade do projeto, cabe a indicação de profissional parceiro (engenheiro) para avaliação e execução de tais alterações. Há que se impor que todo projeto complexo deve envolver parceria multiprofissional: isso vale para qualquer profissional.
Inciso IX: leia bem este inciso para perceber a incoerência do PL.
Inciso X: tirando o termo “interiores”, OK.
Inciso XI: OK.
Inciso XII: OK.
Inciso XIII: OK.
Inciso XIV: OK.
Inciso XV: OK.
4) Das competências:
Artigo 6°. Insistem no termo “interiores”.
Inciso I: OK.
Inciso II: OK.
Inciso III: OK.
Inciso IV: Observa-se uma contradição estranha quanto à questão de planejar (ou PROPOR) em segmentos notadamente de outras áreas. Porque não fazer o mesmo para as alterações estruturais já citadas anteriormente?
Inciso V: Penso que não haveria problema assumir uma atitude corajosa em inserir neste inciso o conjunto “em linguagem industrial” para os projetos, independente se for peça exclusiva ou seriada. Isso forçaria as universidades reavaliarem e readequarem esta disciplina que, em boa parte dos currículos, ensina projetos padrão marcenaria e não industrial.
Inciso VI: texto oco, vazio e sem entendimento em si. Dispensável.
Inciso VII: novamente a questão “não estrutural” esquecendo-se da premissa do Design de solucionar problemas através do planejamento e proposta. Proposta = propor.
Inciso VIII: OK. Paragrafo único: é o que eu já coloquei sobre profissionais parceiros e a diferença entre propor e executar.
5) Final
Artigo 7°. OK.
Após o texto do PL entra o texto da justificativa. E é aqui que se encontra o maior de todos os problemas disso tudo: os erros de direcionamento parlamentar que comporão, futuramente, a alma da Lei.
“A atividade do designer de interiores está relacionada com à do arquiteto, sem, contudo, confundir-se com ela.”
Este trecho da justificativa é crucial para a alma da Lei. Aqui está a amarra da área exclusivamente à Arquitetura. Por mais que tenha o “sem, contudo, confundir-se com ela.”, o simples citar disso no texto da justificativa já basta para futuras interpretações equivocadas da mesma em casos judiciais.
Amarrar a área à Arquitetura desta forma significa que não poderemos realizar vários outros trabalhos possíveis, pois estas não são atribuições da Arquitetura e tampouco elementos ou objetos arquitetônicos.
1° ponto: do corpo parlamentar.
Da forma como está descrito, o texto leva os parlamentares a pensarem erroneamente a concepção da área apenas com relação aos projetos envolvendo o objeto ou espaço arquitetônico desconsiderando todas as outras áreas possíveis para a nossa atuação profissional.
Eles irão votar exatamente aquilo que está escrito. E no texto o nosso trabalho está amarrado apenas ao objeto arquitetônico. Futuramente, em caso de questionamentos sobre a Lei, eles poderão até mesmo REVOGA-LA por erro conceitual ou por terem sido induzidos ao erro para aprova-la da forma como estava durante o trâmite no Congresso nacional.
Quem iria questionar ou fazer uma sandice dessas?
Eu ou qualquer outro profissional devidamente habilitado na área e que venha a ser impedido de exercer a sua profissão plenamente por causa de uma lei mal elaborada que me impede de contribuir com a sociedade e com o desenvolvimento do país em diversos segmentos da economia, do social terá o direito de fazer isso.
2° ponto: do referencial jurídico.
A Lei – pela justificativa apresentada e a ela incorporada – por si só é a jurisprudência principal no caso de um processo. Portanto, em caso de processos futuros não é apenas o texto da Lei que será levado em consideração, mas toda e qualquer interpretação legal terá como base o texto de justificativa que reflete, por sua fundamentação, a intencionalidade do legislador ou a “alma da lei”, por mais que tal texto não apareça futuramente junto à Lei sancionada. De modo análogo, incluem-se todos os demais textos que são incorporados à tramitação do projeto de lei que explicitem a referida intencionalidade.
SUBENTENDE-SE.
Com isso, facilmente algum advogado poderá se valer do texto de justificativa e outros correlatos ou análogos que foram apensos ao PL em sua tramitação até sua aprovação e promulgação. Ao recorrer à justificativa ou fundamentação, serão levantadas dúvidas sobre a atuação do profissional. Afinal, embora não esteja explicitada nos termos da Lei, a recorrência a estes textos, do ponto de vista hermenêutico, permite restringir a atuação profissional apenas aos elementos arquitetônicos. Em processos futuros certamente esta justificativa do PL tornar-se-á elemento hermenêutico crucial para condenar o “erro” do profissional que extrapole os limites legais da Lei no exercício profissional.
Por exemplo, se o profissional projetar o “interior” de uma embarcação estará ferindo a “alma da Lei” e terá que responder judicialmente por isso como exercício ilegal da profissão. Do mesmo modo, se o profissional projetar o “interior” de uma aeronave, poderá também ser processado por exercício irregular da profissão. O mesmo acontece caso ele desenvolva um projeto de transformação de um ônibus em um motorhome.
No texto de justificativa e fundamentação do PL, NENHUM destes elementos aparecem relacionados com a Arquitetura, mesmo sendo “interiores” afinal nem podem constar do texto dessa maneira, pois não são objetos arquitetônicos.
Nem de longe a justificativa apresenta qualquer possibilidade de atuação nestes segmentos e em diversos outros. O foco é apenas o elemento arquitetônico e, sempre voltado a algo mais condizente com a realidade da Decoração que do Design.
Considerando o grave equívoco do termo “interiores”, teremos também problemas com relação a projetos envolvendo elementos arquitetônicos. Por exemplo, o profissional poderá sofrer penalizações legais caso venha a realizar a reforma de uma praça pública ou privada em decorrência do termo “interiores” que se apresenta no texto de justificativa e fundamentação do projeto. Ainda poderão ocorrer problemas com relação à atuação do profissional fora dos “interiores” do elemento arquitetônico. Por exemplo, as fachadas também estão fora de nossa alçada e os grandes jardins (por mais que tenhamos estudado paisagismo e feito cursos e especializações na área) estarão fora de nossa atuação profissional, pois, segundo o dicionário Michaelis, temos que:
INTERIOR
in.te.ri.or adj (lat interiore)
1 Que está dentro. 2 Interno. 3 Íntimo, particular, privado. 4 Concernente à alma, à natureza moral. sm 1 A parte que está dentro. 2 Parte central de um país, por oposição às fronteiras. 3 Parte interna do país por oposição à costa ou litoral. 4 O próprio país, por oposição aos países estrangeiros. 5 O que há de mais recôndito de qualquer coisa. 6 Vida de família. 7 Instalação interna de uma casa.
Fica claro assim que, apenas “o que está dentro, é interno ou ainda, apenas as instalações internas de uma casa” poderão ser alvo do nosso trabalho caso este PL seja aprovado como está. Todas as outras possibilidades de atuação profissional que temos serão descartadas legalmente em função de uma Lei equivocada e mal elaborada. Há que ressaltar a certeza de que estas outras possibilidades são de nossa competência dado que adquirimos, ao longo de nossa formação acadêmica, os CONHECIMENTOS necessários e suficientes para realiza-las com segurança e qualidade.
Certamente, pelo desespero da ABD em perder o poder que acha que possui, atravessaram um projeto de lei desrespeitando TODOS os profissionais da área ao fazê-lo de maneira arbitrária e sem qualquer diálogo autenticamente democrático com a comunidade profissional DEVIDAMENTE HABILITADA NA ÁREA.
Pelo contrário, foi uma decisão tomada numa diretoria formada por, inclusive, arquitetos. Torna-se claro que, por um corporativismo às avessas, estes que fazem parte da diretoria estão defendendo (ou poderíamos dizer, reservando) o “seu” mercado ou o de seus amigos arquitetos que trabalham realmente com Arquitetura.
Uma diretora de uma regional da ABD entrou em contato comigo para conversar sobre as discordâncias entre nós (profissionais) e eles (ABD) sobre o texto do PL. Ela concorda em diversos pontos e diz que dentro da própria ABD tem outros que concordam com minhas argumentações, porém percebe-se que está praticamente impossível dialogar com a diretoria.
Propus que a ABD solicite uma pausa na tramitação e que o Congresso Nacional programe e realize audiências públicas para ajustarmos – com a participação de todos os profissionais concernidos que representem especifica e efetivamente a área profissional em questão - o texto do PL às reais necessidades e direitos dos profissionais devidamente habilitados, incorporando alguns elementos e detalhes significativos e alterando a justificativa e fundamentação de modo a eliminar incorreções e lacunas que possam causar futuros problemas para o exercício profissional. Após isso feito, a tramitação voltaria ao normal.
Mas – como sempre existe um “mas” – a diretoria negou essa possibilidade. Eles querem que a tramitação siga normalmente agora e que, após a sanção presidencial sejam feitas as alterações através de emendas.
A meu ver, isso até poderia ser feito SE a Lei tivesse poucas e pequenas alterações a serem feitas, o que não é o caso. Como também SE houvesse a possibilidade de alterar a justificativa da Lei pós sanção presidencial, o que é impossível.
Caso insistam nesse caminho, cairemos fatalmente na instabilidade jurídica da Lei afinal serão muitos pontos para serem alterados e o questionamento da justificativa a tornará juridicamente instável ao ponto deles poderem revoga-la por terem sido induzidos ao erro quando a votaram. E, caso isso aconteça, muito além se perder um tempo monstruoso na tramitação e aprovação deste atual PL, iremos virar motivo de chacota dentro do Congresso Nacional o que irá levantar barreiras imensas para a tentativa de tramitação de um novo PL.
Fora a questão direta do PL, outro ponto importantíssimo é que a ABD assuma publicamente um compromisso de não nos enfiar dentro do CREA ou do CAU. Não queremos levar a mesma vida sofrida e com tantas dificuldades e conflitos que os arquitetos levavam dentro de um conselho federal onde não tinham voz e nem vez. Dentro do CREA teremos os mesmos problemas que os arquitetos tiveram e dentro do CAU existem arquitetos 100% contra a existência de nossa profissão. Portanto… Fica a dica.
Assim, em nome da ética, do bom senso e da integridade de nossa profissão, o melhor é que a ABD dê esta pausa na tramitação deste PL e abra-se ao diálogo antes que o pior aconteça.
Já tentamos diversas vezes dialogar com eles sem sucesso. Eu, por falar as verdades necessárias e por tocar em feridas que eles fazem de conta que não existem, sou tido como persona non-grata lá dentro por parte dos diretores. E, falar verdades, para alguns diretores, é sinal de “ser chulo”.
Ironic mode on: isso me lembra a fala de uma das “mulheres ricas” quando ela colocou que “dizer a verdade não é ser chique”. #MURRI kkk – Ironic mode off.
¬¬
Ok afinal, futuramente, os culpados de todos os problemas serão somente deles (ABD) se assim insistirem.
Pois é pessoal, está chegando mais uma edição do N Design – Encontro Nacional dos Estudantes de Design.
Para quem não conhece e nunca participou, o N Design é um evento político, acadêmico, científico, cultural, anual, itinerante, sem fins lucrativos e sempre vinculado a uma entidade base formada por estudantes de design. É o maior evento de design do Brasil e um dos maiores da América Latina.
A edição 2013 será realizada em Salvador (já montou a sua caravana?) e acontecerá entre os dias 21 e 28 de julho.
O pessoal da CoNe está trabalhando pesado para garantir a realização de mais um evento mega legal e recheado de conteúdos para todos os participantes.
O tema deste ano é “Insira o seu contexto aqui” e tem por finalidade pegar as milhares de pessoas com objetivos, bagagens culturais e intelectuais diferentes, mas que são unidas por um objetivo além do conhecimento em design: a troca de experiências.
As inscrições ainda não estão abertas. Por enquanto apenas as para os editais (caso você queira compartilhar um pouco de seu trabalho e produção através de oficinas, veja neste link como participar).
Mais um excelente artigo da Mestre Viviam para vocês:
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL E EDIFICAÇÃO EFICIENTE: UMA BREVE INVESTIGAÇÃO SOBRE PREÇO E VALOR
RITTER, Vivian Fetzner (1)
As construções sustentáveis e edificações eficientes, onde se inserem, por exemplo, o controle do uso do solo, a aplicação eficiente dos recursos hídricos, a eficiência energética, a gestão dos resíduos sólidos, a preocupação com o ciclo de vida das edificações, com as energias renováveis, a iluminação sustentável e suas aplicações nas edificações, tem relação direta com a busca da eficiência e a conseqüente minimização do consumo de energia, e tais aspectos, antes de um modismo, estão efetivamente relacionados com o futuro da arquitetura, da construção civil e por que não dizer, com o futuro do planeta.
Atualmente entendemos como mera opção as questões vinculadas à sustentabilidade e às possíveis alternativas de construções sustentáveis, algo que não poderá perdurar por muito tempo. Num futuro bem próximo (2), seremos obrigados a projetar as edificações pautadas na sustentabilidade e eficiência energética. Assim, cogitando, como exemplo, o fim anunciado das lâmpadas incandescentes, outras leis deverão legitimar mudanças urgentes e necessárias, apontando para uma necessária alteração de paradigma.
Imediatamente conscientes da maneira pouco sustentável que a maioria orienta suas condutas no âmbito pessoal e profissional, vislumbramos a virada. Virada esta a nos alertar da necessidade de efetivamente mudar nossas atitudes perante o meio ambiente e todos serão chamados a fazer a sua parte. É preciso – e é possível – começar logo, através de atitudes sustentáveis no escritório, na rua, no trabalho, nas obras, nas nossas casas, nos nossos espaços. Uma mudança de concepção. Os erros do passado precisam ser sepultados. Muitos profissionais se vêem desestimulados e acreditam que a sustentabilidade somente poderia ser adotada nas construções totalmente sustentáveis, as auto- sustentáveis. Um equívoco. Uma construção mais sustentável, onde o “mais” é o fio condutor do projeto. Articular, pensar e repensar quais as lacunas latentes e passíveis de intervenção através da engenharia e da arquitetura capazes de tornar determinada construção mais sustentável e energeticamente mais eficiente.
Especificar este “mais” sustentável fará a diferença.
São infindáveis as alternativas que se apresentam, desde a utilização de placas fotovoltaicas nas construções, as válvulas de descarga com fluxo duplo, o reuso da água, a utilização consciente da iluminação natural e as alternativas para diminuir o consumo de energia através dos aparelhos de ar condicionado, cogitar a ventilação cruzada, atentar para o acionamento e desligamento das lâmpadas fluorescentes preservando, assim, sua vida útil. Enfim, definitivamente, há uma multiplicidade de práticas possíveis de serem adotadas pelos profissionais e por todos os quais desfrutam das benesses da natureza, que deveriam ser respeitadas.
Em razão disso, a atividade dos arquitetos, dos engenheiros e dos designers de interiores é de significativa importância na busca de alternativas concretas para alterar a perspectiva sombria derivada da falta de conscientização no sentido da adoção de boas práticas direcionadas à sustentabilidade. Não basta mais o cidadão ter a preocupação de separar seus resíduos domésticos, algo que ainda não foi adotado pela maioria. É necessário, cada vez mais, que todos se envolvam na busca de soluções para a matriz energética, com a construção de edificações sustentáveis e eficientes vinculadas à preservação do meio ambiente, onde o consumo dos bens legados pela natureza necessita de preservação imediata e efetiva.
O futuro irá depender, sem dúvida, das escolhas que fizermos, pois “[…] enquanto houver a presença da família humana no planeta Terra. Em todo o tempo que durarem as relações homem-natureza, esta questão estará presente, embora num processo contínuo de mudanças e adaptações” (3).
O crescimento da escassez dos recursos encontrados no meio ambiente (4) requer o desenvolvimento de novas técnicas para a sua administração, com o objetivo de evitar o fim dos recursos disponíveis. Nesse sentido, o aumento da escassez exige um crescimento econômico vinculado ao uso ponderado de recurso não havendo dúvida de que o homem, desde os primórdios da humanidade, está destinado ao crescimento econômico (5).
Trata-se de adotar, com consciência, uma visão multidisciplinar que, apesar de alguma complexidade, integra diversas áreas do conhecimento, a fim de reeditar a diversidade que compõe o próprio mundo onde são indispensáveis conhecimentos de arquitetura, das engenharias, do design, dentre outras.
O crescimento da escassez requer o desenvolvimento de novas técnicas para a sua administração, com o objetivo de evitar o fim dos recursos disponíveis. Nesse sentido, o aumento da carência exige um crescimento econômico vinculado ao uso ponderado de recurso não havendo dúvida de que o homem está submetido ao desenvolvimento econômico. Por isso, na discussão de preço e valor, que envolve, por exemplo, a escolha de uma lâmpada incandescente ou uma lâmpada led, não afasta a logicidade da opção pela segunda, seja por deixar de contribuir com o aquecimento global, proporcionar uma economia de energia de aproximadamente 70% a 80% em relação ao consumo de uma lâmpada incandescente, pela manutenção, por sua durabilidade, insumos estes inerentes ao conceito de sustentabilidade. Assim, o preço a ser pago por uma construção pautada pela sustentabilidade e eficiência energética, a curto e médio prazo será muito mais econômica, eficiente e adequada à preservação do meio ambiente.
Partindo de tais premissas, concluímos ser fundamental a adoção de componentes teóricos e práticos possíveis de fomentar alternativas destinadas à otimização na utilização dos recursos naturais, com respeito senão absoluto pelo meio ambiente, ao menos próximo daquilo que as demais gerações, num futuro não muito distante, irão agradecer. Não se pode olvidar que a natureza, como se pode perceber das inúmeras catástrofes, decidiu cobrar um preço que, talvez, por não termos dado o devido valor ao meio ambiente, nunca estejamos preparados para pagar. Quem sabe não seja esta a diferença entre “preço” e “valor” que nunca soubemos administrar.
(1) Doutoranda em Filosofia, Mestrado em Educação, Especialização em Iluminação e Design de Interiores, graduação em Design de Interiores, Professora de Pós-Graduação perante o IPOG, Coordenadora do MBA em Construção Sustentável e Edificação Eficiente pelo IPOG, graduanda em Direito.
(2) Por exemplo, o Programa Brasileiro de Etiquetagem em Edificações (PBE Edifica), que avalia as construções (residenciais, comerciais e prédios públicos) quanto à eficiência energética, como já acontece com os eletrodomésticos da linha branca, e já possui parceria com o Inmetro e com a Adene, empresa de Portugal, exemplo no referente à eficiência energética, hoje facultativa, num futuro próximo irá se tornar uma obrigatoriedade.
(3) COIMBRA. José de Ávila Aguiar. In Curso de Gestão Ambiental: Arlindo Philippi Jr., Marcelo de Andrade Romero, Gilda Collet Bruna editores – Barueri, SP: Manole, 2004, p. 527.
(4) Por meio ambiente se considera um conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural, e incluem toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites. Meio ambiente também compreende recursos e fenômenos físicos como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo. Para as Nações Unidas, meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.
(5) PINHEIRO PEDRO, Antonio Fernando e all. Direito Ambiental Aplicado, obra citada, p. 619.
Pois bem meus leitores, no momento atual em que a regulamentação profissional está em pauta, faz-se necessário novamente levantar alguns pontos sobre este assunto e apresentar dados reais sobre o que está acontecendo, de fato, com a nossa área. Mais precisamente, a forma antiética da atuação da Associação Brasileira dos Designers de Interiores Decoradores, doravante apenas ABD, nos bastidores deste processo.
1. Histórico da regulamentação:
Não é de hoje que lutamos por uma profissão regulamentada aqui no Brasil. Foram tentativas que infelizmente foram derrubadas:
1989 – PL n° 03515/89 – autoria deputado Meurílio Ferreira Lima – arquivado em 1993;
1989 – PL n° 6647/02 – autoria do deputado José Carlos Coutinho – arquivado em 2003;
2003 – PL n° 2621/2003 – autoria deputado Eduardo Paes – arquivado em 2007;
Observem que são mais de 30 anos de esforços na tentativa de regulamentar o Design aqui no Brasil. Das tentativas anteriores o que se pode observar basicamente são duas coisas:
A – a desinformação sobre a área que imperava na maioria dos parlamentares;
B – o forte lobby dos arquitetos agindo nos bastidores do Congresso Nacional.
O primeiro ponto (A) fica claro nos votos dos relatores e pareceres das comissões quando afirmam coisas mostrando que o entendimento deles sobre a área estava equivocada: tratavam Design como Artesanato.
O segundo ponto (B), no vídeo da ADG que apresento mais abaixo onde fica bem clara a existência dele e de sua força lá dentro.
Como todos sabem, atualmente tramitam no Congresso Nacional dois Projetos de Lei (PL) de regulamentação de profissões de Design, à saber:
- O PL 1391/2011 de autoria do Deputado Penna que regulamenta a profissão do Designer contemplando todas as áreas, menos a nossa. Este PL já está na última Comissão e tem todas as possibilidades de ser aprovado, finalmente, e ir para a sanção presidencial.
- O PL 4692/2012 de autoria do Deputado Ricardo Izar que regulamenta a área de Design de Interiores, projeto este feito pela ABD e que, em vários aspectos, minimiza a área apenas ao objeto arquitetônico além de diversos outros problemas que este não trata. (farei um adendo à isto no capítulo 2, abaixo).
Isso se deve à ingerência e arrogância da ABD ao se achar no direito de “falar em nome de todos os profissionais”, inclusive aqueles que não fazem parte de seu quadro de associados que, diga-se de passagem, é a maioria esmagadora dos profissionais habilitados aqui no Brasil.
Tudo aconteceu na primeira reunião da comissão formada por designers de varias áreas e de renome nacional (Van Camp, Harsi, Porto entre outros), que se uniram em prol da regulamentação para estudar e elaborar um texto base (minuta) que servisse para o futuro PL de regulamentação.
Nesse contexto inicial, foram chamadas as associações profissionais para fazer parte da comissão. Mesmo com protestos de diversos profissionais de Design de Interiores (ainda na época do Orkut), alguns membros da comissão resolveram manter a ABD como integrante da comissão e não abriram a possibilidade da participação de uma única voz discordante da ABD lá dentro.
Um aparte: a ADG, ADP e outras associações de design atuam dentro de suas áreas específicas respeitando-as e construindo-as. É bastante raro perceber, mesmo na web, vozes dissonantes ou contrárias às mesmas com dados precisos e contundentes. Fato este que não ocorre com relação à ABD: ela sempre foi alvo de graves críticas, desmascarada em ações nada éticas e, principalmente, nunca ouviu realmente o que os profissionais habilitados falam. Até mesmo os associados reclamam que nunca conseguem ajuda alguma desta associação, especialmente jurídica e de relações de mercado.
Este fato pode ser observado neste vídeo do “Encontro ADG: Sobre a Regulamentação do profissional de Design”, nas palavras do designer Ernesto Harsi que diz, com todas as letras, os motivos da área ter sido retirada do PL. A partir dos 30 minutos começa a parte que ele deixa isso bem claro. Sobre a ABD, está a partir do minuto 32:20m.
Para mascarar tudo isso, vez ou outra a ABD lança umas “pesquisas de mercado” em seu site. Porém, comodamente, ela não toca nas questões que são as mazelas do mercado. Assim é fácil passar a impressão que a profissão é um “mar de rosas”, que a profissão é magnífica e que todos vão sair nas revistas de alta circulação e mídias além de ficarem ricos. E, quando aparece alguma outra pesquisa levantando assuntos espinhosos e sérios, tentam desqualifica-la.
Vale lembrar que a ABD significa na realidade Associação Brasileira dos Decoradores. Quando a área de Design de Interiores/Ambientes começou a ganhar espaço na mídia e status no mercado (na gestão da Brunette Fracaroli), numa reunião fechada da diretoria eles resolveram alterar a denominação para Associação Brasileira dos Designers de Interiores.
Mas vale ressaltar que a ABD é uma associação multiprofissional: ela agrega basicamente três profissionais entre seus associados:
Os decoradores, dos quais muitos deles são oriundos daqueles antigos cursos de curta duração que eram oferecidos por instituições como Senac, por exemplo. Observa-se que, considerando este aspecto, nem de longe chega perto da amplitude formativa do Design de Interiores/Ambientes.
Poucos decoradores oriundos dos primeiros cursos superiores da área que são o início da implantação (tardia se comparada aos outros países) da área de Design de Interiores/Ambientes no Brasil.
Os arquitetos decoradores, como aqueles profissionais que não trabalham – ou pouco trabalham – com arquitetura, mas que também não tem formação ou especialização alguma em Design de Interiores/Ambientes e que encontraram na área de Design e Decoração um excelente filão a ser explorado com interesses financeiros.
E finalizando, os designers que são formados por escolas técnicas ou superior, devidamente habilitados em Design de Interiores/Ambientes.
Ou seja, ela não é nem nunca foi uma associação exclusiva da área de Design de Interiores/Ambientes.
Abaixo, apresento uma tabela quantitativa de associados que fiz com base nos dados levantados por mim no site da própria ABD no dia 06/03/13, na seção “Guia de Designers”:
Vale aqui ressaltar alguns pontos interessantes encontrados nessa lista:
* Estados onde percebi nomes duplicados sejam como estudante/estudante, estudante/profissional ou profissional/profissional ou ainda, todas as duplicações exemplificadas.
** Acreditem, o único estudante cadastrado está duplicado
*** Pelo numero elevado de associados me poupei de contar tendo de fazer a seleção visual na lista buscando identificar entre profissionais e estudantes cadastrados e misturados sem a possibilidade de filtrar os resultados. Porém percebe-se uma alta quantidade de nomes duplicados (mais de 40 numa rápida olhada em menos da metade da lista completa do estado).
De acordo com o site da ABD no dia 13/03/2013, há um total de associados de 2.773. No entanto, estima-se que hoje existam mais de 30.000 profissionais habilitados formados na área aqui no Brasil atuando nos mais diversos setores do mercado: lojas, escritórios próprios, empregados em escritórios de outros profissionais, indústrias, Instituições de Ensino Superior e Técnico entre outros.
É bastante comum vermos notícias da ABD alegando que o quadro de associados vem crescendo “vertiginosamente”. Em 2012 li matérias onde a ABD ora alegava ter 8.000, em outra anterior eram 9.000, no final do ano somavam 10.000 associados. Estamos em 2013 e o site da associação (recentemente totalmente reformulado e atualizado segundo a própria associação) mostra números bem diferentes.
Alegarão o que sobre esta discrepância? Seja o que for eu acredito mesmo é na ineficiência e desorganização da associação. Como pode uma associação crescer assim enquanto suas regionais fecham as portas? Isso é informação de fonte segura. Mas, mesmo com o hipotético numero de 10.000 associados, não cabe representatividade legal por não ser uma associação exclusiva.
Por ser esta uma associação multiprofissional, em nome do bom senso e da ética de mercado, ela deveria apresentar corretamente os associados deixando clara a sua formação. Entretanto, ela prefere afirmar que todos são designers, incluindo os ainda estudantes, lançando-os todos dentro de um mesmo balaio alimentando, assim, a desinformação sobre a área.
Não se sabe quantos arquitetos fazem parte dessa lista, nem quantos são os decoradores e muito menos quantos designers devidamente habilitados estão ali escondidos. E os ainda estudantes, aparecem em seu site como DESIGNERS!!!!
Claro, se ela fizer esta distinção entre os profissionais associados será obrigada a fazer a correta separação e consequente divulgação das barreiras profissionais, segmentando seus associados em grupos específicos. Isso fatalmente levaria vários profissionais que ali estão associados, já com anos de carreia, a serem impedidos de realizar determinados trabalhos por não serem devidamente habilitados para tal. Incluindo diretores.
Também devo salientar que a ABD jamais terá coragem de enfrentar os desmandos e abusos cometidos pelo CAU, CREA e outros órgãos ligados à Arquitetura e à Engenharia contra os profissionais de Design de Interiores/Ambientes. Na verdade ela somente se mexe quando estes órgãos atingem algum dos diretores, como foi o caso da Fabianne Brandalise(que era diretora regional do PR), de Curitiba, que se viu envolvida num mal estar com arquitetos provocado por um erro de uma jornalista. Um dos problemas corriqueiros no mercado de trabalho que afeta muitos profissionais e que, apesar das denúncias – incluindo de associados - a ABD sempre fazia “vistas grossas” e nunca agia na defesa destes.
Outro fator que devo salientar para deixar claro a não representatividade da ABD sobre a área de Design de Interiores/Ambientes é a sua consciente ignorância sobre a mesma. Observem este vídeo que a ABD lançou anteontem (12/03/13) em sua página do facebook:
É o programa Transforma Decor de Vitória-ES. Na entrevista, a atual presidente Renata Amaral descreve a profissão e também o Jéthero em sua fala faz alguns complementos.
Perceberam como a ABD amarra a área exclusivamente ao objeto arquitetônico?
Para esta associação, Design de Interiores/Ambientes é somente isso: aquele profissional que visa melhorar a casa, a loja, o escritório. Duvida ainda? Olhem o que diz o site da associação:
“O que é?
(…)
Um projeto de interiores deve considerar a estrutura do edifício, sua localização, o contexto social e legal do uso e o respeito ao meio ambiente. A criação exige uma metodologia sistemática e coordenada que inclui pesquisa e levantamento das necessidades do Cliente e sua adequação às soluções estruturais e de sistemas e produtos.”
“Especialidades
Designers de interiores podem ser especializados em um ou mais segmentos de atuação, sejam eles residenciais ou comerciais.
Residencial – Projetos de interiores para casas e apartamentos, novos ou reforma, localizados no campo, na cidade ou na praia, com intervenção em salas, cozinhas, banheiros, dormitórios e outras áreas. Para elaborar um projeto de interiores na área residencial estuda-se os hábitos dos indivíduos habitantes do espaço, como desejos aspiracionais e de relacionamento entre os membros da família, e as condições do edifício. Aspectos técnicos como elétrica, hidráulica e outras condições precisam ser avaliadas com atenção nos projetos residenciais
Comercial – Na área comercial, as exigências associadas à performance econômica são mais importantes e devem ser consideradas, ainda, questões como segurança, normas e regulamentos para cada segmento. Muitos designers de interiores são especializados em diversos campos do design comercial:
- Entretenimento: Emprego de avançadas tecnologias na concepção de espaços tais como: salas de cinema, teatros, casas de espetáculo, museus, galerias de artes, clubes de música e jogos etc.
- Saúde: Ambientes desenvolvidos sob rígidas condições de operação que abrigam clínicas, ambulatórios, consultórios médicos e dentários entre outros.
- Hospitality: Espaços destinados a prestar serviços ao público, como restaurantes, hotéis, auditórios, centros de convenções, night clubs etc.
- Escritórios (ou Espaços Corporativos): Instalações para acomodar colaboradores, dentro de exigências de conforto e saúde, em empresas de qualquer porte ou ramos de atuação.
- Varejo: Planificação de lojas, supermercados, shoppings centers, showroons, padarias e outros espaços destinados à comercialização de produtos e serviços.”
Eles não falam sobre isso, pois simplesmente não conhecem a área em sua essência, em sua amplitude, em sua complexidade e abrangência. Existem muitos associados – incluindo diretores – que não tem formação em Design. Portanto, são incapazes de projetar outros espaços/ambientes como, por exemplo, uma aeronave. Logo, não são na verdade Designers de Interiores/Ambientes.
3. Conselho? Piada!
Fui usado de diversas formas pela ABD na tentativa de calar-me e nisso inclui-se o fato de membros desta associação se aproximar de mim passando-se por “amigos”.
Um exemplo disso é o diretor Jéthero que, após diversas trocas de e-mails PARTICULARES entre eu e ele, estes foram apresentados abertamente numa reunião de diretoria (tenho testemunhas lá dentro que presenciaram o fato e estão dispostas a testemunhar sobre o ocorrido caso necessário).
Num momento anterior a isso e importantíssimo sobre essa situação é que, na última conversa que tive com o Jéthero por telefone (quando aguardava a conexão de vôo em São Paulo para Londrina no retorno do NDesign 2012), ele me falou que os planos da ABD eram regulamentar a área separadamente para inseri-la dentro do CAU!!!
É!!! Eles não querem um Conselho Federal próprio. É mais fácil eles se manterem no poder dentro do CAU (com diretorias indicadas) de quem já são muito amigos que num Conselho próprio onde há eleições que não podem ser manipuladas com tem sido as da ABD.
Já temos problemas demais com alguns arquitetos que não nos aceitam (incluindo autoridades do CAU) e ainda querem nos enfiar lá dentro?
Seremos o que afinal de contas? O mesmo que os arquitetos foram por anos dentro do CREA? Massacrados, sem voz, sem preferência, sem tudo? Foram estes problemas que os levaram à alforria e à criação do CAU, separando-se definitivamente dos engenheiros para que pudessem cuidar decentemente da Arquitetura. Viviam num Conselho onde existiam “50 tons” de Engenharia (especialidades) e “2 tons” de Arquitetura (Arquitetura e Urbanismo). Óbvio que eram voto vencido. Uma batalha inglória e injusta.
Vale ressaltar aqui a visão tosca que o sistema CREA/CONFEA tem sobre a área de Design de Interiores. Até hoje o sistema CREA/CONFEA não aceita o registro de profissionais de Design de Interiores com nível superior. Aceitam apenas o registro se este for de nível médio (técnico) e de acordo com as legislações internas, as atribuições profissionais são apenas aquelas relativas à Decoração. Não consegui ainda encontrar nada do CAU sobre o assunto, mas duvido que haja diferença nesse discernimento sobre Design de Interiores/Ambientes uma vez que estas legislações do sistema CREA/CONFEA foram feitas dentro da Câmara de Arquitetura do CREA, antes da existência do CAU.
4. Outros
E como se não bastasse tudo isso, esta associação age de maneira mafiosa. É bastante comum as empresas oferecerem aos profissionais programas de benefícios. Alguns pagam as promíscuas RTs, outras premiam os maiores especificadores com viagens e outros prêmios. Porém o que vemos em grandes redes como a Tok & Stok, Etna, Leroy Merlyn e tantas outras lojas grandes e importantes é a exigência da associação à ABD para poder fazer parte dos programas. Há também mostras e até mesmo concursos que exigem a associação.
Mas isso é CRIME!
A ABD não tem representatividade e tampouco poder legal de um Conselho Federal para impor estas restrições no mercado ou qualquer norma sobre a área. Ela força a reserva destes benefícios e direitos apenas para seus associados.
Também levanto a questão do desrespeito com todos os profissionais de Design envolvidos direta e indiretamente na elaboração e tramitação do PL 1391/2011 que regulamenta o Design. É fato que o Design ainda não é compreendido corretamente por alguns parlamentares. Até mesmo na tramitação deste PL houveram algumas confusões de conceito, como as já demonstradas no inicio e a ADEGRAF teve que trabalhar muito lá em Brasília esclarecendo os parlamentares que ainda tinham dúvidas sobre a área.
Porém, quando encaminhei o e-mail ao Jéthero (aquele entre eu e ele que ele apresentou à toda a diretoria) dizendo que nós (diversos designers que mantenho contato e que me seguem nas redes sociais e aqui em meu blog) não apoiaríamos o PL deles e que daríamos apoio integral ao PL do Design o que a ABD fez?
Mostrou a verdadeira face: arrogância, prepotência, desrespeito e egoísmo.
No desespero de perder o suposto poder que acreditam ter, enfiaram o PL deles dentro do Congresso Nacional cientes que esta confusão de conceitos e entendimento sobre Design poderia levar todo o trabalho feito até aqui pró-regulamentação do Design pelo ralo, atropelando todos os que outrora chamaram de amigos e deram tapinhas nas costas (a comissão do Design e associações envolvidas).
Oras, um deputado que ainda tem dúvidas sobre o que é Design certamente irá pensar:
“Mas o que é isso? Acaba de passar um PL por aqui sobre Design e agora vem mais um?”
Isso irá acontecer até mesmo com os que já são esclarecidos com relação ao tema e, fatalmente poderá atrapalhar o andamento do PL do Design isso se não chegar a parar a sua tramitação e, mais uma vez, vermos todo o árduo e competente trabalho desenvolvido por uma equipe séria ser desmantelado por mero egoísmo de um grupinho.
Não podemos permitir que isso aconteça.
É jogo sujo demais por trás de uma fachada bonitinha.
Com isso tudo exposto fica então a questão:
Que representatividade legal é essa que ela diz ter para “falar e agir em nosso nome”?
No meu ponto de vista, NENHUM!!!!
5. Concluindo
Portanto, diga não ao PL 4692/2012 da ABD.
Encaminhe e-mails aos deputados de seu estado rejeitando este PL.
Além de apoiar o PL 1391/2011, devemos apresentar o nosso desejo de que a nossa área seja inserida no referido PL após a sanção presidencial, através de emenda.
Isso é fácil de se fazer, rápido, justo e ético.
Caso você não goste de escrever ou tenha dúvidas sobre o conteúdo do texto para encaminhar aos deputados, copie o link deste post e encaminhe aos deputados apresentando-se como profissional da área e solicitando que eles leiam com atenção este post.
Bom pessoal, entre as novidades deste ano aqui no blog está a participação de colaboradores escolhidos a dedo para vocês. Começo então com este excelente artigo da mestre Vivian.
Sensação, percepção e emoção no espaço projetado
Profa. Me. Vivian Fetzner Ritter*
Certas características da contemporaneidade alteraram profundamente os modos de organização social, a vida pessoal e emocional dos indivíduos e os seus espaços. Entre essas características está a redução do espaço vital e o fenômeno do confinamento funcional.
Os arquitetos e designers de interiores já consideram essas características projetando balizados pela minimização das dimensões dos espaços arquitetônicos e buscando por estratégias para que esse espaço seja otimizado e percebido como um espaço de dimensões satisfatórias.
É importante lançar um olhar sobre a percepção como uma estratégia a ser utilizada nos projetos de arquitetura e design de interiores. Os conhecimentos sobre percepção, sensação e emoção devem ser entendidos como vitais no projeto, uma vez que não é recomendável separar a subjetividade da objetividade de um projeto. Essas alterações são percebidas com rigor na iluminação, antes se comprava lâmpadas, hoje se compra efeitos de luz.
A subjetividade está por trás da objetividade do projeto. Por vezes, as qualidades não residem propriamente no objeto ou na estrutura da edificação, mas na percepção do usuário do espaço.
Freqüentar várias vezes um restaurante onde a comida não é tão boa, mas o espaço é agradável pode ser explicado pela percepção positiva e a relação afetiva desenvolvida pelos usuários em relação à estrutura física e sensorial desse restaurante. Tratam-se de aspectos como sons, aromas, texturas, cores, conforto térmico e outros atributos que dependem das capacidades perceptivas dos indivíduos. Os freqüentadores desse restaurante são fundamentais para a interpretação do discurso desse espaço.
A experiência sensível é o início de todo o conhecimento. Por isso, a sensação é a primeira das fases do processo perceptivo, seguida da atenção, percepção, emoção e memória.
Segundo o escritor inglês John Berger (1999) “a maneira como vemos as coisas é afetada pelo que sabemos ou pelo que acreditamos”. Uma loja de vestuário feminino utiliza o que chamamos de design sonoro e escolhe uma música “agradável” para os clientes, da mesma forma, elege uma essência “agradável” para ser associada à identidade da loja, entre outros recursos. Apesar de haver a mesma condição ambiental, e uma certa semelhança de impressões de percepção, cada sujeito que entrar nessa loja a perceberá de maneira diferente, assim, o mesmo espaço arquitetônico será visto de diferentes formas e interpretado de maneira particular.
A percepção é conduzida pela experiência sensorial, conhecemos as coisas mediadas pela nossa experiência. Olhar, cheirar, ouvir, tocar e saborear é um ato de escolha, elegemos o que nos chama mais atenção para ver. É preciso muito mais do que olhar para compreender um espaço e a emoção que ele enseja, é preciso ver com os ouvidos, com o nariz, com o estômago, com a pele. Ver aquilo que os olhos não vêem. Ver com os olhos da mente é sentir aquilo que se olha.
Recebemos muitos estímulos contínua e simultaneamente. Por isso, para que haja percepção é preciso dar significado a esses estímulos. Não conseguimos dar sentido a tudo que ouvimos, a tudo que olhamos, a tudo que sentimos. Normalmente, aquilo que nos chama mais a atenção é mais facilmente percebido.
A porta de entrada de um estímulo são os canais sensoriais, os cinco sentidos do organismo humano e a forma como organizo e interpreto esses estímulos é o que chamamos de percepção. O produto de um estímulo é o prazer ou o desprazer que dão origem às emoções, explicando, assim, a agradabilidade referida ao restaurante e à loja. A emoção foi o resultado da percepção, ou seja, da interpretação do aroma e da música. Ambos, nesse caso, contribuíram para que o espaço fosse interpretado e percebido positivamente, ou melhor, prazerosamente pelos clientes.
Cabe ressaltar que toda informação carregada de emoção é mais facilmente armazenada na memória e pode influenciar na interpretação dos dados percebidos. A percepção é a resposta à organização das informações obtidas pelos sentidos de modo que se possa ouvir e interpretar o discurso (a fala) do espaço arquitetônico.
Ao fazer referência a discurso, portanto, atentamos para a forma como as palavras, conjuntos de sentenças e práticas relacionadas funcionam como discurso e apontamos a importância do discurso do espaço que, mesmo não utilizando palavras, exerce efeito de poder, de persuasão, de enlevo e de subjetivação. Pode-se, assim, considerar que um espaço pode proferir um discurso através da cor das paredes, da altura do pé direito, dos únicos e poucos respingos de iluminação que adentram por frestas um espaço e, por essas características físicas, constituem efeito de poder para torná-lo assustador ou interessante.
Se o discurso tem efeito de verdade e de poder, pode-se pensar esse discurso emitido pelo espaço de forma “não verbal”. O espaço ordenado é um discurso não verbal, que exerce poder sobre os usuários ou freqüentadores; é o poder de um discurso, que pode conter verdade e engano. O discurso do espaço tem o poder de modificar comportamentos e atuar na subjetividade dos sujeitos. Sendo assim, os discursos do espaço são percebidos, absorvidos e entendidos sem o uso da escrita ou de fala, por isso, o discurso proferido pelo espaço “diz” para os sujeitos de forma “não dita” ou “dita” de forma “não verbal” ou “não verbalizada” ou “não visualizada”.
Assim, o sujeito vai sendo moldado, disciplinado e incitado a comportar-se de acordo com as características e finalidades de um espaço, que condicionam silenciosamente a percepção. Todos os receptores sensoriais participam invisivelmente desse discurso do espaço arquitetônico.
Os espaços são concebidos para atender às necessidades do sujeito, ou é o sujeito que é reinventado a partir da forma e das regras de comportamento pretendidas por aquele espaço, em seu discurso disciplinador? O discurso do espaço é uma força que replica muitas vezes sujeitos expostos ao poder e à persuasão daquele espaço.
Modalidades discursivas são proferidas pelos espaços, inclusive as hedonistas, que incitam o sujeito a desejar “metros quadrados” que discursem “verdades” sobre o que é ser “vip”, por exemplo, e como portar-se enquanto se está sendo “um sujeito vip”. Dessa forma, os sujeitos respondem mimeticamente aos distintos discursos de um espaço. As diferentes percepções de um espaço condicionam e constituem as diversas maneiras de ser sujeito naquele ambiente, ou seja, respondendo adequadamente aos discursos do espaço. O sujeito realiza exercícios de expressão para compor suas variáveis de apresentação e comportamento, as quais são chanceladas como “verdadeiras” pelo discurso do espaço para aquele que está no interior do espaço, ou seja, um espaço projetado não se apresenta livre de conseqüências para o sujeito.
Portanto, é através da percepção que um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado e valor afetivo ao seu meio, fazendo uso desses saberes podemos transformar espaços existentes em espaços preferidos, comportamentos que respondem as pretensões daquele espaço, um espaço projetado que projeta comportamentos.
Por estas razões, a arquitetura e o design de interiores, além de solucionar demandas funcionais, devem projetar sensações que sejam percebidas emocionalmente pelos usuários, pois são parte decisiva do efeito e do sucesso de um projeto arquitetônico.
* Vivian Fetzner Ritter – Pesquisadora e Doutoranda em Filosofia com a tese “Discurso do espaço arquitetônico e seus modos de subjetivação” (UNISINOS-RS). Mestre em Educação e Estudos Culturais (ULBRA-RS). Especialista em Iluminação e Design (OSWALDO CRUZ-SP). Graduada em Design de Interiores (ULBRA-RS). Graduanda em Direito. Acumula ainda, extensões em Design Estratégico: o projeto da Inovação (UNISINOS-RS); Método Etnográfico como ferramenta de pesquisa para o Design (UNISINOS-RS) e Docência do Ensino Superior (IPOG-GO). Atualmente é Coordenadora do MBA em Construção Sustentável e Edificação Eficiente e professora de pós – graduação junto ao IPOG, lecionando, nos cursos Master em Arquitetura, Iluminação e Design de Interiores, MBA em Construção Sustentável e Edificação Eficiente, Gestão da Produção Sustentável e, ainda, Design de Interiores, respectivamente, as disciplinas “Sustentabilidade e Eficiência Energética”, “Arquitetura de Interiores Corporativa”, “Projeto de Arquitetura de Interiores Corporativa”, ”Percepção Visual”, “Design Corporativo”, “Educação Ambiental e práticas responsáveis: ecodesign, redesing e bioconstrução.
Numa primeira lida (rápida) não percebi alguns detalhes contidos no texto. Passo então a analisa-lo e, porque não, desmistificar alguns argumentos (não ficou claro se são dela ou ela coletou pela web) contra a regulamentação profissional dos designers citados no texto dela.
1 – Desvalorização da profissão, a partir da oferta de cursos de baixa qualidade e estudantes pouco comprometidos com o conhecimento, buscando apenas o diploma para exercício profissional.
É absurdamente equivocado este tipo de pensamento.
Sobre a qualidade dos cursos ofertados a tendência pós-regulamentação é que eles melhorem e muito em qualidade e que aqueles oferecidos por “uniesquinas” acabem por falir (graças a Deus!).
A questão é simples: atualmente o MEC não consegue fiscalizar todas as universidades e cursos existentes no Brasil. Falta estrutura, faltam profissionais e falta, principalmente, vergonha na cara dos donos das IES privadas. Digo isso, pois eles contratam mestres e doutores apenas para aprovação do curso. Com a resolução em mão a tendência é demitir os mestres e doutores e ficar apenas com, quando muito, especialistas. Outro fator diz respeito à infraestrutura: o que tem IES privadas por aí que alugam bibliotecas vocês não fazem idéia.
No conselho federal deve existir uma diretoria de ensino e pesquisa que irá avaliar os cursos juntamente com o MEC ( ou auxilia-lo a melhorar as diretrizes) assim como acontece nos cursos das profissões já regulamentadas. É esta diretoria que irá propor correções nas matrizes, direcionar ementários “desfocados” entre tantas outras ações visando sempre a melhora da qualidade dos cursos ofertados. Ou então, pode-se optar por outra instituição credenciada junto ao conselho para que faça especificamente este serviço. Olhem aqui o site da ABEA – Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo.
Já sobre os estudantes isso sempre existiu e sempre existirá, regulamentada ou não a profissão. A questão é que estes que levam o curso “empurrando com a barriga” dificilmente conseguirão um lugar ao sol no mercado.
2 – O custo das empresas com encargos trabalhistas seria transferido para os projetos, elevando os preços e prejudicando a contratação legal por parte das micro e pequenas empresas.
Não vejo arquitetos, engenheiros e outros profissionais reclamando disso.
É preferível então ter uma vida profissional clandestina só para manter os valores ridículos que tem sido praticados no mercado?
É preferível então não ter segurança jurídica alguma?
É preferível então continuar usando a conta bancária pessoal na vida profissional?
É preferível então desgastar dia a dia o carro pessoal no trabalho porque não conseguimos abrir um leasing em nome da empresa?
É preferível então ficarmos reféns do mercado perdendo grandes oportunidades nas licitações públicas por não sermos pessoas jurídicas?
Posso citar ainda muitas outras situações que desmentem facilmente essa artimanha. Mas creio que já está bom.
3 – Obrigatoriedade do registro na entidade profissional, o que nem sempre significa cumprimento dos direitos por parte das empresas.
Não sei, mas acredito que esta afirmação tem um erro. No lugar de “direitos” deveria estar “deveres” ou “responsabilidades”.
Se é para ser como está escrito, direito é direito. Se o seu foi desrespeitado vá atrás deles. Denuncie e, se necessário, busque-os por vias judiciais.
Se estiver realmente incorreta e deveria estar “deveres”, e aí é uma questão de ética pessoal e profissional. Quem não cumpre com seus deveres profissionais, definitivamente boa praça não é. Logo, não merece ter direitos e os benefícios destes.
4 – Exclusão do mercado de profissionais autodidatas que apresentam trabalhos de ótima qualidade.
Em momento algum a regulamentação profissional visa excluir quem já atua no mercado. Se é um profissional de “ótima qualidade”, tem portfólio que comprove, qualidade nos projetos e os anos mínimos de exercício profissional previstos na Lei da regulamentação, poderá continuar a atuar tranquilamente.
Mas na parte dos prós encontrei um probleminha também:
Reserva de mercado.
Quem insiste em bater nessa tecla mostra claramente que desconhece o inteiro teor do PL e a Lei brasileira. Reserva de mercado é crime, simples assim.
O que acontece é que, regulamentada a profissão, a pessoa para exercer a profissão terá de obedecer o que diz a nossa Constituição Federal:
Art. 5º – XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
Ou seja: a partir da regulamentação, quem quiser trabalhar na área terá de fazer uma coisinha que está bem fora de moda (e cada dia mais fora) atualmente: estudar.
Outro equívoco dela foi dar destaque ao projeto de regulamentação do Design de Interiores enfiado pela ABD via deputado Ricardo Izar e não questionar veementemente a não inserção de nossa área no PL do Design.
Essa é a derradeira tentativa da ABD vir a ser o Conselho Federal da área. É o que eles sempre quiseram, sonharam, e desejam com todas as forças (negras e egoísticas) de suas almas. Tanto que suas ações provam isso ao vermos várias empresas (Tok&Stok, Etna, Leroy Merlin e várias outras) exigindo a filiação à ABD para poder fazer parte de seus programas de parcerias e benefícios.
Já escrevi diversas vezes e repito: a ABD é apenas uma associação. Não tem direito algum de tentar regulamentar nada e tampouco impor-se como autoridade sobre a área. Isso é papel dos Conselhos Federais e isso, definitivamente, ela não tem moral e nem ética para ser.
É ilegal esse posicionamento que ela tem forçado as empresas à tomar. Tanto ela quanto as empresas que cedem aos seus chiliques estão passíveis de punição na Lei.
Bom, por hora é isso o que eu tinha a esclarecer sobre este assunto.
Sempre digo que um excelente (e gostoso) exercício é a análise de fotos e vídeos. Os videoclipes evoluíram muito em vários aspectos, dentre eles, cenografia e iluminação.
Para fazer este tipo de exercício devemos:
- assistir a primeira vez apenas para “curtir” e dar uma geral no clipe.
- a segunda e subsequentes vezes, buscando informações visuais ali presentes. Aqui você pode separar os elementos. Primeiro observe a cenografia quantas vezes forem necessárias. Depois a iluminação e assim por diante.
Pois bem, vamos então analisar o vídeo “Dance Again”, com Jennifer Lopez ft. Pitbull.
Descontem a beleza e sensualidade sublime da Jennifer e a força masculinidade do Pitbull ok? rsrsrs
Eu já conhecia a Fasa a bastante tempo e sempre admirei muito todo o trabalho realizado por eles. E essa admiração aumentou quando conheci pessoalmente o mestre Wilson Sallouti e aumentou mais ainda quando tive o prazer de tê-lo como professor em um dos módulos da pós em iluminação (uma perda imensurável a retirada deste módulo da pós do Ipog).
A Fasa é a mais tradicional empresa especializada de iluminação com fibra ótica aqui no Brasil. Foi fundada em 1990 e hoje conta com uma estrutura própria para a fabricação dos sistemas de iluminação com fibra ótica e uma equipe de profissionais capacitados.
Ao longo dos anos a Fasa vem acumulando diversos prêmios:
- Prêmio Abilux 2010 Design de Luminárias
- Prêmio Senai-SP Excellence 2010
- Prêmio Abilux Empresarial de Design 2007
- Prêmio Via Design 2005
- Prêmio Abilux Empresarial de Design 2004
- Prêmio Best Mex de Mídia Exterior
- Prêmio Abilux Empresarial de Design 2002
- Prêmio Top of Business
A Fasa é responsável pelos mais expressivos projetos com fibra ótica no Brasil em diversos segmentos: museus, entretenimento, paisagismo, comunicação visual, e outros.
Vejam algumas imagens:
Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Carlos Costa ìnto – Salvador/BA
Clique aqui para ver imagens do Museu Homem do Nordeste – Recife/PE
Clique aqui e aqui para ver imagens do Museu Dom Bosco (Museu do Índio) – Campo Grande/MS
Clique aqui para ver um espaço zhen lindo! É, a fibra ótica pode e deve ser aplicada também em piscinas, spas e outras áreas com água!!!
E engana-se quem pensa que a fibra ótica solta luz apenas pela ponta. Olhem esse exemplo de sidelight.
Pode ser usada também para dar um UP no comércio de seus clientes. Olhe aqui e aqui.
O melhor da fibra ótica é que você pode soltar a sua imaginação e criar, criar e criar. Ela dá conta do recado sempre!!!
E fiquem atentos pois vão rolar promos aqui durante este ano tendo como prêmios kits de iluminação doados pela Fasa!!!
Além das promos, o Wilson se predispôs a escrever também aqui para o blog falando sobre a Fibra Ótica.
E que venha 2013!!! Iluminado agora com a Fibra Ótica da Fasa!!!
A Apple, conhecida por proteger agressivamente seus iPads e iPhones de cópias, está fazendo o mesmo para o design de interiores de suas lojas. A Marcas e Patente dos EUA acatou e concedeu na última semana à Apple o pedido de patentes sobre o design e layout minimalista de suas lojas de varejo. A empresa havia depositado originalmente o seu pedido de proteção da marca nos interiores das lojas de varejo em maio de 2010, de acordo com os registros de órgãos governamentais. Foi aprovado em 22 de janeiro.
No ano passado uma loja falsa da Apple em Kunming, China, com o logotipo branco da Apple e mesas de madeira chamou a atenção depois que um blogueiro fez um post após visita-la. A loja parecia tão autêntica que até mesmo os vendedores achavam que estavam trabalhando para a Apple. As autoridades chinesas rapidamente ordenaram a loja a fechar, assim como mais de 20 outras que estavam vendendo os produtos da Apple, mas sem autorização para fazê-lo.
A patente vai desde a fachada, elementos arquitetônicos (escadarias, etc) até os ambientes interiores e mobiliários. Afirmando que este tipo de direito de marca, conhecido como trade dress, em projetos de interiores tem precedentes, disse Christopher Sprigman, da Universidade de Virginia professor de direito e co-autor do livro “A Economia Knockoff”. Em 1992, o Supremo Tribunal os EUA permitiu que uma cadeia de restaurantes mexicano de fast-food protegesse seu design e decoração.
Para ser bem sucedida em uma reivindicação de trade dress, a Apple precisaria mostrar que os consumidores confundiam um projeto da loja infratora com a sua própria. “A pergunta do milhão de dólares, neste caso, como em praticamente todos os casos de trade dress , é o quão perto um concorrente pode vir para o projeto sem infringir em cópias”, diz Sprigman. Direitos de marca não se estendem para fora dos Estados Unidos, mas as empresas que as detêm para a proteção doméstica, muitas vezes também buscam garantias similares em outros países em que atuam.
A Apple tem cerca de 250 lojas próprias de varejo nos Estados Unidos, assim como lojas em cerca de uma dúzia de países.
(Reportagem de Erin Geiger Smith; edição por Martha Graybow e Gevirtz Leslie)
Trade dress é um termo legal da arte que geralmente se refere a características da aparência visual de um produto ou na sua embalagem (ou até mesmo o design e arquitetura de um edifício) que indicam a fonte do produto para os consumidores para evitar que eles comprem um produto sob a crença de que é outro. Trade Dress é portanto, uma forma da propriedade intelectual.
Por exemplo, a forma, a cor, e a disposição dos materiais numa linha infantil de roupas pode ser protegida pelo Trade Dress (no entanto, o desenho das peças de vestuário em si não está protegida). Pode também ser aplicado na concepção de uma tampa de um recipiente, a aparência e decoração de um cadeia de restaurantes ou um método de exibição de garrafas em uma loja de vinhos.
Mas infelizmente isso não vale aqui no Brasil. Ao menos não consegui encontrar referência alguma sobre isso na nossa legislação.
Temos uma legislação tosca com relação até mesmo a produtos. A cópia descarada é permitida e quem se sentir ultrajado com as cópias, que vá esquentar ainda mais a cabeça nos tribunais, gastar muita grana com as custas sem contar na demora para a solução do problema.
É bastante comum vermos projetos muito parecidos com outros tendo como seus autores profissionais diferentes. Também é bastante comum os clientes chegarem com recortes de revistas querendo “exatamente aquilo” e vermos profissionais levando à cabo que “o cliente tem sempre razão”. Conheço alguns profissionais que viajam para o exterior para, além de aparecer nas colunas sociais dizendo que foi assistir ao show da Madonna lá em Tokio, simplesmente bater pernas pelas cidades copiando projetos e depois realizando-os aqui no Brasil enganando seus clientes. Inclusive, sobre esse ultimo caso, tem gente “graúda” e que figura nas páginas das revistas de “dizáine” – como o Cafofo da Cráudia” – com uma carrada de processos internacionais por cópias, plágio, etc.
Mas infelizmente as nossas Leis de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual são péssimas, ultrapassadas e deixam muito a desejar. Nem mesmo aqueles profissionais já consolidados no mercado e que tem a sua “assinatura” estética ou técnica facilmente reconhecíveis em seus projetos conseguem essa proteção.
Até mesmo quando falamos em projetos para franquias a coisa é bastante complicada judicialmente. O que temos hoje é: se o cara resolve copiar o projeto de uma determinada rede, basta que ele troque a temperatura de cor ou potencia das lampadas que já não mais caracteriza o mesmo projeto. Da mesma forma, se tivermos 12 banquetas no balcão e ele trocar o tecido ou cor de apenas uma delas, já descaracterizou a propriedade intelectual, por mais que TODO o resto seja absolutamente igual.
Já recebi comentarios e e-mails de pessoas que vieram aqui e deliberadamente copiaram meus textos e colocaram em seus trabalhos ou sites sem citar a fonte ou ainda pior, colocando-se como autores dos mesmos. E ainda tive de ouvir que vivemos numa era de compartilhamento livre onde o que está na rede é de todos e para todos.
Primeiramente deixo aqui o meu pesar às famílias que perderam seus entes (crianças ainda) nesse desastre horrível na boate Kiss em Santa Maria – RS.
Deixo também o meu pesar aqueles que perderam amigos de modo tão absurdo.
Deixo o meu pesar também à bela e acolhedora cidade de Santa Maria que tive o prazer de conhecer ano passado quando fui palestrar na UFSM durante a Semana Acadêmica de Design.
Rogo a Deus que derrame sobre todos vocês as suas bênçãos, sua paz e em seu infinito amor conforte seus corações nesse momento tão triste e doloroso.
fonte: Folha de São Paulo
A imagem acima representa o que estou sentindo neste domingo sombrio e triste. Compartilho a dor e o desespero de meus irmãos rio-grandenses.
Mas, com o perdão da palavra neste momento de tanta dor e desolação, faz-se necessário expor algumas verdades.
É de conhecimento de todos que a maioria absoluta das casas noturnas e espaços de diversão e entretenimento aqui do Brasil não respeitam as normas de segurança. Isso se deve a diversos fatores que levanto a seguir:
1 – PROPIETÁRIOS DE ESTABELECIMENTOS
É muito comum no dia a dia profissional, quando apresentamos projetos para proprietários desse tipo de estabelecimento (por vezes até mesmo em residências, lojas, etc) que eles comecem a chiar, reclamar por causa dos custos. É um tal de corta isso, tira aquilo que dá medo. O fato é que eles priorizam a estética (beleza) deixando de lado a técnica (segurança).
Quando nos negamos a eliminar itens essenciais para a segurança e acessibilidade, muitos clientes fazem os acertos nos bastidores com os mestres de obras e pedreiros que desconhecem, na maioria, as Leis. Quando chegamos à obra para fiscalizar o andamento a coisa toda já foi feita. Muitas coisas foram alteradas sem a permissão ou aval do profissional responsável pela obra. E, quando o profissional percebe tais alterações e solicita a assinatura por parte do cliente de um documento relatando as alterações projetuais, isentando-o da responsabilidade nestes itens especificamente, geralmente inicia-se uma guerra entre os dois lados e dificilmente o profissional consegue tal assinatura.
Isso tudo quando existe algum profissional por trás do projeto, pois é sabido que existem muitas casas desse tipo que nem isso tem. Muitos proprietários simplesmente acham que o seu bom gosto basta e montam verdadeiras arapucas para os usuários destes espaços.
Não devemos nos esquecer também que, em caso de pânico, até prove-se a veracidade do acontecimento, as portas dos estabelecimentos são fechadas para que ninguém saia sem pagar a sua comanda. E isso são ordens dos proprietários, gananciosos e dinheiristas. Outro detalhe é que, no caso, apesar da estrutura baixa do palco aliada à irresponsabilidade do proprietário em contratar a banda permitindo o uso de fogos sabendo que o isolamento era de espuma logo, altamente inflamável. E agora a pergunta: Que diabos – ou quem foi o diabo – que especificou espuma para isso sendo que existem inúmeros produtos mais adequados e, especialmente, anti-chamas?
2 – PROFISSIONAIS DAS ÁREAS ENVOLVIDAS
Já cansei de ver profissionais curvando-se aos pedidos dos clientes. Aquela velha história de “o cliente sempre tem razão” infelizmente muitos levam ao pé da letra desconsiderando as questões acima já citadas. Já outros preferem o lado negro da atuação profissional buscando o “jeitinho brasileiro” para resolver os problemas.
Alguns anos atrás fui convidado para participar do projeto de uma casa aqui em Londrina. Na primeira reunião que tive com a arquiteta e o proprietário ela estava se gabando, super feliz por uma coisa que tinha conseguido efetivar durante o dia: a liberação do projeto junto ao Corpo de Bombeiros. Porém o fato é que o projeto tinha diversos problemas relativos à segurança e, nada que um bom “cachê” não resolvesse. E resolveu. O projeto foi liberado, uma casa que comporta mais de 3000 pessoas, com apenas UMA saída de emergência minúscula. O piso superior da casa não dispunha de uma saída independente levando os usuários, em caso de pânico, a ter de descer uma escadaria e entrar no meio do empurra-empurra para tentar alcançar essa única saída de emergência afunilada.
Podem se perguntar se eu fiz a denúncia e respondo: não fiz. Não sou arquiteto e tampouco engenheiro, não é responsabilidade minha fazer isso, especialmente porque a fulana é uma das bambambãns daqui. Outro fator é que em Londrina imperam os cartéis, as máfias, os grupinhos que adoram tirar vantagem de todos e tudo. Não iria virar alvo fácil para sei lá o que. No entanto, conversei com diversos profissionais de arquitetura e engenharia sobre o caso na esperança que estes levassem a denúncia ao CREA e que este, como órgão fiscalizador, cumprisse o seu papel. Mas a casa foi inaugurada e está funcionando normalmente sem qualquer alteração. E onde estão os fiscais que deveriam bater em todas as obras analisando se tudo está realmente sendo feito de acordo com o projeto para o qual a ART foi assinada? Será também que estes fiscais desconhecem tais normas e leis de segurança e não conseguem perceber esses erros em suas visitas de fiscalização?
Fonte: G1
Outro fator que deve ser considerado são as falhas projetuais cometidas pelos profissionais. A imagem acima é a planta baixa da boate Kiss (desconsidere a legenda ao lado direito e preste atenção na planta). Muitas vezes vemos coisas básicas que não deveriam acontecer como, por exemplo, banheiros com péssima – ou nenhuma – ventilação salvo aqueles exaustores minúsculos que, em caso de pane elétrica, param de funcionar. Deve-se levantar também que raramente vemos banheiros espaçosos.
Se formos analisar os projetos de espaços de diversão, perceberemos facilmente muitos problemas relativos à segurança e acessibilidade. Por essas e outras há mais de 10 anos que não frequento mais boates e similares, lugares fechados onde eu não conheça ou não tenha uma perfeita visualização através da sinalização, das rotas de fuga.
Fato é que é muito comum os empreendedores buscarem edificações nas regiões mais centrais das cidades, logo, são edificações já cercadas por todos os lados por outras edificações, não havendo a possibilidade da inserção de rotas de fuga a não ser pela frente. Poucas são as casas noturnas que instalam-se em locais afastados e em terrenos amplos permitindo que as questões de segurança sejam realmente efetivadas nos projetos.
Isso está errado, muito errado e precisa ser revisto com urgência!!!
3 – ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO
Nem de longe quero aqui desmerecer esta magnífica corporação de verdadeiros heróis que é o Corpo de Bombeiros, homens que muitas vezes dão a própria vida na tentativa de salvar outras vidas.
No entanto, sempre há uma ou outra laranja podre nas corporações e, como citei acima, departamentos como este de fiscalização deveriam ser alvo de constante vigilância. Este departamento é de suma importância para que as normas de segurança sejam cumpridas mas o que vemos muitas vezes são ações que vão na contramão disso.
Aqui em Londrina é muito mais difícil você aprovar a aplicação de um piso vinílico – por mais que haja liberação legal do produto e comprovação de que o mesmo é anti-chamas – para uma escadaria de um edifício, que aprovar uma casa noturna que tenha apenas uma saída de emergência com pouco mais de 1m de largura num local praticamente invisível para quem está afastado dela.
Onde está a fiscalização? Segundo relatos o extintor do palco simplesmente não funcionou. Isso jamais deveria acontecer! Será que alguma vez foi vistoriado seja pelos Bombeiros ou pela administração da boate?
Fonte: G1
O foco está errado, as diretrizes e prioridades estão equivocadas. É preciso uma revisão urgente nestes departamentos. Uma investigação profunda sobre os profissionais neles alocados e, havendo comprovação, a devida e exemplar punição.
Existem também as laranjas podres também nos departamentos de Aprovação de Projetos nas prefeituras. Nestes é bastante comum e fácil percebermos falhas de simples e graves.
Certa vez aqui em Londrina eu precisava de uma planta de uma edificação. Após ter pago todas as taxas legais, fui surpreendido quando o estagiário me extorquiu mais “algum” para uma cervejinha no final do dia, sob o olhar do chefe do departamento que ria aprovando a ação dele. Caso eu não liberasse, apesar de estar com todas as taxas legais pagas, ele não me daria a cópia do projeto. Mas o problema não para aí. O que andam fazendo os fiscais desses departamentos em suas fiscalizações? Ganhando algum por trás também?
E os alvarás? A Kiss estava com o dela vencido desde agosto/12 e ninguém fez absolutamente nada com relação a isso. E o que não falta nesse país é empresa funcionando tranquilamente com alvará vencido ou pior, sem alvará.
Aí já não é um problema apenas dos fiscais, mas sim de gestão interna dos departamentos. Será que ainda não são simplesmente informatizados para facilitar a busca pelos vencidos ou por vencer?
E o que dizer dos CREAs e CAUs que adoram pegar no nosso pé (designers) e fazem vista grossa para obras mais vultuosas e perigosas que as nossas feitas pelos profissionais de sua verdadeira alçada?
Como coloquei acima, lancei a denuncia para os profissionais desses conselhos e pelo que percebi não levaram adiante. Tampouco os fiscais do CREA (na época só existia esse ainda) se foram até a obra, fizeram vista grossa também seja por qual motivo for.
5 – BANDAS
Não vou nem entrar no mérito muito a fundo, mas uma bandinha que precisa utilizar destes artifícios como “identidade visual de seus shows” para tirar “gritinhos de emoção” da plateia deve rever seriamente seu conteúdo, sua qualidade musical e suas responsabilidades.
Fonte: G1
6 – POLITIQUEIROS & AFINS
Me enojou ver na TV a FALSA cara de drama da presidente Dilma, do governador, de alguns deputados estaduais e federais, de alguns vereadores, quase vomitei quando li que o molusco¹³ fez o que pode para aparecer na mídia…
No ultimo caso claro, ele precisa voltar a aparecer como o bonzinho, o paizinho afinal está envolvidos em inúmeros escândalos, sendo denunciado por incontáveis falcatruas realizadas por ele e seus comparsas durante seu mandato, está tendo várias de suas palestras canceladas… Ele¹³ precisa voltar a ser, custe o que custar, o “painho” do brésiu.
Digo isso, pois estes são os verdadeiros responsáveis por toda essa bagunça que anda nosso país. Os exemplos de corrupção no alto escalão, nas altas esferas são a mola propulsora para encorajar os funcionários públicos – aqueles desprovidos de um mínimo de moral e ética – a entrar nesse jogo também. É fácil agora esse bando de safado aparecer na TV nesses momentos com suas máscaras de arrasados, derramar algumas lágrimas de crocodilo e prometendo rios e mundos, enquanto temos até hoje vítimas dos desastres de SC, RJ e tantos outros ainda sem ter recebido qualquer tipo de ajuda efetiva, qualquer solução para os danos sofridos. Agora, reaparecem como santos, anjos…
Não devemos nos esquecer também de algumas laranjas podres dentro do judiciário que fazem parte da indústria de liminares. Os órgãos de fiscalização, quando fazem a sua parte, tropeçam em agentes do judiciário que estão mais preocupados em agradar aos empresários que zelar pela segurança pública. Um reprova e o outro libera geral.
É, estes que deveriam administrar e gerir decentemente este país, estados e municípios são responsáveis também por toda essa desgraça.
Que esta tragédia não caia no esquecimento, que não seja apenas mais uma desgraça em meio a tantas que aconteceram em nosso país.
Que a partir dela, os responsáveis e envolvidos passem a ser realmente RESPONSÁVEIS. Que a partir dela os baladeiros de plantão sejam mais responsáveis e não entrem em qualquer arapuca.
Que a partir dessa desgraça, os profissionais de arquitetura, engenharia e design sejam mais responsáveis e menos corporativistas denunciando sim sempre que souberem de alguma falcatrua afinal, é melhor eliminar a laranja podre a deixar que ela contamine ou suje toda a caixa (classe profissional).
Que a partir de ontem, sejamos então mais RESPONSÁVEIS.
Para quem tem dúvidas sobre o papel do designer de ambientes no campo de interiores, está aqui em excelente exemplo:
E acabei encontrando este outro aqui, mais um excelente exemplo:
Para quem pensa que o designer de interiores/ambientes é aquele profissional que escolhe os móveis já prontos em lojas ou opta por móveis de lojas de planejados lamento informar-lhes que estão absurdamente equivocados.
Se você profissional opta por este tipo de serviço fácil, saiba que está desmerecendo a sua profissão e ajudando na desinformação sobre a área.
Se você professor insiste em forçar seus alunos a seguir pelo caminha das lojas, saiba que está longe de ser um digno professor da área de Design.
Design de Ambientes significa antes de tudo, pensar o ambiente, planeja-lo, aproveitar cada precioso espaço da melhor maneira possível e não apenas fazer um arranjo de peças prontas de maneira “bonitinha” ou porque está na moda.
Pessoal, taí a agenda de cursos do Museu da Lâmpada para o primeiro semestre 2013:
Cursos de MARÇO
05/mar 10:00 – 13:00 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00
06/mar 09:00 – 10:30 Prysmian | Cabos elétricos não são todos iguais + DCE – residencial (aplicação e simulação de funcionamento de software de dimensionamento elétrico) :: R$ 20,00
07/mar 09:00 – 10:00 CEMAR | Curso Centrinho de distribuição – conceitos e aplicações :: R$ 20,00
12/mar 10:00 – 12:30 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos e tecnologias de iluminação de Lojas :: R$ 40,00
13/mar 09:15 – 13:30 FASA | Fibra Ótica – A Iluminação além da Imaginação :: R$ 60,00
28/mai 10:00 – 12:30 Abalux | Conceitos básicos de iluminação e eficiência das luminárias :: R$ 60,00
29/mai 09:00 – 10:30 Prysmian | Cabos elétricos não são todos iguais + DCE – residencial (aplicação e simulação de funcionamento de software de dimensionamento elétrico) :: R$ 20,00
Cursos de JUNHO
04/jun 10:00 – 13:00 MUSEU DA LÂMPADA | Conceitos de Iluminação Básica e Introdução a Projetos :: R$ 40,00
Desconto de 50% para pagamentos até 28/02. Aproveite!
Para inscrever-se é só clicar neste link. No calendário ao lado direito da tela busque a data desejada e efetue a sua inscrição no curso de maneira fácil e ágil.
PARTICIPE!
Av. João Pedro Cardoso, 574 | CAMPO BELO, SÃO PAULO – SP
Após a inscrição serão informados por e-mail os próximos passos para a participação.
Pagamento via PAG SEGURO
* Caso haja imprevistos, você será informado com antecedência e todo o valor pago será restituído.
O IPOG – Instituto de Pós-Graduação – inaugura no dia 22 de março próximo, a primeira turma do curso de Pós-Graduação em Iluminação & Design de Interiores na cidade de Campinas.
As aulas acontecerão no seguinte endereço:
Av. Aquidaban, no. 400, Centro.
Coordenado pela arquiteta, lighting designer e designer de interiores Jamile Tormann, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UNB o curso já está presente em 24 estados do Brasil, através de 85 turmas.
O Curso, organizado nos termos da resolução CES 01/2007 do Conselho Nacional de Educação, tem por objetivos principais: – Formar Especialistas em Iluminação e Design de Interiores capazes de elaborar projetos de iluminação (de interiores, exteriores, pública, de museus, esportiva e cênica) e design de luminárias, de residências e de ambientes comerciais a partir do conhecimento teórico e prático adquirido no Curso; – Qualificar o profissional para a consultoria em iluminação e design de interiores; – Qualificar o aluno para a pesquisa; – Formar profissionais que atenda aos desafios propostos, inserindo a iluminação e o design como ferramenta qualitativa, com uma visão integrada de projeto e consultoria a empresas; – Capacitar profissionais para a investigação, compreensão e desenvolvimento do projeto de iluminação e design, considerando seus aspectos estéticos, funcionais, técnicos, ambientais e de gestão.
Público alvo:
Profissionais e alunos com curso superior especialmente nas áreas de Arquitetura, Engenharia e Design de interiores, bem como iluminadores, fotógrafos, cenógrafos, e outros profissionais com curso superior.
Formação curricular:
História da Iluminação Percepção Visual
Grandezas e Cálculos Luminotécnicos
Fontes de luz artificial
Design de Luminárias
Design de Interiores Residencial
Iluminação de Interiores Residencial
Projetos de Iluminação e Design de Interiores Residencial
Design de Interiores Comercial
Iluminação de Interiores Comercial e Corporativo
Projeto de Iluminação e Design de Interiores Comercial e Corporativa
Iluminação Cênica
Iluminação de Exteriores
Projetos de Iluminação de Exteriores
Iluminação Esportiva
Iluminação Natural e Eficiência Energética
Estratégias projetuais de iluminação natural
A luz sob controle
Metodologia do Trabalho Científico
Gestão de Carreira e Marketing Pessoal
Carga Horária:
480 horas/aula
Certificação:
Será considerado aprovado o participante que cumprir as seguintes exigências:
– Frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária de cada disciplina;
– Nota final igual ou superior a 7 (sete) em cada disciplina;
– Aprovação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Documentos:
Cópia do Diploma de Graduação AUTENTICADO em cartório;
Cópia do RG e CPF;
1 foto 3×4.
Na cidade de Campinas, o IPOG ainda vai oferecer descontos para quem entrar em contato e disser que faz parte do “GRUPO VALMIR PEREZ”. Isso vale para quem é assinante da lista de “Dicas de Iluminação”, do grupo CLD e ex-alunos da disciplina de introdução á iluminação da Unicamp. Eis os descontos:
Valor do Curso sem desconto para pagamento até dia 20 de cada mês.
Inscrição :R$ 250,00 R$
24X de R$ 700,00
Valor do curso com desconto GRUPO VALMIR PEREZ
Inscrição: R$ 250,00
24X de R$ 570,00
Importante : Benefício de R$ 130,00 de desconto em cada parcela, que equivale a R$ 3.120.00 do valor total do curso, condição válida apenas para pagamento até o dia 10 de cada mês. Além disso, os dois primeiros matriculados do grupo “Valmir Perez” ainda ganharão um exemplar do livro “Luz e Arte – Um paralelo entre as ideias de grandes mestres da pintura e o design de iluminação” – Valmir Perez – De Maio Comunicação e Editora.
É pessoal, finalmente terminei meu artigo da pós em Iluminação do IPOG. Já foi devidamente entregue, corrigido e liberado para publicação.
Bem diferente dos trabalhos que tenho visto sendo publicados onde o foco são os projetos, parti em outra direção: uma análise do mercado profissional brasileiro, associações e ações ilícitas destas últimas, especialmente a AsBAI.
O trabalho consiste na construção de uma cartilha informativa sobre o Lighting Design. Esta já é uma idéia antiga que eu vinha amadurecendo em conversas com o Valmir Perez e outros profissionais da área.
Segue então os arquivos em PDF:
- Artigo: Cartilha informativa sobre Lighting Design
É bastante comum receber comentários e e-mails indagando sobre uma situação bastante corriqueira para quem está começando.
“Como sabemos, a maioria dos escritórios não divulgam o nome de todos que participam da equipe que realizou determinado projeto, ou seja, os créditos pelo projeto ficam somente em nome do arquiteto que é o dono do escritório. Isso torna a divulgação do profissional de interiores ainda mais complicada.
Enfim, a dúvida que fica é:
Pode um designer utilizar trabalhos realizados no escritório que atua como contratado em seu portfólio particular? Qual é a melhor forma de fazê-lo?”
O trecho acima é de um deles que recebi a pouco tempo aqui em meu blog.
Ilustração: Rafael Corrêa
Sim, é fato que a maioria dos escritórios não divulgam os nomes de todos os envolvidos nos projetos, especialmente dos estagiários. Geralmente vemos, quando muito, os nomes dos profissionais parceiros ou empregados dos escritórios “oficiais” que, via de regra, levam os nomes de seus titulares. Assim, estes profissionais acabam levando sozinhos os louros pelos trabalhos desenvolvidos por outros profissionais/acadêmicos. Também os lucros.
Não estou generalizando ok? Apenas constatando uma atitude muito desonesta e comum em vários escritórios.
Conheço alguns escritórios que os titulares entregam nas mãos da equipe alguns rabiscos acompanhados de alguns garranchos acrescidos da seguinte frase: “é isso que eu quero”. Não difícil é perceber que tratam-se de meras garatujas tais rabiscos e tampouco que o tal profissional não tem a menor idéia do que exatamente ele terá de fazer. Aliás, a equipe que se dane em resolver já que são pagos (na maioria das vezes bem mal pagos).
Do projeto arquitetônico ao projeto de mobiliário (quando há) raros são os titulares que realmente sentam em suas pranchetas ou PCs para resolve-los. Traçam as linhas gerais e depois ficam apenas coordenando os trabalhos. Nesse momento entram as criações “dos outros”, ou seja, aquelas soluções criadas pelos funcionários que são prontamente aceitas e assumidas como “suas”.
Percebemos isso até em mostras e revistas ditas especializadas em Decoração.
Aí vem a questão: você trabalhou por anos ali dentro do escritório do outro ou se formou e finalizou seu estágio e quer lançar carreira solo. Para tal, necessita de um portfolio. Afinal, você podem ou não utilizar as imagens dos projetos em seu portfolios?
No meu ponto de vista não só pode como deve utiliza-las, afinal nelas estão as marcas de sua experiência profissional, você participou ativamente da criação daqueles projetos. Assim, você é co-autor destes projetos.
No entanto, deve-se ponderar algumas coisas antes de fazê-lo:
- observe se no seu contrato de trabalho ou estágio existe alguma cláusula de impedimento disso. Existem escritórios que exigem a renúncia dos direitos autorais em favor do titular.
- sempre que utilizar este tipo de imagem seja honesto e coloque os créditos corretamente citando, ao menos, o nome do escritório titular ou destrinche os nomes de todos os envolvidos no estilo “quem fez o que?”.
No primeiro caso, havendo este empecilho tente contato com o escritório para negociar uma autorização do uso de imagens explicando o fato da necessidade do portfolio. Caso não haja acordo, entre na justiça afinal trata-se de um abuso cometido livremente por muitos escritórios (e empresas) contra o trabalhador. Além disso, há também o fator de “apoderação de criação alheia” ou, no bom e velho português, roubo de idéias ou de propriedade intelectual mesmo.
Não tenha medo e tampouco sinta-se menor que o outro quando for conversar. Fale sempre de igual para igual.
Outro caminho é tentar uma denúncia via CAU ou CREA uma denúncia. Não sei se estes órgãos apoiam esse tipo de atitude, se seus estatutos, regimentos e códigos de ética permitem tais abusos por parte de seus filiados. Duvido que permitam isso livremente.
Espero ter ajudado aos que ainda tem dúvidas sobre isso.
Estou acertando uma nova parceria para o blog junto à empresa Fasa Fibra Ótica.
Além da parceria com doação de produtos para serem sorteados para vocês, o Wilson vai ajudar bastante com conteúdos sobre essa excelente ferramenta de iluminação que é a fibra ótica!!!
Em 2012 realizei junto com o Portal LightingNow o workshop “Mitos, verdades e erros frequentes em projetos de iluminação.”
Para 2013 estamos pensando em um novo workshop online e gostaríamos de saber de vocês o que desejam ver (e aprender) nesse workshop. Então vamos fazer este levantamento aqui pelo blog através dos comentários de vocês.
Que tipo de abordagem preferem: técnica/prática ou análise/crítica?
Também estamos pensando em realizar cursos presenciais no Rio de Janeiro. O que gostariam de ver nesses cursos? Qual o tempo de duração?
Participem, deixem as suas opiniões nos comentários e vamos juntos elaborar um workshop “porreta” e iluminado!!!