Homo Luminus

2009 Novembro 10
por LD&DA Paulo Oliveira

E a história social da iluminação
Por Farlley Derze

Era uma vez o homo erectus, ancestral nômade que para deslocar-se dependia da luz natural para se orientar no espaço (sol, luz, estrelas). Ele soube aproveitar o fogo espontâneo da natureza como fonte de luz e, mais tarde, o produziu artificialmente. Fez iluminação com um repertório tecnológico que a certa altura compunha-se de pedras, madeira, argila cozida nas fogueiras, mechas feitas de pelo animal ou vegetais ressecados (eram os pavios), e gordura animal ou óleos vegetais como combustíveis para as chamas de suas lâmpadas.

A relação do homem com a luz me faz pensar na existência do que vou chamar aqui de “História Social da Iluminação”. Com a evolução das espécies, do homo erectus ao homo academicus, deu-se uma seleção artificial dos materiais empregados para iluminação. No mundo produtivo da luz, entrelaçaram-se o mundo material (dos objetos) e o mundo imaterial (idéias, crenças, valores e concepções) onde fatores como pesquisas, disponibilidade geográfica de recursos energéticos e capacidade de gestão dos interesses políticos, econômicos e sociais determinaram o salto tecnológico dos países europeus, em termos de evolução da iluminação artificial, ao longo da história mundial. Tal salto, graças também à iluminação natural – no verão europeu o pôr-do-sol ocorre por volta das 22 horas na maioria dos países – que permitiu mais tempo para atividades como agricultura, transportes e trocas de informação. Mais tempo de luz, mais tempo para os negócios.

Os europeus aventuraram-se em experiências com gases e eletricidade em meados do século XVIII: Benjamin Franklin (americano), embaixador dos EUA na França, pescou a eletricidade com uma pipa em junho de 1752, numa tempestade do verão europeu; Luigi Galvani, médico italiano, professor de anatomia, em 1780 surpreendeu-se ao ver a pata de uma rã morta mexer-se ao encostar nela seu bisturi “secretamente” carregado de eletrostática; a eletricidade foi armazenada numa pilha inventada em 1789 pelo professor de física italiano, Alessandro Volta, quando resolveu fazer um “sanduíche elétrico” com sua língua onde pôs, acima e abaixo dela, discos metálicos que a fizeram “formigar” (fluxo de elétrons) quando as bordas dos discos foram postas em contato (no interior de sua boca). Em 1802 o químico inglês Sir Humphry Davy demonstrou que filamentos de platina incandesciam-se com a passagem da corrente elétrica armazenada e, em 1808, inventou a primeira lâmpada elétrica a arco voltaico – a luz foi engarrafada. A Europa era a dona de uma revolução industrial, científica e social. Conquistaram-se novas formas de iluminação artificial no início do século XIX. Consequência: as pessoas ganharam os passeios noturnos, momentos de leitura, encontros para troca de idéias, mas também novos horários na jornada de trabalho.

Outra consequência social dessa História Social da Iluminação se deu quando na disputa pela distribuição da energia elétrica Thomas Edison, para defender sua Corrente Contínua, idealizou com um dentista a cadeira elétrica, desde que nutrida por Corrente Alternada, para difamá-la já que essa era defendida pelo seu rival Nikola Tesla.
A História Social da Iluminação oferece uma oportunidade para se conhecer a evolução da mentalidade humana no que se refere à relação funcional e conceitual que se deu (e se dá) entre o homem, a iluminação e seu modo de vida.
      Olhar o passado é útil para não se repetir equívocos, mas também para se iluminar o futuro de uma sociedade estimulada por novas idéias, conceitos e práticas. No século XXI, viva o homo luminus!

Farlley Derze é historiador, mestre em Concepções e Vivências pela Universidade de Brasília (UnB), professor de História da Iluminação do Instituto de Pós-Graduação (IPOG) e coordenador e pesquisador do Núcleo de História da Associação Brasileira de Iluminação (ABIL). (historia@abil.org.br / historia@iluminacao.arq.br)

fonte: Lume Arquitetura

RJ – credenciamento de profissionais para prestacao de servicos

2009 Novembro 10
por LD&DA Paulo Oliveira

O CentroDesignRio inicia processo de credenciamento de escritórios e profissinais do Estado do Rio de Janeiro para prestação de serviços de design para micro e pequenas empresas. Os profissionais deverão ter formação e experiência comprovadas nas sub áreas:

Desenho Industrial;
Design Gráfico;
Tecnólogo em Design Gráfico;
Design de Moda;
Design de Interiores;
Design de Jóias
Arquitetura;

As inscrições deverão ser feitas pelo site www.centrodesignrio.com.br , onde também constam os requisitos para credenciamento. O período de inscrição vai até 16/11/09. O processo seletivo consta de três fases:

análise documental,
análise de portfolio
avaliação de habilidades através de entrevistas.

Das cavernas à cadeira…

2009 Novembro 10

mainstream

Olhando a imagem acima que encontrei no Brainstorm9, não pude deixar de pensar sobre como vivemos hoje em dia.

Segundo a teoria da evolução, descendemos dos macacos e a evolução se deu conforme a figura. De quatro patas passamos a andar sobre nossos pés, nos colocamos em postura ereta, desenvolvemos habilidades extraordinárias com nossas mãos e corpo e, aos poucos, estamos voltando basicamente àquela posição encolhida, com movimentos mínimos baseados em cliques, coluna arqueada, cabeça abaixada, feição praticamente estática…

É, são as evoluções da vida…

De um vasto mundo cheio de coisas para fazer e descobrir, nos encontramos cada vez mais fechados em mundos particulares por vários motivos. E insistimos em dizer que estamos evoluindo, ainda…

Dentre estes mundos particulares encontramos: o mundo do trabalho, o lar, a escola, a cyber-vida-social. Tudo isso motivado por dois fatores principais: falta de segurança e busca por conforto.

A busca pelo conforto vem por reflexo do dia a dia estressante que vivemos. É mais que aceitável que busquemos o nosso cantinho de paz, onde estamos livres das loucuras do dia a dia.

A busca pela segurança tem a ver também com esta rotina louca, porém ela reflete que cada dia mais as pessoas estão isolando-se pelo simples fato de não querer se machucar ou sofrer qualquer tipo de coisa negativa; seja a violência física, a moral ou qual for. Para isso, buscamos o seguro isolamento de nossos lares.

Estes dois itens nos levam a pensar seriamente em como adequar ou melhorar os ambientes que projetamos para nossos clientes. Aliar conforto e segurança é tarefa árdua especialmente no caso de residências onde a parte física fica totalmente exposta.

Porém, apesar de complicado esta não é uma tarefa impossível. Hoje contamos com recursos e materiais que nos possibilitam realizar esta interação sem perder a estética, aliada fundamental do conforto.

Antes de transformar o projeto numa cela de segurança máxima, conseguimos através destes recursos elaborar projetos conciliatórios entre estes dois mundos necessários.

Porém, ainda penso sobre voltar a ser um ser retraído como o final da figura. Tem solução para isso? Como superar essa limitação de espaço físico e de equipamentos cada dia menores?

Estava dias atras olhando preços de notebooks para comprar e fiquei horrorizado quando tentei testar um netbook. Minhas pequenas mãos não me permitem digitar num teclado de um net de 12′ . Erro tudo, me perco naquele teclado minusculo, a tela é ridiculamente minúscula… fiquei me imaginando tentando usar um autocad nele… surtaria na certa. Optei então por um de 15 mesmo… delicia.. adoooro espaço e liberdade para me movimentar.

Assim devemos também pensar com relação aos projetos de nossos clientes. Por menor que seja o espaço, devemos procurar atender às necessidades básicas do ser humano e, depois as do cliente.

O cliente pode querer um netbook numa mesinha minuscula à frente de uma poltrona? Sim, e vai definhar pro resto da vida ali com seus movimentos robóticos, lesivos, inexpressivos.

Porém, é nosso dever convencê-lo de que o conforto está ligado não somente aos caros materiais, revestimentos e equipamentos, mas sim e antes de tudo, à manutenção e prevenção da saúde dele. E isso inclui pensar formas de fazer com que ele se movimente, interaja com o espaço.

Portanto, levante!!!

E ande!

Semaninha complicada..

2009 Novembro 8
por LD&DA Paulo Oliveira

Quando penso que terei tempo para colocar as coisas em ordem lá vem mais bomba rsrsrs

Alguns já sabem que passei num concurso e comecei a lecionar todos os dias à noite – coisa que ha um bom tempo ja não fazia. Até aí tudo bem, sempre fui muito ligado à educação e é uma das áreas que mais me preocupa no lado social: ajudar, fazer a minha parte para termos uma população mais saudável culturalmente.

Só que fui pego de surpresa: a famigerada gripe ah ah ah! Duas semanas lecionando e já saí de licença médica, ficando de quarentena.

Fica aí o alerta para aqueles que pensam que a gripe já desapareceu: meu medico me disse que tem uma segunda onda dela chegando e será pior que a primeira. Portanto, cuidem-se galera!!!

Até a minha pós em LD foi pro espaço este final de semana e bem numa das aulas que eu mais queria assistir: História da Iluminação… putz…

Mas tudo bem, essa eu reponho depois.

Para esta semana, cheia novamente e piorada pelo acúmulo da semana passada totalmente parada por causa da gripe, aulas, palestras, projetos, atendimento à clientes e tudo isso com menos 5 horas por dia agora por causa das aulas noturnas… aff

Fui convidado recentemente para uma mostra de decoração em Maringá que será realizada em março/2010. Vamos ver… estudando o caso e as possibilidades, especialmente o tempo para deslocar-me até lá para a montagem, contatos, etc.

Enquanto isso, o livro vai saindo devagarinho, aos trancos e barrancos, na medida do possivel que o cansaço me permite e sobra algum fosfato na mente para escrever.

Por hoje é isso galera, agora saindo correndo para ir ao shopping acompanhar uma cliente… eita domingão…

Abraços e sucesso a todos

ABD, de novo – mas agora paz.

2009 Novembro 8
por LD&DA Paulo Oliveira

Pois é amigos, aconteceu a eleição como previsto, a ABD teve duas chapas concorrentes e eu me vi num mato sem cachorro.

Sei que algumas pessoas ficaram chateadas comigo pela minha mudança de apoio na semana decisiva da eleição mas os motivos já estão expostos no post anterior e não vou entrar no mérito novamente.

Digam o que quiserem (especialmente as más línguas que me atacam pelas costas) pois em nada me afeta e a carapuça que tentam me colocar não me serve.

Sim, mudei meu apoio e os motivos ficaram mais do que claros no post anterior. Não foi por causa das figurinhas já carimbadas da ABD que resolvi apoiar a chapa da situação mas sim, e especialmente, por causa do Jéthero, pessoa digna, que luta pelos nossos direitos profissionais mesmo sem estar ligado a qualquer associação, sempre nos defendendo onde quer que vá. Pessoa esta que tem um respeito enorme por parte de todos que o conhece pessoalmente, por seus alunos e ex-alunos, parceiros profissionais e amigos.

Através dele a ABD entrou em contato comigo para formalizar a minha associação (finalmente!) já que pelo site a coisa parecia nunca andar. Já encaminhei meus documentos e estou no aguardo.

Na conversa que tive com o Jethero, me dispus a ajudar a ABD no que for necessário para tornar esta uma associação séria, respeitada e que realmente faça algo pela nossa classe profissional.

AÇÕES e menos discursos, é disso que a ABD – e nós profissionais – necessitamos com urgência. Só assim teremos o mercado em sintonia conosco.

Desde o relacionamento com fornecedores e clientes, passando pela formação acadêmica (discentes e docentes, níveis e matrizes curriculares), relações com áreas correlatas entre vários outros pontos mais, necessitamos de ações para todos e menos flashes nas carinhas “da moda” de uns poucos. Afinal a associação não é feita apenas por estas carinhas da moda e sim por um grupo grande de profissionais.

Espero que desta vez, se não por respeito à associação, mas ao menos pelo Jéthero e pela Maria do Carmo, que desta vez a ABD torne-se algo em que realmente valha a pena ser investido.

Como deixei claro para ele no telefonema, coloco-me à disposição para trabalhar pró-ABD aqui em Londrina e em Maringá, trazendo a associação para o interior, aproximando-a dos profissionais e do mercado destas duas cidades. Não somente na parte burocrática, mas também na área de formação contínua, aperfeiçoamento profissional.

E vamos que vamos!!!

Quem sabe não é agora?

Semana decisiva…

2009 Outubro 26

Pois é pessoal, entramos na semana decisiva onde teremos a eleição para a diretoria da ABD.

Já postei aqui sobre a chapa da oposição, INOVAÇÃO.

Como eu já tinha colocado no outro post, achei estranha a participação do Jéthero na chapa da situação, a CONQUISTA.

Este post me valeu um telefonema dele para explicar algumas coisas sobre a situação em que se encontra a ABD.

De início, era para ele montar uma chapa para concorrer junto a alguns profissionais que ele sabe que são corretos e justos (adoraria que isso tivesse acontecido) mas, como apareceu um outro grupo com uma chapa já montada, acabou por desistir pois iria se tornar inviável a primeira REAL eleição da ABD com chapas concorrentes, tendo 3 na disputa. Assim, analisando a situação preferiu unir-se a uma das duas.

Conversou com vários integrantes das duas chapas para verificação de propostas, planos de ações, questionou vários pontos que batem com os que questiono e acabou optando pela chapa CONQUISTA por estar mais coerente com o que pensamos.

Apesar da chapa CONQUISTA ter entre seus membros pessoas que já demonstraram não estar nem aí para qualquer coisa que não esteja girando em torno de seus umbigos, acabaram por ter de assumir um risco: o de ter o Jéthero dentro da diretoria e, caso ele se sinta pressionado ou que o que prometeram a ele não seja cumprido, ele cai fora e aí o bicho vai pegar pois teremos uma Belas Artes contra a ABD. Não creio que serão tão petulantes e arrogantes.

Transcrevo abaixo um trecho do e-mail que mandei a ele com algumas questões que já enviei várias vezes à ABD e que até agora permanecem sem respostas:

Alternando-se no poder com uma única finalidade: receber benefícios pessoais por causa do cargo ocupado. Não falo de viagens – até porque essa citada por você no e-mail eu desconhecia – mas de mídia pessoal principalmente enquanto largam os associados e não associados, tão ou melhores profissionais que eles, à deriva, órfãos de um mercado prostituído, que precisa ser regulamentado – não só através daquele projeto tosco enviado pela ABD ao Congresso – sendo diariamente pisoteado e humilhado por arquitetos – isso é muito comum aqui pelos interiores do país – além de vários outros problemas. Só os reizinhos tem direito, só os reizinhos merecem ser entrevistados e, muitas vezes, só falam porcaria, nada de útil ou que ajude ao mercado. Percebe-se sempre um umbiguismo extremado, arrogância, alter-ego.

Se há alguma ajuda jurídica esta deve ser exclusiva para os reizinhos pois são constantes as reclamações de associados que ficam esperando alguma instrução sobre algum problema sem obter qualquer tipo de resposta.(…)
O Roberto perdeu qualquer credibilidade para mim e para muitos outros profissionais quando diz que “não tem tempo” para debater em fóruns mas fica mandando livros por e-mail para algumas pessoas tentando justificar o injustificável. Porém seria muito mais salutar para a associação e para ele que, já que tem tempo de escrever e-mails particulares, que reservasse esse tempo para se fazer presente ao menos uma vez por semana nos fóruns. Mas não, prefere manter-se ausente, confortavelmente sentado em seu troninho dando risada na cara dos idiotas aqui do outro lado.
Ao contrário da Brunette que, mesmo sem tempo e com mensagens rápidas, se fazia presente e sempre dava alguma resposta, mesmo que tosca. Por sinal, foi uma coisa estranha que até hoje muitos se questionam, sobre a saída repentina dela da presidência exatamente no momento em que estávamos conseguindo fazer com que ela entendesse a importância da correta definição e separação entre decorador, designer e arquiteto. Uma amiga minha de São Paulo conversou bastante, inclusive pessoalmente, com ela sobre essa questão. Do nada ela sumiu e apareceu o salve-salve Negrette como presidente e tudo voltou à estaca zero.
Lamento que vocês tenham desistido da chapa e preferido aliar-se ao grupelho de reizinhos e majestades. No meu ponto de vista, numa democracia real, quanto mais concorrentes mais transparente será o processo. Quanto mais concorrentes, maior a chance da ética prevalecer. Não vejo uma terceira chapa como algo alienígena e sim como uma forte indicação de que a associação realmente não está bem e necessita com urgência de mudanças gerais.(…)
Como já ficou claro, mantenho minha posição apenas como um observador à espera de uma luz no fim do túnel já que não poderei votar pelo fato de que a atual gestão me nega o direito à associação.
Porém, isso não me tira o direito de criticar uma vez que aspiro por uma associação séria, ética e responsável e que realmente represente os profissionais, e não só o grupelho ou os amiguinhos do mesmo.
Isso não é associação, é um grande circo mantido com o dinheiro dos palhaços que são os associados. E, no palco, apenas as estrelinhas umbiguistas e arrogantes. Para nós profissionais, só resta o trabalho pesado de montar e desmontar a lona e servir como número nas estatísticas. Nada mais que isso.
Onde está a associação que deveria lutar por uma formação de qualidade?
Onde está a associação que deveria lutar para que os professores dos cursos de Design de Interiores/Ambientes sejam formados em Design e não em arquitetura e que, por isso só, ficam humilhando e menosprezando os alunos em sala de aulas e desqualificando o curso como o Ivan Rezende fez? Isso sem contar no reducionismo da atuação profissional através dos constantes “não pode”?
Onde está a associação que deveria lutar pelos direitos dos decoradores e designers e não só pelos dos arquitetos?
Onde está a associação que deveria lutar para extinguir essa pouca vergonha chamada RT que só faz prostituir o mercado?
Onde está a associação que deveria trabalhar junto aos lojistas de forma a eliminar a preferência por um ou outro canudo?
Onde está a associação que deveria mostrar o que é designer, o que é decorador e o que é arquiteto?
Onde está a associação que deveria trabalhar junto ao CONFEA/CREA para esclarecer o que é e o que não é exercício irregular da profissão no tocante aos designers x arquitetos?
Onde está a associação que deveria trabalhar para conscientizar os arquitetos da importância e benefícios que o trabalho em parceria com um Designer pode acrescentar aos projetos e não deixa-los nos ver apenas como inimigos e concorrentes ainda que – na visão de muitos deles – infinitamente menos qualificados que eles?
Onde está a associação que deveria realmente ser uma associação atuante e que representasse as necessidades REAIS dos profissionais?
Onde está a associação que deveria ME representar enquanto profissional? Essa ainda não existe! (…)
Estas são apenas algumas indagações num universo de várias outras. Porém essa associação desconhece essas coisas pelo simples fato de ficar ficada apenas no mercado de SP e RJ ignorando o que acontece na realidade em outras cidades e regiões onde nós profissionais temos de matar não uma, mas entrar e matar uma cova toda de serpentes peçonhentas a cada meio dia de trabalho. Até boicote de arquitetos rola por aqui caso algum designer seja convidado para alguma inauguração, coquetel, lançamento de edifícios e mostras. Acha estranho? Pois é, não sou de São Paulo nem do Rio. Sou de Londrina, interior do Paraná, uma cidade com quase 800.000 habitantes. É comum ser humilhado por arquitetos em locais públicos na frente de potenciais clientes e você não ter a quem ou onde recorrer em busca de ajuda. É nesse tipo de realidade que os profissionais tem de viver.
Jéthero, desculpe o desabafo , mas essa é a realidade dos profissionais fora do grande eixo. É por isso que não posso concordar e apoiar uma chapa da situação, cega e alheia à essa realidade.
Tenho acompanhado com tristeza muitos amigos meus profissionais abandonando a profissão por esses e tantos outros motivos. E não falo aqui de 4 ou 5 mas sim de dezenas e dezenas de profissionais frustrados por não ter uma representatividade séria e atuante e ter de enfrentar situações embaraçosas e humilhantes diariamente. (…)
Este e-mail eu mandei a ele antes da conversa que tivemos pelo telefone. No papo, ele me disse estar ciente de tudo isso pois mantém contato com vários outros profissionais de diversas cidades fora do grande eixo e que realmente constatou que não se trata de nenhuma alucinação ou boicote tentado por alguns poucos profissionais. É uma realidade sim.
Então, a sua participação na chapa está amarrada à solução destes problemas. Ou a ABD realmente trabalha em prol dos profissionais como deve trabalhar ou terá um (mais um) forte crítico. Mas desta vez, um com poder nas mãos.
Respeito muito o Jéthero e acredito em seu trabalho já desenvolvido ha anos em cima de nossa profissão. Respeito muito também a Maria do Carmo Brandine (fundadora e presidente por 2 excelentes gestões) pelo seu trabalho à frente da ABD quando ainda valia a pena ser associado e que também está na chapa CONQUISTA nas mesmas condições que o Jéthero.
Ou se trabalha decentemente ou perderão estes dois apoios fortíssimos.
Assim, única e exclusivamente por causa destes dois excelentes profissionais e pelo compromisso que o Jéthero assumiu comigo e com outros amigos – incluindo a Denise do ES – vou dar meu voto de confiança não aos integrantes da chapa, mas a estes dois que merecem todo o respeito de qualquer profissional de Design de Interiores/Ambientes.
Espero que a atual diretoria esteja ciente do que isso tudo significa.
Credibilidade não se compra, se CONQUISTA. E a da ABD está dependendo única e exclusivamente destes dois profissionais. Se os perderem será por erro próprio e então, adeus ABD.
Assim, altero sim meu voto de apoio para a chapa CONQUISTA.

E.T.= mandei novamente o meu pedido de associação através do site no dia 13/10/2009 e até agora não obtive absolutamente qualquer retorno. Já deixei claro que minha intenção não é votar nesta eleição e sim estar dentro para, como associado, ser ouvido.

Correria… uuuufffff….

2009 Outubro 26
por LD&DA Paulo Oliveira

É minha gente, tou cada dia mais sem tempo. Mas sempre que possível olhando as mensagens e postando alguma coisa nova.

Comecei semana passada a lecionar no Projovem Urbano aqui em Londrina. Estou com 5 turmas, todas à noite, de segunda a sexta feira. O que ninguém merece: lecionando matemática…. Explico:

Passei no concurso para lecionar no arco profissionalizante Construção e Reparos I. Porém, eram necessários no mínimo 6 professores de cada área e faltaram 3 de matemática. Porém, sobraram do outro arco profissionalizante, Alimentação.

Assim, nos foi solicitado que assumíssemos a disciplina de Matemática senão o projeto não poderia ser iniciado. Mas é claro que estarei trabalhando além da Matemática outros assuntos, especialmente Arte e Design. Isso é permitido uma vez que os conteúdos não são passados como na escola tradicional onde os livros vem carregados de exercícios que os alunos não sabem para que aprendem ou qual a finalidade/aplicação na vida. No Projovem, a idéia principal é trazer o conhecimento para o dia a dia dos alunos, mostrando onde ele é usado, muitas vezes sem percebermos.

É bem interessante a proposta e as turmas estão com tudo. Serão dois anos de curso, com formação profissionalizante em Alimentação, formação básica e informática. Os alunos são pessoas que tiveram de abandonar os estudos por algum motivo, e olha que motivos não faltam. São histórias, em sua maioria, tristes. Mas o que eu puder fazer para ajudá-los vou fazer.

PJU

Independente de ser  um projeto do PT (que abomino), só aceitei entrar por ver que irei trabalhar com pessoas que querem fazer algo para mudar a sua realidade, construir uma nova vida e seus sonhos, correr atrás do prejuízo e do tempo perdido para não ficar dependendo das bolsas-esmolas do governo. São pessoas que tem um sonho de uma vida melhor, que se cansaram de ficar esperando que os políticos façam alguma coisa e resolveram ir atrás. Por isso entrei.

Eu e a equipe de meu núcleo montamos um blog para apresentarmos as ações que esteremos realizando. Ainda está no começo pois só temos uma semana de vida e foi bastante corrido. Para vizualiza-lo, clique aqui.

Portanto, se eu já estava sem tempo, agora é que tou pedindo emprestado para quem tiver um pouquinho de sobra…

Mas fiquem tranquilos, não irei abandoná-los. Semprew que possível, esterei por aqui.

Abraços e paz a todos!

Arte? Alguns vídeos

2009 Outubro 15

Faz tempo que não escrevo nada sobre arte – na verdade que não escrevo sobre quase nada. Mas a seguir apresento alguns vídeos interessantes sobre Arte Plásticas.

Pollock e Basquiat

Joan Miró

Salvador Dali

Edvard Munch

Marcel Duchamp

Paul Cézanne

http://www.youtube.com/watch?v=D25zQsfNPYY

Eugène Delacroix

Toulouse-Lautrec

Pieter Cornelis Mondrian

Rembrandt Van Rijn

Andy Warhol

Cândido Portinari

Tarsila do Amaral

Mercado prostituído?

2009 Outubro 9
por LD&DA Paulo Oliveira

Apesar de eu ter postado ha pouco tempo algo sobre o lado social do Design, quero agora mostrar dois vídeos que mostram claramente o que acontece em nosso dia a dia. Esses “causos”, apesar de ser uma ficção no segundo vídeo é muito mais comum do que vocês imaginam em nosso dia a dia profissional.

O primeiro é do escritor Harlan Ellison explicando o seu desentendimento com a Warner. Pasmem: a Warner produtora de filmes e mais filmes e que não tem porque alegar não ter grana:

Já o segundo nos apresentam algumas situações que, quando comentamos com alguém, muitas vezes somos chamados de mentirosos, de que estamos malucos e mais um monte de coisas legais como estas. Parafraseando um amigo mineiro meu, “prestenção”:

Confesso que ri muito a primeira vez que assisti este vídeo mas depois de superado o acesso de riso me veio a sensação de vazio, de impotência diante de tanto descaso das associações – inertes – e do governo – que insiste em não regulamentar-nos – com esse tipo de coisa. Parece que eles vivem no país das maravilhas enquanto nós, pobres mortais, vivemos numa terra sem lei, sem ética, sem respeito, sem nada.

Aos prostitutos de plantão um recado: vocês conseguem hoje, porém amanhã os clientes estarão tão mal acosrumados por vocês mesmos que acabarão fazendo isso contra vocês mesmos. É o lance do criador e da criatura. Aguardem e verão!

Eleições ABD – 30/10/2009

2009 Outubro 4

Pois é, lá vou eu falar novamente da ABD.

Porém desta vez, venho falar de forma positiva baseado num sonho comum a todos nós: ter uma associação que realmente nos represente e que faça algo de útil pela nossa profissão e por nós profissionais.

Como muitos já vem acompanhando, ha muito tempo existe uma grande parcela de profissionais totalmente descontentes com os caminhos trilhados por esta associação. Caminhos estes que só tem levado os diretores a figurar entre as paginas de revistas  e receber beneficios pessoais  enquanto nós profissionais, não pertencentes à panelinha, ficamos sufocados num mercado louco, prostituído e que nos desrespeita de várias maneiras.

Pois bem, a eleição está marcada e dessa vez temos duas chapas concorrendo.

1 – a chapa da situação liderada pela Carolina e tendo entre seus membros muitos dos que atualmente são diretores.

2 – a chapa INOVAÇÃO, liderada pelo Sergio Oliveira, formada, principalmente, por profissionais como eu que encontram-se totalmente desgostosos com as ações da atual diretoria.

No entanto, temos percebido que a chapa da situação tem agido de forma anti ética e mesquinha, usando e abusando dos meios e recursos da associação para tentar manter-se no poder a qualquer custo. Alguns exemplos:

a) negam o acesso à chapa INOVAÇÃO ao mailling (lista de e-mails dos associados) enquanto abusam deste em favorecimento próprio. Eu que nem sou associado, só esta semana recebi 4 e-mails da chapa da situação.

b) no site, só aparece referência à chapa da situação dando a entender que será uma eleição com chapa única. Escondem de seus associados a verdade. Usam de recursos da associação (pagos por vocês associados) em benefício próprio e apenas da panelinha.

c) pelo que entendi, estão dificultando até mesmo que a chapa INOVAÇÃO participe da apuração dos votos, especialmente dos realizados por correspondência.

d) retiraram do ar durante esta semana a página de banco de profissionais onde constavam os nomes e formas de contato para que a chapa INOVAÇÃO não tivesse acesso aos dados. Alegaram problemas técnicos porém, este fato ocorreu depois do advogado da chapa INOVAÇÃO ameaçou entrar na justiça para ter acesso aos dados completos. Além de ser um desrespeito aos profissionais que pagam a anuidade para tambem ter esta divulgação publica de seu nome.

e) tem na empresa de marketing – contratada e paga pela associação através do dinheiro dos associados – RB Marketing sua maior aliada. Usam esta em favorecimento próprio.

f) continuam agindo criminosamente forçando empresas a só pagarem RT para associados, discriminando, desqualificando e menosprezando os profissionais que, por não concordar com a atual situação do clubinho, não se associam ou se desligam da mesma.

g) continuam iludindo os associados sobre estar trabalhando pela classe quando na verdade, trabalham apenas para a panelinha da diretora e seus amiguinhos. Prova é o tal projeto de regulamentação – tosco e irresponsável – que enviaram ao congresso nacional e que (graças à Deus) foi rejeitado.

Além destes, existem muitos outros pontos dúbios que definitivamente nos força a ter de tomar partido, mesmo não sendo associado. Até mesmo porque a minha associação depois da primeira crítica feita, tem sido constantemente rejeitada sob a alegação de que “não acusamos o recebimento de sua solicitação de associação”. AH AH AH!

Já conversei com o Sergio – que apesar de ter o mesmo sobrenome meu, não tem nada a ver comigo – e pude perceber que a chapa INOVAÇÃO é constituída por profissionais que realmente querem trabalhar pela nossa profissão, pela nossa classe profissional, por nós profissionais e não virar diretoria apenas para aparecer na mídia, virar estrelinha e receber benefícios pessoais.

Lamentavelmente encontrei o nome do Jethero Cardoso (Belas Artes de SP) – profissional que admiro muito – entre os membros da chapa da situação. Mas prefiro acreditar que isso tenha sido um lapso dele até mesmo por desinformação e desconhecimento da existência de outra chapa.

Portanto, se você não é de São Paulo e não poderá estar lá no dia, entre em contato com o Sergio (creeck@uol.com.br) para verificar como você pode ajuda-los nesse embate.

Atenção neste detalhe:

OS ELEITORES DE OUTRAS LOCALIDADES PODEM VOTAR ATRAVÉS DE CORRESPONDÊNCIA (MODELO ABAIXO) DEVIDAMENTE ASSINADA E COM FIRMA RECONHECIDA, DESDE QUE RECEBIDA PELA SECRETARIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO NA SEDE DA ENTIDADE, (AL. CASA BRANCA, 652 CONJ. 71/72 CEP: 01408-000 – SÃO PAULO – SP), ATÉ O DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009, ÀS 17:00 HORAS.

Uma das idéias é que quem for votar por correspondência, envie uma cópia autenticada do voto para o endereço dele para que eles consigam ter uma real noção da quantificação. Para vocês terem uma idéia, na ultima eleição a situação disse ter havido apenas 10 votos por correspondência de todo o Brasil!!!!

No Casa Pró está tendo um debate sério sobre estas questões e você pode acompanhar e verificar a veracidade das informações acima e muitas outras acessando este link.

Se você é associado, faça  sua parte afinal está aí a forma como a atual diretoria vem empregando a sua anuidade.

Se você não é associado ou desligou-se, divulgue isso entre seus amigos e vamos ajudar a chapa INOVAÇAO a derrubar essa panelinha que instalou-se sobre o troninho e não quer largar a coroa e os flashes. E assim, construir uma associaçao realmente séria.

Certamente, com INOVAÇÃO teremos a tão sonhada associação que realmente lute pela nossa profissão e que principalmente, respeite a nós, profissionais de Design de Interiores.

. Modelo de Voto por Correspondência:

Eu (nome completo)………………………………. sócio da ABD nº……(nº. registro na entidade)………, estando em dia com as minhas obrigações com a entidade, declaro meu voto na Chapa……….(denominação da chapa concorrente)……………………

Assinatura

Importante: reconhecer firma e enviar via sedex e/ou carta registrada para Al. Casa Branca, 652 Conj. 71/72 CEP: 01408-000 – São Paulo – SP, especificando por fora do envelope “Voto / Eleição ABD 2009” para que o mesmo seja aberto somente durante a contagem de votos.

Podemos ser pelo social?

2009 Outubro 4

“Boa tarde Paulo,

Admiro esta profissão. Paulo por favor gostaria de saber se existe profissionais desta área que faça este trabalho por um preço mais acessível para familias que não tenham uma renda assim tão gordinha (rs). Veja bem, não querendo desprezar a profissão e muito menos este trabalho maravilhoso, digo isto porque me enquadro na questão. Bem que as faculdades poderiam disponibilizar trabalhos extra-curriculares nesta área no último ano de curso com um precinhos bem acessível para famílias de renda mais baixa… Sou de Curitiba, vc saberia informar quem aqui em curitiba faz esse tipo de trabalho? desde já agradeço a sua atenção.”

Recebi este comentário em outro post e não o aprovei para aproveita-lo aqui neste post. Não sei se devo citar o nome mas por via das dúvidas vou manter como anônimo.

Este assunto é muito pertinente e já escrevi em algum post aqui neste blog de forma mais superficial sobre. Porém agora, quero ir um pouco mais fundo.

É bastante comum percebermos nas conversas profissionais altos papos sobre clientes poderosos e cheios da grana com seus mega projetos. Até mesmo durante a formação academica, é comum realizarmos trabalhos baseados em apartamentos e residências destinados à um público alvo bem específico: aqueles que poooodem!!! A formação é voltada para um mercado restrito e acessível para poucos. Então, esse discurso todo, na maioria das vezes, é puro blablablá pois temos de viver com clientes normais. Os professores geralmente não formam seus alunos para a realidade do mercado. Formam um bando de sonhadores, isso sim.

Muito disso tem a ver com as revistas de decoração e um alter-ego comum na classe profissional (designers+decoradores+arquitetos). E não adianta dizer que não pois é sim uma raça petulante e topetuda essa à qual pertencemos profissionalmente. Talvez por necessidades que podem ser motivadas basicamente por duas situações:

1 – vergonha perante a classe (amigos profissionais) em afirmar que trabalham com clientes de classes menos favorecidas;
2 – desconhecimento de um “terceiro mercado” – brincadeira com o terceiro setor, desvalorizado por muitos.

No primeiro caso, temos a necessidade da classe auto afirmar-se constantemente perante a sociedade de que está bem, tem clientes maravilhosos, está com a conta bancária recheada e tal. Tudo isso baseado numa formação errada aliada à um ego gigantesco, megalomaníaco.

Já vi casos em que profissionais soltam nas colunas sociais de que foram pra europa passear quando na verdade, passaram uma semana escondidos em alguma chacara nas redondezas ou alguma praia fora de temporada. Aí só apresentam fotos dentro de espaços e falam que é um restaurante tipico lá nos alpes suíços e blablabla.

Outra coisa bastante comum é percebermos que todos sempre estão bem, cheios de clientes, conta bancaria cheia, montes de TRs recebidas, etc. A verdade é que é pura balela. O mercado, apesar de forte e crescente tem seus altos e baixos como qualquer outro. Tem suas épocas em que não damos conta do volume e outras em que ficamos contando quantas pessoas passam na rua e torcendo: “vai entrar, esse tem que entrar…”

Mesmo o mercado estando em alta, aqueles clientes que aprendemos a trabalhar na faculdade dificilmente irão aparecer pelo simples fato de que os clientes são normais. Aqueles deuses que me darão um lucro MARAVILHOSO, raramente aparecem na verdade. É um ou outro e quando aparecem mais de dois no ano, você está no lucro.

Porém, trabalhar com clientes normais é muito melhor que com esses tão sonhados graúdos por motivos que às vezes custamos a acreditar no que vemos acontecer.

O cliente graúdo tende a desvalorizar o seu trabalho enquanto profissional (já que nem eu nem você é da roda que frequenta as revistas, etc). Choram horrores sobre o preço do projeto e te fazem na maioria das vezes derrubar o preço em quase (ou até mais que) 50%. No entanto, não medem esforços em pagar R$ 30.000,00 num sofá, R$ 1.200,00 no metro de um tecido, R$ 25.000,00 num lustre da moda ou daquela marca bãmbãmbãm e assim por diante. É comum – falando-se de RTs – que eles, em suas viagens, façam compras e não digam que tem um profissional fazendo o projeto ou que especificou a tal da Eames e, assim, bye bye RTs. Isso sem contar que a maioria acha que sabe e entende de tudo, manda alterar coisas sem consultar  profissional, bate o pé dizendo que as obras de Dali são do periodo da renascença entre varias outras coisinhas. O que te resta é um sentimento de frustração, de ter sido usado e abusado enquanto profissional. Ah, e tem também a posterior indicação do “foi feito por”. Esqueça, raramente acontece.

Num meio termo entre o primeiro e segundo casos, temos os clientes normais. Estes são os que mais irão aparecer e existem muitos profissionais que vivem somente do trabalho para estes. São bem mais fáceis de trabalhar. Não vou ser hipocrita ao dizer que eles não choram também por um precinho mais em conta afinal, seus orçamentos são mirrados, geralmente os projetos vem picados – hoje a sala, depois a cozinha, depois o quarto do casal e assim por diante. No entanto, eles percebem quando estão abusando do profissional aí, no máximo pedirão um parcelamento maior. E pagam certinho, sem atrasos e chororôs.

Estes clientes dificilmente interferem no projeto sem consultar o profissional pelo simples fato de que a pouca verba disponível tem de ser muito bem aplicada. Não gastam com fuleirices. Podem até sonhar com aquela seda para o sofá, porém sabem que as crianças irao destruí-la em pouco tempo e que não terão grana tão fácil para substituí-la tão logo. Suas escolhas são mais conscientes e mais práticas. São excelentes clientes.

No segundo caso especificamente, temos aqueles clientes marginalizados pela classe. São os de baixa renda. Aqui entram em cena duas coisas básicas: o lado humanitário e social versus o topete da classe.

No ano passado fui convidado para ministrar uma palestra numa universidade aqui do Paraná e enquanto esperava dar o horário fui ver uma exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos do ultimo ano do curso de Interiores. Começava pelos mega apartamentos, claro. Mas, lá para o final da fila estava o que me emocionou, me prendeu a atenção e me fez parar para analisar esta situação específica que escrevo agora: porque não podemos trabalhar com estes clientes? Eles não merecem?

Eram quatro projetos feitos em cima de moradias populares, daquelas de conjuntos habitacionais mesmo. As soluções encontradas pelos alunos para estas micro residências eram mil vezes melhores do que as dos mega apartamentos que eu tinha acabado de ver. Melhores em todos os sentidos, incluindo-se aqui o estético – pra quem pensa que pobre só gosta de coisa feia.

As questões orçamentárias foram esmiuçadas de tal forma que ficava claro que uma familia com renda de R$ 1.500,00 por mês conseguiria dar conta e honrar os investimentos, incluindo os honorários do profissional.

Em um deles, a estudante abriu mão de seus honorários pelo simples fato de perceber a real necessidade da familia em questão e conseguiu, através de doações com empresários, muitos dos materiais – alô Lar doce lar e construindo um sonho!!!

É nesse ponto que escrevo a vocês hoje. Onde está o lado humano e solidário das pessoas?

Em algumas comunidades do orkut, especificamente nas de arquitetura, é comum vermos profissionais sentando o sarrafo nos dois quadros citados acima. O argumento? Nenhum embasado o suficiente que mereça destaque aqui. No entanto, percebe-se que os comentários dizem respeito apenas ao lado estrelinha deles: aparecer na mídia – independente se às custas da desgraça alheia. Lamentável.

Creio que, enquanto profissionais, enquanto seres humanos e pertencentes à uma sociedade temos sim o dever de fazer algo pró bem estar geral, e isto inclui essa parcela da sociedade mais necessitada.

Quantos de vocês já fizeram algum trabalho voluntário para alguma instituição carente? Uma creche ou asilo que necessita de reparos, moveis, equipamentos, etc? Quantos de vocês já se dispuseram, após ter finalizado a compra acompanhando aquele cliente,  chamar o dono da loja e expor alguma situação para ver se e como ele poderia ajudar? Nem que seja com aquele resto de tecido…

Existem mil maneiras de tornar o nosso design algo valioso e que efetivamente seja útil: ajudar a quem precisa. Como podem ver, pode-se doar este trabalho como também cobrar por ele de forma mais branda.

Um outro ponto bastante interessante é que estes micro projetos nos forçam os limites do conhecimento nos obrigando a buscar soluções impensadas em um projeto comum. Pensar uma sala com 12m² é fácil. Pensar em uma com  6m² é muito mais complicado. Pensar e escolher entre varias marcas de pisos e revestimentos pra um cliente que pode pagar é uma coisa. Fazer isso para um cliente que tem o orçamento apertado e que nos força a pesquisar e conhecer novos materiais até mesmo alternativos é outra competamente difrente. Comprar todos os moveis novos é uma coisa. Reaproveitar e restaurar o existente é outra.

Doar eu prefiro  fazer para instituições pois estas realmente necessitam e suas verbas são sempre escassas para cobrir coisas muito mais importantes como por exemplo, remédios, água, luz, alimentação. Até posso doar para alguma família desde que, comprovadamente, estas não tenham a menor condição de pagar pelo trabalho. E tem mais uma coisa: quando estes pagam por algo, valorizam. Quando vem de graça, “cavalo dado não se olham os dentes”.

Você pode cobrar em dinheiro como pode fazer uma permuta: o projeto em troca de algum trabalho que alguém da família sabe fazer.

Você pode realizar um projeto de reforma total ou parcial ou mesmo uma consultoria dando dicas de como melhorar a habitação usando o que eles tem, corrigindo a ergonomia, verificando as instalações e corrigindo os erros.

Isso vai depender de cada cliente, de cada necessidade e de você mesmo. E o melhor: estes clientes sim tem orgulho em dizer que a casa está mais bonitinha, ajeitadinha, aconchegante graças ao seu trabalho, pra qualquer um que perguntar. E, dentro destes “qualquer um”, certamente existem alguns que dispõem de orçamento para um projeto melhor.

Pense sobre isso.

Abaixe o seu topete e deixe o seu lado humano respirar. Se não quer ou consegue fazer sozinho converse com algum colega profissional façam juntos.

Design no dia a dia

2009 Setembro 12

Vi recentemente um texto no blog da Letícia Ávila que me chamou a atenção. Aí comecei a pensar como aproveitar as comuns rotinas diárias em favor do design como forma de mostrar às pessoas como esta ferramenta está presente no dia a dia, sem que estas percebam.

Assim, abaixo a minha contribuição – já que ontem a noite acabei fazendo um

BOLO DE CHOCOLATE

Vá até a sua design e pegue em sua design o design de leite, o design de margarina, o design de fermento em pó e o design com os ovos. Nos designs pegue o design de farinha de trigo, o design de chocolate em pó, a design, as designs medidas e coloque sobre a design.

Com a design montada, você precisará das seguintes quantidades dos ingredientes:

2 designs de farinha de trigo
2 designs de açúcar
1 design de leite
6 designs de sopa cheias de chocolate em pó
1 design de sopa de fermento em pó
6 ovos

Modo de Preparo:

1. bata na design as claras até que fiquem em ponto de neve, acrescente na design as gemas e bata novamente, coloque o açúcar e bata outra vez;

2. coloque a farinha, o chocolate em pó, o fermento, o leite e bata novamente

3. Untar uma design e colocar para assar no design por aproximadamente 40 minutos em temperatura média

4. Enquanto o bolo assa no design faça a cobertura numa design com:
2 designs de chocolate em pó
1 design de margarina
meio design de leite
e leve ao fogo no design até começar a ferver

5. jogue quente sobre o bolo já assado

 Como a cobertura é fácil e rápida, você pode aproveitar para lavar em sua design os designs utilizados na preparação deste bolo e coloca-los para escorrer no design.

Pra servir, corte o bolo da maneira preferida com uma design e, com uma design sirva em designs. Se preferir, pode colocar a cobertura sobre cada pedaço do bolo na hora de servir utilizando uma design. Acrescente um bom design de refrigerante ou suco e,

6. É só saborear sentado confortavelmente em sua design.

Para guardar, pegue um design hermético e coloque o bolo dentro. Guarde em sua design pois este bolo geladinho é uma delicia.

Claro que ainda me faltaram elementos nesse texto pois o estou fazendo na correria antes de sair para uma reunião, mas a idéia está aí.

E você?

Já parou para pensar em como o Design está presente no seu dia a dia?

Daí a importância e necessidade da Regulamentação Profissional do Design aqui no Brasil.

Insistem em dizer que o Design não coloca a vida do usuário em risco. No entanto, ao observar o roteiro acima percebemos vários elementos/situações que podem colocar sim. Até mesmo a simples batedeira pode causar sérios transtornos e danos.

Portanto, creio que basta de alegações absurdas feitas por quem não entende absolutamente nada sobre o que está falando – não é mesmo senhores Deputados?

ERRATA: PÓS GRADUAÇÕES

2009 Setembro 8
por LD&DA Paulo Oliveira

Por desatualização minha, acabei postando sobre as pós graduações com alguns erros no que diz respeito ao acesso aos cursos de mestrado e doutorado.

O post já está devidamente corrigido e pode ser lido neste link.

A História da formiguinha

2009 Setembro 7

e/ou de grão em grão a galinha enche o papo…

Achou engraçado o título deste post ou o mesmo te fez voltar aos tempos de criança para recordar da história? Pois é, a intenção deste texto é trazer á tona coisas que aprendemos e que por um motivo ou outro acabamos deixando de aplicar em nosso dia a dia.

Na história em questão, narra-se a vida de uma formiga preguiçosa que não pensava na sua subsistência durante o inverno preferindo apenas curtir os dias ensolarados e quentes. É triste perceber como muitos profissionais agem dessa maneira.

Sim, este é um texto regulamentista!

Tive o insight para este tema após duas ou três trocas de mensagens com o Rodrigo neste tópico do DesignBR.

A questão é a seguinte: ainda não temos a nossa profissão regulamentada. Isso se deve a alguns fatores que muitos já conhecem mas que vale a pena lembrar alguns:

1 – Nossos parlamentares continuam confundindo artesanato com Design. Assim, fica óbvio do porque não perceberem a necessidade da regulamentação uma vez que artesanato raramente coloca em risco a vida do usuário. Já no Design, são incontáveis os produtos que o fazem diariamente.

2 – O Design ainda – aqui no Brasil – não foi enxergado como uma ferramenta de desenvolvimento – seja empresarial, social, educacional entre tantas outras.

3 – Alegam uma suposta “reserva de mercado” apenas para aqueles formados em universidades – o que não é verdade uma vez que aqueles que trabalham ha “X” anos terão seus direitos garantidos. Isso sem contar que existem profissões regulamentadas, que não colocam a vida do usuário em risco e que promovem essa reserva.

4 – Desunião e descaso da classe – este é o gancho que vou me ater neste texto.

Voltando à formiguinha, um formigueiro só se faz com o trabalho coletivo. Ou como dizem ainda, “uma andorinha só não faz verão”.

Assim, temos alguns profissionais aqui no Brasil que lutam diariamente pela regulamentação do Design. Não só pela regulamentação, mas também para que esta profissão torne-se conhecida, visível, respeitada, compreendida. Mas – como sempre existe um “mas” – percebemos que o que mais temos são formiguinhas deleitando-se o sol escaldante desta terra brasillis.

Digo isso pois pouco se vê de ações diárias por parte destes profissionais. Até mesmo em encontros casuais e informais com outros profissionais, quando tentamos entrar nestes assuntos, os mesmos fazem cara de nojo, desinteresse e similares, demonstrando claramente que não estão nem aí para este tipo de assunto. Não precisa ser especificamente sobre a regulamentação, basta ser algo além do “como estão seus clientes”. Perguntinha esta corriqueira e meramente especulativa/invejosa.

Com isso foca claro que a maioria dos profissionais, assim como aquela formiguinha da historinha da carochinha, vivem apenas o momento, não pensam com seriedade o amanhã (inverno).

“Ah, se faltar eu baixo o preço e consigo uns jobs rápidos. Posso até ganhar só na RT”. Valeu, continue assim contribuindo para a prostituição e desrespeito à profissão!

Posto isso pois já cansei de ouvir este tipo de coisa vindo de pessoas que eu até admirava profissionalmente. Hoje, sinceramente não passam de zumbis para mim.

Sempre que posso, falo sobre Design com quem quer que seja. Da dona da padaria ali na esquina até empresários que conheço, políticos, familiares e minha diarista. Esta última, por sinal, entende muito mais de Design do que muitos profissionais. É curiosa, vive perguntando o que estou fazendo, porque tem de ser feito desse jeito, pra que isso ou aquilo… Através dela já apareceram clientes.

Quando estou conversando com algum cliente sobre um projeto em questão, sempre busco nao me prender apenas à minha área mas sim, compartilhar conhecimentos. Se o cara é empresário de alguma coisa, procuro sempre entrar na área dele mstrando comop as diversas vertentes do Design podem auxilia-lo a melhorar seu negócio: produtos, ambientação, gráfico, web, etc. Mostro a importância do Design como ferramenta estratégica na busca pela qualidade e eficiência para o negócio dele.

Também busco esclarecer sobre o que é e o que não é design. Isso é muito importante também em nosso dia a dia. Assim como não aceito – e corrijo imediatamente – quando me chamam de arquiteto ou decorador. Não sou nem um nem outro: sou Designer de Ambientes. E você sabe o que você é realmente?

Quantos profissionais fazem isso diariamente? Certamente poucos, muito poucos. Você faz?

Você tem aplicado diariamente seus conhecimentos adquiridos na universidade ou tem atuado como mero trocador de almofadinhas, tapetinhos e buscado móveis prontos em lojas – em troca das maléficas RT’s? Claro que além das RT’s tem o lance da preguiça projetual/intelectual afinal, como disse Aline Durel:

“Me deixem ser buuuuuuuuurraaaaaaaaaaaaaa!!! Ser intelectual dóóóóóóóóóiiiiiiiiiiiiiiii!!!”

Pois é, projetar e ser profissional tem muito de intelectual. Respeitar a profissão nem de longe quer dizer realizar apenas os projetos de seus clientes – nem sempre de maneira clara. Mas sim e antes de tudo, respeitar os outros profissionais, a classe, a raiz Design.

A grande maioria prefere, umbiguista e egoísticamente olhar só para si. Tudo bem que o foco de todos nós são as contas à pagar no final do mês mas isso não justifica o descaso com essa luta tão importante para a classe profissional – apesar do termo, não sou sindicalista, na verdade não suporto isso. Isso também pressupõe a ÉTICA PROFISSIONAL. Ou a absoluta falta desta em muitos casos.

Muitos já aderiram ao Twitter. De início achei aquilo um porre e coisinha de adolescente com seus diários. No entanto, ontem a noite percebi, navegando lá, que pode ser uma forte ferramenta pró-regulamentação, pró-respeito, pró-visibilidade para o Design. Dia 5/11 está aí e pouco se percebe de movimentação dos profissionais sobre isso. Porém, percebe-se que estes mantem-se ativamente logados na WEB, diariamente, em diversos sites e comunidades. Mas de ações, nada.

Porque então não usar o Twitter – já que este está sendo usado por quase a maioris dos políticos e pessoas ligadas às mídias – de forma positiva? É só abrir um perfil novo e postar, nem que seja um por dia, algo relativo ao design. Ontem mesmo soltei que “lamentavelmente, nossos políticos continuam a confundir artesanato com design”. Vou repetir isso e similares incansavelmente quanto mais políticos vierem a me seguir lá. Simples, trabalho de formiguinha…

E você, o que está fazendo?

Banhando-se ao sol ou preocupado com o inverno?

Com que tipo de formigunha você quer ser comparado ou visto?

Pense nisso.

Pós que podemos (e devemos) fazer

2009 Setembro 1

Muita gente me questiona sobre quais os cursos de pós são interessantes fazer após o curso superior de Design de Interiores/Ambientes. Bom, isso depende da sua formação superior, da modalidade em que se formou.

Se você se formou em um curso sequencial poderá optar por especializações (lato senso). Já aqueles que optaram por um curso tecnológico podem entrar em especializações (lato senso) , mestrados e doutorados (lato senso – profissionalizantes). Importante não confundir técnico (ensino médio) com tecnólogo (ensino superior).

Se a sua formação for uma graduação (licenciatura/bacharelado) poderá optar pelas especializações (lato senso) ou os mestrados e doutorados (strictu senso).

É importante salientar que no caso dos cursos tecnológicos e sequenciais, de acordo com o MEC, nenhuma universidade ou faculdade pode proibir o ingressos de pessoas formadas nessas modalidades nos cursos de especializações. Assim como, para o ingresso nos mestrados e doutorados (profissionalizantes), o acesso dos tecnólogos é garantido por Lei (Lei 9394/96, Parecer do Conselho Nacional de Educação – CNE/CP 29/2002, Resolução CNE/CP nº 3, de 18/12/2002 e Decreto 5773, de 09 de maio de 2006).

A IES que faz isso está infringindo a Lei.

Assim temos hoje as seguintes modalidades de Ensino Superior aqui no Brasil e suas respectivas características:

Bacharelado:
Formação de profissionais como médicos, engenheiros, advogados.
Horas De 2.400 horas (por exemplo museologia) a 7.200 horas (medicina).
Anos De 3 a 6 anos.
Pós-Graduação: Pode fazer qualquer tipo (profissional chamado de latu sensu, mestrado ou doutorado).

Tecnologia:
Formação de profissionais com ênfase na atividade prática.
Horas: Carga horária menor, varia entre 1.600 horas e 2.400 horas.
Anos: De 2 a 3 anos.
Pós-Graduação: Pode fazer qualquer tipo (profissional chamado de latu sensu, mestrado ou doutorado).

Licenciatura:
Formação de professores para ensino fundamental, médio e técnico.
Horas: No mínimo 2.800 horas Pelo menos 300 horas devem ser de estágio.
Anos: De 3,5 a 4 anos.
Pós-Graduação: Pode fazer qualquer tipo (profissional chamado de latu sensu, mestrado ou doutorado).

Sequencial de Formação Específica:
Não são cursos superiores de graduação. Oferecem formações diversas.
Horas: No mínimo 1.600 horas e 40 dias letivos.
Anos: No mínimo 2 anos.
Pós-Graduação: Só pode fazer pós-graduação profissional, chamada de latu sensu.

(fonte: Universitário)

Então, por partes, vamos aos cursos que são interessantes para a nossa formação:

Para aqueles que pretendem tornar-se professores universitários, o curso de Metodologia e Didática do Ensino Superior é fundamental, pois nele são repassadas a base pedagógica que não tivemos em nossa formação. Na maioria das IES, este curso é obrigatório para o ingresso no corpo docente.

Outros cursos de especialização:

- Design de Interiores: eu sempre digo que é interessante assistir mais de uma palestra ou ler mais de um livro/artigo sobre o mesmo tema, pois cada palestrante/autor tem uma visão diferente sobre o mesmo assunto, uma abordagem diferenciada. Além disso há a possibilidade de realizar pesquisas que, infelizmente aqui no Brasil, nossa área é tão carente. Portanto, é interessante sim uma pós em nossa área específica.

- Artes: serve tanto para quem pretende atuar como professor quanto para aqueles que querem aumentar o repertório/conhecimento artístico. Aqui encontram-se os cursos em artes plásticas, cênicas, música e dança em todas as suas vertentes: história, aplicadas, arteterapia, etc.

- Artes cênicas: coloco este em separado também pois nestes cursos você poderá optar pela área de cenografia.

- ECO’s: desenvolvimento, ecodesign, eficiência energética e tantos outros na linha “ECO” são cada dia mais solicitados pelo mercado de trabalho. O formação e conscientização correta sobre como projetos ECO podem melhorar a vida do ser humano e de nosso planeta deve ser uma constante em nosso trabalho.

- Gestão: como administrar/gerir/empreender um projeto ou a área do Design é o foco destes cursos.

- Ergonomia: cada dia mais presente e importante nos projetos, a ergonomia vem sendo valorizada tanto pelos clientes quanto pela indústria.

- Moda: para aqueles que, como eu, trabalham com moda também. Entender o universo e os processos da moda é fundamental para a realização de trabalhos coerentes e que atendam as necessidades do cliente/produto.

- Lighting Design: para aqueles que querem trabakhar nesta área é fundamental a conclusão deste curso pois, a formação recebida no curso superior faz apenas o iluminador básico. E, uma iluminação de qualidade técnica/estética pressuõe uma ampla especialização na área.

- Produtos: para aqueles que desejam melhorar a qualidade técnica de seus projetos de mobiliários, equipamentos e acessórios ou até mesmo seguir profissionalmente a área de produtos.

- Conforto Ambiental: iluminação, acústica e térmica são os pontos chaves desse curso e elementos essenciais num projeto.

- Gráfico: é um curso bastante interessante para anossa área pois através dele teremos maior fundamentação sobre cor, semiótica, imagens, linguagens e tantos outros elementos gráficos que usamos rotineiramente em nossos projetos.

- Paisagismo: para quem quer ampliar conhecimentos e o leque de mercado neste segmento.

- Design de Interação: cada dia mais em voga e real, o design de interação busca aprimorar a experiência entre o usuário X produto, seja este físico ou sensorial.

- Eventos: voltado para profissionais que atuam com produção/decoração de eventos.

Além destes existem muitos outros cursos de pós graduação possíveis. Basta que você analise o que deseja profissionalmente e direcionar a sua formação.

Para dias calorosos

2009 Setembro 1
por LD&DA Paulo Oliveira

Para os dias quentes que estão por vir, e claro para quem tem espaço, uma dica refrescante:

Trata-se do “Bridge” do fabricante francês, Douches-de-jardins.

Ética profissional? Ética de vida!

2009 Agosto 27

Acho engraçado quando leio posts e comentários falando sobre ética ao perceber a fragilidade do conhecimento sobre o tema da maioria das pessoas.

E também acho triste quando leio posts e comentários falando sobre ética profissional uma vez que  o discurso não bate com a prática.

A deturpação e relativização da palavra ética estão cada dia mais em voga e, hoje em dia, reduziu-se a algo que traga algum benefício próprio. Só é ético aquilo que for conveniente e útil pra mim e/ou para minha classe profissional.

Isso temos visto aos montes na política, na indústria, na (des)educação, na saúde e, claro, no meio profissional.

Dizem que existem advogados de porta de cadeia que não estão nem aí pra ética, pois o que vale é ganhar dinheiro. É triste notar que nas outras áreas profissionais a coisa não é nada diferente.

Alguns levantam a bandeira da ética como baluartes de suas vidas, porém estão muito longe de saber na realidade o que vem a ser isso. Muitos dizem que não sou nada ético quando “escrevo verdades” sobre assuntos “tabus” como esse, e me lançam apelidos como Dr. House do Design, Jabour do Design e por aí vai. Isso se deve à acidez e dureza real com a qual trato determinados assuntos. Ao menos não sou hipócrita e muito menos “falo pelas costas”, covardemente. Gosto de transparência e sinceridade nas relações sejam elas quais forem. Lamento, mas se acreditam que me chamando assim estão me agredindo, estão redondamente enganados: sou fã de carteirinha dos dois. Quem dera se em cada círculo social tivesse ao menos um dos dois personagens. O mundo certamente seria bem melhor.

Assim, não sou anti-ético e sim anti-hipócritas.

Olha, tenho de parabenizar aos que seguem os códigos de ética de seus conselhos e associações. Realmente seguem à risca! Nem um “A” a mais e nem um a menos. Robozinhos repetitivos, treinados para fazer exatamente o que o “chefinho mandou”. Na verdade, poodles adestrados.

Ataca! Senta! Deita! Rola! Finja de morto!

Sei que muita gente não está entendendo nada do meu discurso até agora, portanto, vamos ao ponto:

No código de ética do sistema CREA/CONFEA, do IAB, AsBEA e tantas outras, tem algo que diz que a relação entre os colegas profissionais deve ser cordial, leal e respeitosa. Isso realmente é fundamental em qualquer meio social, especialmente o profissional.

No entanto, na prática sabemos que as coisas não são bem assim. O que vemos diariamente, seja no mundo real e no virtual, é um show de palhaçadas que vão totalmente na contramão da ética.

A revista Casa Claudia lançou uma rede voltada para Arquitetos, Designers de Interiores e Decoradores e, em menos de dois meses já percebe-se esse tipo de coisa. Na comunidade “Designer, Decorador ou Arquiteto?” já se fazem presentes os anti-éticos e arrogantes que atacam sem a menor fundamentação e embasamento os Designers. No mundo real isso acontece com freqüência e muito mais corriqueiro do que vocês imaginam.

Chegam ao absurdo de boicotarem coquetéis e inaugurações caso algum Designer seja convidado. Quando trombam com algum Designer por aí, não medem esforços em tentar ridicularizá-los seja na frente de quem for. Muitos abrem mão de cobrar o projeto em troca das RTs, pois sabem que a sua RT é de 10% e a dos Designers, na maioria das lojas, mal atinge 3%. Quando na disputa por clientes, não medem esforços em desqualificar o Designer ante o cliente. Isso são só algumas colocações, mas existem várias outras que seu eu for listá-las todas aqui, ficaria extenso demais.
Dias atrás ouvi de um “profissional” que pretende ampliar seus clientes no mercado de São Paulo que estava encontrando dificuldades pois, “os clientes de lá não são burros como os daqui”, segundo suas próprias palavras.

Tempos atrás elaborei um projeto em parceria com um arquiteto. Era um espaço enorme: de minha parte, o projeto de Lighting Design; a dele, o de interiores. Tudo bem se ele não tivesse me esmagado num orçamento de no máximo R$ 20.000,00, dizendo que o orçamento total era de apenas R$ 60.000,00. Porém, ao final descobri que ele gastou mais de R$ 180.000,00 e ainda rapou todas as RTs, incluindo as de elétrica e iluminação. Fiz a minha parte, o projeto ficou belíssimo, foi muito elogiado e não estourei o orçamento. Consegui me manter exatamente na faixa indicada sem que com isso, a qualidade e estética do projeto de Lighting fossem prejudicadas. Hoje ele passa por mim com a maior cara de pau e me chama de “amigo”. E pra completar, adora me ligar pedindo “dicas” de iluminação.

Outro ponto a ser destacado é que, gostem ou não, há décadas Arquitetura é uma coisa e Design é outra. Arquiteto NÃO É designer e designer NÃO É arquiteto. Quem insiste em afirmar isso deve seriamente repensar a sua escolha profissional, pois certamente errou lá atrás, portanto, volte para a faculdade e faça o curso certo. As duas áreas andam juntas em alguns aspectos, porém são fundamentalmente distintas e distantes em tantos outros. E repito: quem insiste em acreditar que o arquiteto se forma designer mostra o quão pífio é o seu conhecimento sobre o que é Design.

A “ira” contra os designers que se pode perceber em alguns arquitetos* relaciona-se, sobretudo, com a área de interiores. Como já destaquei acima, alguns pontos sim, muitos outros não. Apesar de trabalharmos o mesmo elemento – a edificação – a linha projetual é completamente diferente, as bases e conceitos idem, e as técnicas mais ainda. Engana-se quem acredita que estes cursos superiores de Design de Interiores tem as mesmas características daqueles antigos de decoração. As matrizes curriculares e ementários dos atuais cursos é bastante extensa e pesada e abrangem disciplinas de arquitetura, engenharia e, na maior parte, design (incluindo-se aqui criação e desenvolvimento de produtos, linha de produção, decoração, ergonomia e acessibilidade entre tantas outras, exclusivas da área de Design).

Vejo com tristeza quando não-designers aparecem na mídia “lançando” suas coleções de objetos e produtos “de design” sendo que, na verdade, o que foi trabalhado foi apenas a casca da escultura. Por exemplo, um estofado. A forma é linda, mas é difícil ver um arquiteto que trabalhe o todo da peça: forma, função, cor, textura, ESTRUTURA, MONTAGEM, CORTE, ENCAIXES, INSUMOS, ETC. Quem geralmente faz o trabalho duro (a parte técnica) é algum designer – muitas vezes estagiário do escritório.

O que tem de ficar claro é que o Designer de Interiores não é um mero “trocador de almofadas”. Quem ainda insiste nessa afirmativa está bem atrasado e desconhece completamente a formação que estes profissionais recebem e não faz a menor idéia do ganho real em qualidade que a parceria arquiteto x designer ou engenheiro x designer tem a oferecer aos projetos.

Cada um na sua função e todos interagindo a partir de suas especificidades, reconhecendo-as: esta deveria ser a premissa, mas o que vemos nem chega perto disso.

Para que esse longo discurso? Simples: a ética imposta pelas associações e conselhos não deve ser aplicada apenas com seus pares. Ela deve sim ser aplicada no todo afinal, colegas profissionais não são somente seus pares, mas sim o pedreiro, o pintor, o encanador, o construtor, a vendedora da loja, o jardineiro, o entregador de materiais, o técnico em telefonia, o designer, o padeiro, o ascensorista e todos os outros profissionais que você cruza em seu dia a dia.

Como coloquei no início, muitos adoram usar a ética apenas quando lhe convém, é pertinente, lhe é favorável. Mas quando percebem que se forem éticos corem o risco de “perder o cliente”, simplesmente a amassam como uma folha de papel usado e jogam no lixo.

Portanto, antes de levantar a bandeira da ética profissional, tem muita gente aí que precisa rever seus conceitos e ações diários para não correr o risco de ser chamado de hipócrita, por qualquer um.

*Novamente reafirmando: quando uso alguns arquitetos, não me refiro à toda a classe e sim, apenas àquela parcela de desinformados e alienados que se acham deuses e que, certamente, erraram na escolha de seu curso, pois não trabalham com arquitetura e sim com decoração.

Imagens

2009 Agosto 27
por LD&DA Paulo Oliveira

Design Essencial – SENAC

2009 Agosto 27

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O Senac realiza Design Essencial 2009.

Entre setembro e novembro de 2009, o Senac realiza a quarta edição do evento Design Essencial, com foco no tema A Democratização do Design. A escolha do tema baseia-se nas transformações sociais do século 21, que estimulam a criatividade individual e diversificam o design contemporâneo.

O encontro debate a importância da democratização do design, apresentando projetos que incluem todas as classes e setores da sociedade, sem deixar de lado as questões ecológicas, o bom uso da matéria-prima e a melhoria da qualidade de vida.

Entre os palestrantes, estão importantes profissionais da área de arquitetura e design, como Fernando Brandão, arquiteto premiado pelo projeto da livraria Cultura de São Paulo; Christian Ullmann, designer argentino premiado por desenvolver projetos sustentáveis; Marcelo Teixeira, antigo designer da Embraer; Pedro Paulo Franco, designer e proprietário de empresa do setor; e Alessandro Jordão, Kiko Sobrino e Fábio Galeazzo, designers premiados e que participaram da Casa Cor São Paulo 2009.

O evento é realizado em 19 unidades do Senac na forma de exposições, workshops, palestras, encontros e debates sobre o tema. É dirigido a arquitetos, decoradores, designers, designers de produto, empresários da área, estudantes e demais interessados no assunto.

Por enquanto só estão agendados eventos no estado de São paulo (pra variar…). Acesse este link para saber a agenda e locais.

Agende-se

2009 Agosto 21
por LD&DA Paulo Oliveira

9º Congresso de Ergodesign

(Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produto, Informações, Ambiente Construído e Transporte)

Quando: 14 a 17 de setembro

Onde: Fiep / Cietep – Curitiba

Inscrições através do site.